Campo-grandenses tem idade para receber dose reforço contra a Covid-19, mas não têm aprazamento de seis meses da segunda dose para receber a terceira, como foi recomendado pelo Ministério da Saúde.
A capital iniciou a aplicação da terceira dose do imunizante contra Covid-19 para idosos com mais de 80 anos e que receberam a segunda dose da vacina até 28 de fevereiro nesta sexta- feira (27), e muitos idosos se dirigiram aos polos de vacinação em busca da dose reforço, mas foram barrados na conferência de dados quando os profissionais da saúde identificavam que a pessoa tinha a idade adequada, mas tinha se vacinado com a segundo dose a menos de seis meses.
Últimas notícias
Antônia Lúcia de Oliveira de 82 anos, foi uma das muitas pessoas que compareceram hoje no polo de imunização do Guanandizão para receber a terceira dose, pois se encaixava no grupo de idade divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau), mas não foi vacinada.
"Eu nem parei para ler muito, vi que tinha a idade recomendada e vim, mas não prestei atenção na recomendação de seis meses, o moço acabou de me informar que não vou me vacinar agora, precisarei voltar daqui 10 dias", informou a senhora.
Questionada sobre ser vacinada pela terceira vez a senhora relatou que é um prazer ter a oportunidade de se proteger.
"Se tivesse, quarta, quinta, quantas doses precisasse eu tomaria, me proteger e proteger minha família é um privilégio, estou ansiosa e feliz, quero ter minha dose reforço".
Segundo auxiliar de vacinação, Luiz Escobar, mutos idosos se confundiram.
"Muitos idosos acharam que podiam se vacinar por ter a idade, passamos o dia explicando que para eles tomarem o reforço é preciso de um intervalo de seis meses da segunda dose, esperamos a busca aumente nos próximos dias", relatou.
A aplicação da dose reforço foi iniciada após estudos demonstrarem que, a partir do sexto mês de imunização, o grau de imunidade tem decaído, principalmente nas pessoas mais velhas.
"A terceira dose é essencial devido às falhas vacinais que foram comprovadas, não só em Campo Grande, mas em todo país. O Ministério reconhece a necessidade da terceira dose, temos a oportunidade de melhorar o desempenho de vacinação.", defendeu o titular da pasta da Saúde, explicou o secretário municipal de saúde, José Mauro Filho.
De acordo com os dados do Vacinômetro de Mato Grosso do Sul, apenas 279 pessoas tomaram a segunda dose até 28 de fevereiro em Campo Grande e 5.067 em todo o Estado.
Até o momento 105 idosos campo-grandense receberam a terceira dose. A Capital é a primeira cidade do Estado e uma das pioneiras no País a iniciar a aplicação deste reforço vacinal, que amplia a resposta imune dos indivíduos que recebem.
A terceira dose será aplicada exclusivamente com a vacina Pfizer, mesma que as outras duas doses tenham sido de outro imunológico.






