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Operação Piracema terá quatro frentes de combate à pesca ilegal

Efetivo foi reforçado, e contará com fiscalização da Polícia Rural em estradas vicinais

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A Piracema, período em que é proibida a pesca em rios de Mato Grosso do Sul, teve início às 00h desta terça-feira (5), e segue até o dia 28 de fevereiro de 2025.

Para combater a pesca ilegal, as secretarias de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), em parceria com a Polícia Militar Ambiental, desenvolvem uma operação especial de fiscalização dos pontos suscetíveis a pesca ilegal neste período.

Nesta edição da operação, serão quatro frentes de combate à pesca ilegal:

1. Policiamento Rural

Equipes estarão fiscalizando as estradas que dão acesso aos pontos de pesca, incluindo as estradas vicinais;

2. Policia Ambiental

Caso passe pela barreira do policiamento rural, aqueles que tentarem pescar de forma ilegal no período podem se deparar com a Polícia Militar ambiental;

3. Polícia Militar Rodoviária

Nas rodovias estaduais, a polícia rodoviária também fará fiscalização das cargas transportadas pelos veículos, a fim de apreender possíveis produtos oriundos da pesca ilegal;

4. Fiscalização do Imasul

Durante todo o período, equipes do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) estarão empenhadas em visitar peixarias, restaurantes, pousadas e hotéis para averiguar o estoque de pescado e fiscalizar possível recebimento de produtos ilícitos.

Além dos agentes citados, foi anunciado, durante o lançamento da Operação Piracema, em evento realizado na manhã desta terça-feira (5), que o titular da Semadesc, Jaime Verruck, irá pedir reforço à Polícia Federal para que as rodovias federais que cortam o estado também sejam fiscalizadas neste período de piracema.

Os locais com maior incidência de casos, registrados nos últimos anos, estão nos municípios de Miranda, Aquidauana e Corumbá, que receberão reforços para que as ações de combate às práticas ilegais sejam intensificadas.

Além dos pontos já fiscalizados nos anos anteriores, em 2024 há uma preocupação adicional causada pela seca extrema, que fez com que rios apresentassem o menor volume dos últimos anos, atingindo índices recordes.

Essa seca dificulta que os peixes cheguem à cabeceira dos rios, fazendo com que os cardumes se concentrem em locais onde antes não costumavam se concentrar, criando possíveis novos focos de pesca ilegal, que também serão monitorados.

Neste ano, cerca de 500 homens serão empenhados na operação, que envolverá equipes do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), Polícia Militar Ambiental (PMA) e do Comando de Policiamento Rural.

A PMA mobilizará todo o seu efetivo, utilizando veículos terrestres, barcos e drones para monitorar os rios, e também está autorizada a apreender barcos, motores e equipamentos de pesca em caso de flagrantes de pesca ilegal. Além disso, os infratores poderão ser encaminhados à Polícia Civil para registro de ocorrência. As patrulhas terão foco especial em pontos de maior concentração de cardumes, como corredeiras e cabeceiras.

Em paralelo, os fiscais do Imasul visitarão peixarias, restaurantes, pousadas e hotéis para averiguar o estoque de pescado.

Declaração de estoque

O prazo para que pescadores profissionais e comerciantes declarem seus estoques de pescado ao Imasul vai até a quinta-feira, dia 7 de novembro.

O procedimento é feito por meio de formulário apropriado para os pescadores profissionais (acesse aqui) e para os comerciantes do setor (acesse aqui), incluindo peixarias, hotéis, restaurantes, comércio de iscas, mercados e mercearias.

Os comerciantes devem registrar a quantidade de pescado em estoque até 48 horas após o início do defeso, usando um formulário específico. Estoques não declarados serão apreendidos, e os estabelecimentos estarão sujeitos a multas de até R$ 100 mil ou suspensão da licença de atividade.

Operação anterior

Durante a Operação Piracema do ano passado, a fiscalização visitou 112 estabelecimentos comerciais em várias cidades do estado e abordou 2.016 veículos em barreiras rodoviárias, resultando em apreensões de pescado.

Saiba: O fenômeno da piracema, que em tupi significa 'saída de peixes', é essencial para a reprodução de espécies nativas como pacu, pintado, cachara, curimba e dourado.

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Levantamento

Em 10 anos, três policiais morreram em serviço em Mato Grosso do Sul

Morte de soldado da PM em Corumbá rompe sequência de cinco anos sem baixas na corporação

01/07/2026 18h01

Foto: Divulgação / Instagram

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A morte do soldado da Polícia Militar Marcelo Pimenta da Silva, de 32 anos, durante uma tentativa de abordagem a criminosos em Corumbá, rompeu uma marca que colocava Mato Grosso do Sul entre os estados com menor vitimização policial do país.

Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) mostram que, até o confronto registrado na noite de terça-feira (30), o Estado havia passado cinco anos consecutivos sem registrar policiais mortos em serviço e contabilizava apenas dois casos em uma década.

Com a morte do militar, o total chega a três policiais mortos em serviço nos últimos dez anos.

Os números revelam um cenário que chama atenção quando comparado à letalidade das ações policiais. Enquanto apenas três agentes perderam a vida em serviço no período, 434 pessoas morreram em decorrência de intervenções policiais entre 2013 e 2023, segundo dados oficiais da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

O levantamento demonstra que as mortes provocadas por ações policiais superam, com ampla diferença, a vitimização dos próprios agentes de segurança.

Em 2026, a letalidade decorrente de intervenção policial continua elevada. Dados oficiais apontam que, apenas nos primeiros meses do ano, 52 pessoas morreram em ações de agentes do Estado em Mato Grosso do Sul, número que já representava mais de 70% de todos os registros contabilizados ao longo do ano anterior.

Confronto na fronteira

A morte de Marcelo ocorreu durante uma ocorrência considerada de alto risco na região de fronteira com a Bolívia. Integrante do Grupamento Especializado Tático em Apoio Motociclístico (Getam), do 6º Batalhão da Polícia Militar, ele participava da tentativa de abordagem a suspeitos ligados ao tráfico de drogas quando foi atingido por um disparo, possivelmente de fuzil.

O policial chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital. Ele deixa uma filha de sete anos.

O caso ocorreu em uma das áreas consideradas mais sensíveis para a segurança pública estadual. Corumbá integra a faixa de fronteira com a Bolívia, região estratégica para o tráfico internacional de drogas, armas e outras atividades do crime organizado, cenário que frequentemente exige operações de alto risco das forças estaduais e federais.

Antes da morte do soldado Marcelo Pimenta, o caso mais recente de policiais mortos em serviço em Mato Grosso do Sul havia sido registrado em junho de 2020, quando os investigadores da Polícia Civil Antônio Marcos Roque da Silva e Jorge Silva dos Santos foram assassinados dentro de uma viatura descaracterizada, em Campo Grande.

Os dois conduziam um homem ouvido como testemunha de um roubo quando foram surpreendidos por disparos efetuados pelo suspeito, que fugiu e acabou morto horas depois em confronto com equipes policiais. Desde então, o Estado permaneceu cinco anos sem registrar mortes de agentes em serviço, sequência interrompida com o caso ocorrido em Corumbá

Entre os estados com menor vitimização policial

Os indicadores nacionais de segurança pública colocam Mato Grosso do Sul entre os estados com menor número de policiais mortos em serviço no país.

Na última década, o Estado registrou apenas três mortes de agentes em serviço, número que permaneceu baixo mesmo diante da extensa faixa de fronteira com Paraguai e Bolívia e da intensa atuação das forças de segurança no combate ao tráfico de drogas.

Até então, Mato Grosso do Sul era apontado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública como uma das unidades da Federação com menor índice de policiais mortos em serviço.

Antes da ocorrência em Corumbá, o Estado acumulava apenas dois casos entre 2015 e 2025, desempenho atribuído a fatores como planejamento operacional, treinamento das equipes e menor incidência de confrontos letais contra agentes públicos quando comparado a estados com maiores índices de violência.

MS em números

  • 3 policiais mortos em serviço nos últimos 10 anos (2016 - 2026);
  • 434 pessoas mortas em decorrência de intervenções policiais entre 2013 e 2023;
  • 52 mortes decorrentes de intervenção policial registradas em 2026 até o período considerado;
  • Cinco anos consecutivos sem registro de policiais mortos em serviço (2021 a 2025), sequência encerrada com a morte do soldado Marcelo Pimenta da Silva.

Uso da força em debate

As chamadas mortes decorrentes de intervenção policial correspondem aos casos em que uma pessoa morre durante ações de agentes de segurança pública, geralmente em confrontos armados ou em situações envolvendo o uso da força no exercício da atividade policial.

Esses registros são contabilizados separadamente das demais ocorrências de homicídio e integram os indicadores oficiais de segurança pública.

Se, por um lado, a vitimização policial permaneceu baixa durante a última década, por outro, os indicadores de mortes decorrentes de intervenção policial mantêm Mato Grosso do Sul inserido no debate nacional sobre o uso da força.

O levantamento da Sejusp mostra que a maioria das vítimas dessas ocorrências é composta por homens jovens, principalmente na faixa entre 15 e 29 anos, perfil predominante nas estatísticas estaduais.

Os dados evidenciam uma realidade marcada por duas faces da segurança pública. De um lado, policiais que atuam em operações de alto risco, especialmente nas regiões de fronteira, onde o enfrentamento ao tráfico de drogas e às organizações criminosas aumenta a exposição dos agentes.

De outro, um elevado número de mortes registradas durante intervenções policiais, tema que frequentemente mobiliza discussões sobre protocolos operacionais, uso proporcional da força, transparência das investigações e políticas públicas voltadas à redução da letalidade.

Enquanto os dados ajudam a dimensionar o cenário da segurança pública em Mato Grosso do Sul, as investigações sobre a morte do soldado Marcelo Pimenta seguem em andamento. Após o crime, as forças de segurança deflagraram uma operação integrada em Corumbá, Ladário e na faixa de fronteira com a Bolívia.

Durante as buscas, um dos suspeitos de participação no ataque morreu após, segundo a Polícia Militar, resistir à abordagem e entrar em confronto com as equipes. Outro investigado, apontado como um dos atiradores, foi localizado e permanece custodiado por força de mandado judicial.

Desafio permanente

Enquanto estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia concentram historicamente os maiores números de policiais mortos em serviço e de mortes decorrentes de intervenções policiais, Mato Grosso do Sul apresenta uma realidade distinta.

O Estado figura entre aqueles com menor vitimização policial do país, mas mantém um elevado número de mortes decorrentes da atuação policial, cenário que evidencia a complexidade dos desafios enfrentados pelas forças de segurança e reacende o debate sobre o uso da força e a preservação da vida.

O contraste entre a baixa vitimização policial e o elevado número de mortes decorrentes de intervenções reforça a complexidade do cenário sul-mato-grossense, marcado pelo enfrentamento constante ao crime organizado em uma extensa faixa de fronteira e pela necessidade de conciliar eficiência operacional, proteção dos policiais e respeito aos protocolos de uso da força.

chapadão do sul

Criança de 1 ano morre após se afogar em tanque de peixes em MS

Pais da criança trabalhavam na fazenda e, em momento de descuido, não viram quando ela caiu em um dos tanques de peixe

01/07/2026 17h00

Bombeiros chegaram a prestar socorro à vítima

Bombeiros chegaram a prestar socorro à vítima Foto: O Correio News

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Uma criança de 1 a 10 meses morreu após se afogar em um tanque de peixes, em uma propriedade rural em Chapadão do Sul.

De acordo com informações do site O Correio News, a criança era filha de um funcionário da fazenda e, em momento de descuido, entrou na área onde fica o tanque de peixes, sem que os pais percebessem.

Quando notaram que a criança estava se afogando, os responsáveis a tiraram do local e acionaram o Corpo de Bombeiros, que, enquanto se deslocavam, repassaram orientações, através de chamada de vídeo, sobre como fazer manobras de ressuscitação na menina.

Como a fazenda fica a cerca de 40 quilômetros de Chapadão do Sul, a criança foi colocada em um veículo particular para ir de encontro com a equipe de resgate.

Após a interceptação no trajeto, equipes dos bombeiros deu continuidade as manobras de ressuscitação, com utilização também de desfibrilador.

A criança foi encaminhada ao Hospital Municipal de Chapadão do Sul, mas não resistiu e morreu na unidade de saúde.

Afogamentos

Casos de afogamento em piscinas, rios e balneários ocorrem em questão de minuto. De acordo com o Corpo de Bombeiros, medidas preventivas podem ser adotadas para tentar evitar acidentes.

Veja dicas da corporação:

  • Caso presencie um afogamento, só tente salvar a vítima se for habilitado e esteja em boas condições físicas para a ação; caso contrário, se for possível a aproximação, lance algum objeto flutuante (boia, isopor, prancha, etc) que ajude a vítima a flutuar ou que possa agarrar e ser tracionada para a margem (cordas, galhos com boa resistência, etc);
  • Acione o guarda vidas ou o Corpo de Bombeiros Militar através do telefone de emergência 193;
  • Piscinas de clubes e condomínios devem possuir acessos restritos e placas com informações;
  • Pais e/ou responsáveis devem dedicar atenção integral às crianças;
  • A existência de guarda-vidas não substitui a atenção e responsabilidade dos pais e/ou responsáveis;
  • Não faça uso de bebidas alcoólicas antes ou durante a permanência na água;
  • Obedeça às orientações e determinações dos guarda-vidas;
  • Respeite as sinalizações de alerta e proibição;
  • Evite brincadeiras que coloquem a segurança em risco, tais como “briga de galo”, “caldo”, competições de apneia (segurar o fôlego), entre outras;
  • Evite mergulhos “de ponta” em locais que não possuam conhecimento sobre a profundidade e relevo subaquático.

Em rios, balneários e piscinas

  • Alimente-se com moderação, prefira comidas leves e não mergulhe alcoolizado;
  • Procure sempre um local com segurança de guarda-vidas;
  • Sempre que for nadar, avise um parente sobre o local para onde está indo e a hora programada para retorno;
  • Crianças não devem brincar em piscina sem a supervisão de um adulto. Mas não as deixe sob cuidados de pessoas estranhas;
  • As crianças não devem brincar de empurrar, dar “caldo” dentro da água ou simular que estão se afogando;
  • Não permaneça perto de embarcações;
  • Cuidado com o limo nas pedras ele pode fazer você escorregar e cair na água.

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