Cidades

operação

Homem é preso por suspeita de estuprar e engravidar a irmã em Campo Grande

Abusos começaram quando a vítima tinha 15 anos e ocorriam com conhecimento e conivência do avô

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A Polícia Civil, por intermédio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e do Setor de Investigação de Crimes Sexuais e Feminicídio (Sefem), cumpriu, nesta quarta-feira (15), mandado de prisão contra um rapaz suspeito de estuprar a irmã, de 18 anos, desde que a vítima tinha 15 anos, em Campo Grande.

A ação fez parte da Operação Mulher Segura, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O caso foi descoberto quando a vítima, que está gestante, deu entrada em unidade hospitalar com dores abdominais e crises convulsivas. Na ocasião, ela relatou à equipe médica que era abusada sexualmente pelo próprio irmão desde os 15 anos e que o avô tinha pleno conhecimento dos fatos e era conivente com a situação.

Conforme a denúncia da jovem, o irmão dormia no mesmo quarto que ela e a ameaçava para constrangê-la à prática dos abusos sexuais.

A vítima informou aind que acredita ter engravidado em novembro de 2025, após mais um abuso.

O avô da jovem foi até o hospital e tentou se aproximar, no que a polícia considera um aparente ato de intimidação. 

Ainda conforme a Polícia Civil, nessa visita, a vítima teve o estado emocional agravado, o que contribiu para os episódios convulsivos, o que fez com a equipe médica determinasse o afastamento do avô e acionasse a Polícia Militar.

Diante dos fatos, a Justiça deferiu o pedido de prisão preventiva do irmão, que foi cumprido pelos agentes policiais da Deam. Ele é investigado pela prática de estupro de vulnerável, com aumento da pena por ser irmão da vítima.

A jovem permanece internada, sedada, sob cuidados intensivos.

As investigações prosseguem para apurar a extensão dos abusos e a participação de eventuais outros envolvidos.

Operação Mulher Segura

Ainda no âmbito da operação, também foi cumprido mandado de prisão e de busca e apreensão contra um homem investigado por tentativa de homicídio e tentativa de femicídio.

O caso ocorreu no dia 30 de março, quando duas irmãs foram atropeladas e o motorista fugiu sem prestar socorro.

Imagens de segurança mostraram que o condutor desligou os faróis, acelerou deliberadamente contra as vítimas e fugiu em alta velocidade,.

Fragmentos do veículo recolhidos no local foram identificados como compatíveis com um Toyota Corolla registrado em nome do investigado. Em depoimento, ele afirmou ter vendido o carro, mas não apresentou qualquer documento comprobatório.

Conforme a Polícia Civil, as diligências apontaram que o veículo permaneceu em Campo Grande após o crime, contrariando a versão do suspeito.

Além disso, a dinâmica do atropelamento, o histórico de relacionamento conturbado com uma das vítimas e as inconsistências no depoimento reforçaram os indícios de autoria.

A Justiça deferiu os pedidos da polícia, determinando a prisão preventiva do investigado, a busca e apreensão do veículo envolvido para perícia, a busca e apreensão de aparelhos celulares. 

estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

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Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

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