Cidades

TEMPO

Coxim registrou a menor umidade do País pela segunda vez em uma semana

Entre os 20 municípios mais secos do País, 7 são de Mato Grosso do Sul

Continue lendo...

Coxim foi a cidade mais seca do Brasil nesta quinta-feira (14), de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A umidade relativa do ar atingiu 15% no município.

Entre os 20 municípios mais secos do País, sete são de Mato Grosso do Sul.

Água Clara (17%), Costa Rica (18%), Bataguassu (19%), Sonora (19%), Paranaíba (20%) e Três Lagoas (20%) são municípios sul-mato-grossenses que também registraram as menores umidades do País nesta quinta.

No ranking das 20 cidades mais secas do Brasil, Coxim ocupou o 1º lugar, Água Clara 3º, Costa Rica 4º, Bataguassu 11º, Sonora 13º, Paranaíba 15º e Três Lagoas 19º.

Umidade relativa do ar é a quantidade de água em forma de vapor dispersa pelo ar.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a umidade indicada é de no mínimo 60%. O instrumento utilizado para medir a umidade é o higrômetro.

Uma massa de ar quente e seca está sob o Estado, provocando altas temperaturas, sol, céu limpo, tempo firme e umidade do ar baixíssima.

O Inmet emitiu alerta amarelo de baixa umidade, que varia de 20% a 30%, em todo o estado de Mato Grosso do Sul, exceto na região sul

A estação de inverno teve início em 21 de junho e terminará em 22 de setembro de 2022.

O baixo índice pluviométrico associado à massa de ar seca, previstos para esta estação de inverno, deixarão o céu sem nuvens e resultarão em baixíssima umidade do ar, poluição atmosférica, incêndios florestais e doenças respiratórias.

O tempo seco favorece o surgimento de doenças respiratórias como rinite, sinusite, gripe e inflamação na garganta, de acordo com o enfermeiro e doutor em Infectologia, Everton Lemos.

Os sintomas das doenças citadas são muito parecidos com os da Covid-19, portanto, a população deve ficar alerta.

Medidas

‘Totens refresque-se’ foram instalados no Parque dos Poderes para aliviar as altas temperaturas e baixa umidade do ar, durante a prática de exercícios físicos.

Para usar os totens é simples: basta apertar o botão que o totem irá expelir vapor de água por quatro saídas. 

Dois totens estão localizados na avenida Desembargador José Nunes da Cunha, sendo um próximo a rotatória da avenida Mato Grosso e o outro na frente a Secretaria de Estado de Administração (SAD). 

O terceiro encontra-se na avenida do Poeta, em frente ao “postinho do parque”. 

A queima controlada está proibida até 31 de dezembro de 2022 em todos os 79 municípios de Mato Grosso do Sul, devido às condições climáticas desfavoráveis e baixa umidade do ar.

Com isso, todo e qualquer tipo de manejo de fogo, inclusive queimada autorizada, estão suspensas até o fim do ano.

A portaria do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) afirmou que a medida foi tomada considerando os graves riscos ambientais referentes à perda de controle do fogo em decorrência das condições climáticas.

Previsão do tempo para o fim de semana

A previsão para esta sexta-feira (15) e sábado (16) é de calor, sol, céu limpo e tempo seco em Mato Grosso do Sul, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Já no domingo, o prognóstico é de que as temperaturas apresentem leve queda. 

Há previsão de chuva isolada e fraca no sul do Estado. A umidade relativa do ar poderá variar de 20% a 70%. 

A próxima semana também será de altas temperaturas em Mato Grosso do Sul, com máximas próximas dos 30ºC. 

O tempo permanecerá seco, com baixa umidade relativa do ar e sem previsão de chuva. 

Recomendações 

Segundo orientações do Ministério da Saúde, em caso de tempo seco o cidadão deve:

  • Beber dois litros de água por dia
  • Evitar atividades físicas das 9h às 17h
  • Umidificar o ambiente com toalha molhada ou balde de água
  • Evitar exposição solar
  • Hidratar a pele
  • Evitar ambientes fechados
  • Evitar uso de fogo

migração ilegal

Criminosos que atravessavam haitianos ilegalmente de Corumbá para a Bolívia são condenados

Os chamados coiotes cobravam valores abusivos para levar migrantes de forma ilegal ao país vizinho através de travessia clandestina

05/06/2026 17h30

Criminosos articulavam um esquema de travessia de haitianos pelo local conhecido como

Criminosos articulavam um esquema de travessia de haitianos pelo local conhecido como "Trilha do Gaúcho" Foto: Divulgação / PF

Continue Lendo...

A 1ª Vara Federal de Corumbá condenou oito pessoas por participação em um esquema criminoso que promovia a migração ilegal, através da travessia de estrangeiros, principalmente haitianos, na fronteira do Brasil com a Bolívia. As penas variam de três a 11 anos de prisão.

Conforme a Justiça Federal, o grupo criminoso atuou entre outubro e dezembro de 2021, transportando os estrangeiros de forma clandestino para o país vizinho de Mato Grosso do Sul, visando lucro, em ações coordenadas e repetidas, caracterizando crime continuado.

Os acusados foram presos em dezembro de 2021, durante a Operação Fom'Ale II, deflagrada pela Polícia Federal. Na ocasião foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão.

Conforme reportagem do Correio do Estado, a investigação que levou a prisão do grupo detectou que os criminosos articulavam um esquema de travessia de haitianos pelo local conhecido como “Trilha do Gaúcho”, na divisa do Brasil com a Bolívia.

Nos períodos da manhã e noite, os criminosos, que atuavam como coiotes, buscavam meios de atravessar ilegalmente os migrantes, entre eles diversas crianças e mulheres grávidas, sempre exigindo dinheiro para tal fim.

Já dentro da trilha, os estrangeiros eram auxiliados por “carregadores” bolivianos, que tinham a função de mostrar o percurso até a Bolívia, além de prestar apoio no transporte das malas dos haitianos, mediante o pagamento de valores abusivos.

O esquema tinha divisão de tarefas: alguns integrantes captavam migrantes na rodoviária, outros faziam o transporte até casas de passagem e a fronteira, enquanto havia responsáveis por hospedagem e articulação com atravessadores bolivianos. 

As investigações indicaram que os migrantes pagavam valores que chegavam a 150 dólares por pessoa para a travessia ilegal.

Em ocasiões em que os “coiotes” foram acompanhados pelos policiais, foi possível observar que, ao menos uma vez, cidadãos haitianos foram abandonados no meio da rua, após os criminosos perceberem a aproximação da polícia.

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia contra oito investigados, imputando-lhes os crimes de promoção de migração ilegal e organização criminosa.

Sentença

O juiz federal substituto, Rubens Petrucci Junior, ao julgar o processo, enfatizou que a prática envolvia “exploração econômica sistemática de migrantes em situação de máxima vulnerabilidade”, além de riscos impostos durante travessias clandestinas. 

“A atividade cruzava sistematicamente a fronteira Brasil-Bolívia, com acordos e pagamentos envolvendo bolivianos e operações até o Chile”, registrou o magistrado na sentença. 

O conjunto de provas, que incluem depoimentos, monitoramentos e dados de celulares, demonstrou, segundo o juiz federal, a atuação coordenada do grupo, resultando na condenação dos investigados pelos crimes de promoção de migração ilegal e integração em organização criminosa, nos termos da denúncia.

Investigação

Cemitério de MS entra na mira do MP por superlotação e armazenamento de ossos irregular

Denúncia de moradores afirma que o Cemitério chegou a realizar a exumação dos ossos de um familiar e não sabiam o paradeiro da ossada

05/06/2026 17h15

No local, foram encontradas ossadas humanas sem registro eficaz

No local, foram encontradas ossadas humanas sem registro eficaz Divulgação/MPMS

Continue Lendo...

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu uma investigação contra o Cemitério Público Municipal de Naviraí para apurar irregularidades no funcionamento. 

Entre as denúncias, a investigação foca em falhas na realização de exumações, controle administrativo ineficaz ou inexistente e possíveis violações à dignidade humana. 

A motivação do inquérito foi o relato de moradores do município, localizado a aproximadamente 350 quilômetros de Campo Grande, que afirmaram que encontraram túmulos abertos quando foram ao local sepultar familiares. 

Em um dos casos, teria acontecido a exumação dos restos mortais de um dos mortos sem a comunicação prévia à família e sem informação precisa a respeito do local exato do armazenamento dos ossos. Na tumba do familiar morto, estaria sepultada outra pessoa, que não teria relação alguma com a família.

Durante a visita do MP ao local, foram constatados vários problemas, como a ausência de registros confiáveis, a inexistência de um sistema eficiente de controle, além do armazenamento inadequado de ossadas, inclusive sem identificação. 

Foram encontrados, ainda, ossos humanos mantidos de forma irregular no ossuário, contrariando normal legais e princípios básicos de respeito à dignidade da pessoa humana. 

A investigação também identificou uma possíbel superlotação no cemitério, com indícios da utilização irregular de áreas de circulação comum para novos sepultamentos. 

O desenterramento de restos mortais deve seguir critérios estabelecidos pela legislação municipal, além da realização do registro detalhado de todas as movimentações do corpo. 

Segundo o MPMS, isso não vinha sendo cumprido no estabelecimento público. 

Diante da gravidade dos fatos, o Ministério Público instaurou inquérito civil e requisitou a abertura de investigação policial para apurar possíveis crimes de violação de sepultura e ocultação de cadáver. 

Em resposta, o município de Naviraí apresentou ao MP informações sobre medidos para reorganização do serviço, como a implantação de um sistema informatizado para controle e revisão de processos internos. 

No entanto, de acordo com o MP, o próprio levantamento reconhece falhas em gestões anteriores e lacunas nos registros de exumações.

"Mais do que uma questão administrativa, o funcionamento adequado de um cemitério envolve direitos fundamentais, como o respeito à memória dos falecidos e o direito das famílias de saber o destino de seus entes queridos. Ao conduzir a investigação, o MPMS reforça seu papel na defesa da cidadania, da dignidade humana e do interesse coletivo", afirmou o Ministério Público em nota. 

No local, foram encontradas ossadas humanas sem registro eficazFonte: Reprodução MPMS

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).