Cidades

acessibilidade

Justiça obriga Campo Grande a fazer concurso para intérprete de Libras

Foi constatado que a prefeitura estava realizando contratações temporárias sucessivas para o exercício de uma atividade considerada essencial

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Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) determinou que a Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) realize Concurso Público, para cargos efetivos de tradutores e intérpretes, da Língua Brasileira de Sinais (Libras), que atuam na Central Municipal de Interpretação de Libras (CMILCG).

O objetivo é garantir a inclusão, acessibilidade e garantia de direitos das pessoas surdas, de modo a fortalecer a estrutura permanente de tradutores e intérpretes de Libras para garantir a comunicação e acesso aos serviços públicos.

Foi constatado que a prefeitura estava realizando contratações temporárias sucessivas para o exercício de uma atividade considerada essencial e, além disso, há provas que demonstram situações graves de falha no atendimento às pessoas surdas.

Para o TJMS, a manutenção de contratos temporários por período superior a quatro anos desvirtuou a excepcionalidade prevista pela Constituição Federal e representou burla à exigência de concurso público.

Segundo o Promotor de Justiça, Paulo Zeni, a prática contrariava a regra constitucional que exige concurso público para o ingresso em cargos permanentes da Administração Pública.

A PMCG justificou que as contratações temporárias são legais e alegou dificuldades relacionadas aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, às restrições eleitorais e à autonomia administrativa do Poder Executivo.

Mas, a justificativa foi rejeitada pelos desembargadores, pois, a substituição dos profissionais temporários por servidores efetivos não representa criação de nova despesa substancial, já vez que os recursos destinados ao pagamento dos serviços já integram as despesas correntes do Município.

Com a manutenção da sentença, Campo Grande deverá promover, no prazo estabelecido pela Justiça, concurso público para o preenchimento dos cargos efetivos de tradutores e intérpretes de Libras e regularizar a prestação do serviço.

A ação civil pública foi proposta pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por intermédio da 67ª Promotoria de Justiça dos Direitos Humanos.

INTÉRPRETE DE LIBRAS

Intérprete de libras atua como mediador da comunicação entre usuários da Libras (deficientes auditivos) e pessoas que utilizam a língua portuguesa (população em geral), de modo que informações sejam transmitidas de forma clara, fiel e acessível.

O trabalho tem papel essencial na promoção da acessibilidade e da inclusão de pessoas surdas em diferentes espaços da sociedade.

Sua função é interpretar, de maneira ética e imparcial, as mensagens entre a língua portuguesa e a Libras, respeitando o conteúdo e a intenção da comunicação.

O intérprete de Libras pode atuar em escolas, universidades, hospitais, tribunais, repartições públicas, empresas, emissoras de televisão, conferências, eventos, reuniões e plataformas digitais.

Para exercer a profissão, é necessário dominar tanto a Libras quanto a língua portuguesa, além de desenvolver habilidades como concentração, memória e agilidade.

estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

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Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

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