Cidades

TRANSPORTE COLETIVO

Transporte público terá cronograma alterado para feriado nacional

O Dia da Independência, comemorado na próxima segunda-feira alterará o funcionamento das linhas de ônibus da Capital; confira

Continue lendo...

O transporte coletivo estará com regime de funcionamento especial na próxima segunda-feira (7) devido ao feriado nacional do Dia da Independência. O plano operacional funcionará apenas na data para atender as necessidades de deslocamento da população da Capital.

A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) responsável pela organização e gestão das vias urbanas de Campo Grande estruturou um cronograma das principais linhas que atendem a diferentes regiões do município.

As linhas da região industrial, localizada na saída oeste da cidade atuarão em função das demandas do setor industrial. São elas:

244 (Oi / T. General Osório);
322 (Parque Industrial / T. Bandeirantes);
410 (Zé Pereira / Parque Industrial);
418 (Núcleo Industrial / T. Aero Rancho);
419 (Parque Industrial / T. Júlio de Castilho);
422 (Parque Industrial / T. Guaicurus - T. Morenão);
e 424 (Parque Industrial / T. Nova Bahia).

As rotas das linhas 515 (Damha 1 / T. Hércules Maymone) e 522 (Rita Vieira / Cristo Redentor / T. Morenão), que atendem a bairros funcionarão em regime dos horários de sábados. Os demais trajetos seguirão o quadro de horários de domingos e feriados, que possuem horários reduzidos.

O sistema terá ainda suporte logístico nos terminais Guaicurus, Morenão, Bandeirante, Aero Rancho, Júlio de Castilho, General Osório, Nova Bahia e Hércules Maymone.

O órgão estabeleceu que devem estar a disposição em cada estação quatro veículos com tripulação à disposição em regime de plantão das 05h às 19h para atender eventuais solicitações, a depender do fluxo de demandas.

Ficou determinado ao Consórcio Guaicurus, o acompanhamento contínuo da frota, para que a concessionária aplique ajustes necessários após os horários de maior fluxo, nas faixas das 05h30 às 08h30, das 10h30 às 13h30 e das 16h às 18h30.

A modificação na escala está definida apenas para o aumento da oferta de ônibus nos casos necessários, sem que os que estarão operando parem por baixo fluxo.

A Agetran mantém o monitoramento da operação em tempo real para executar intervenções e assegurar que o funcionamento aconteça de forma eficiente, acessível e ágil nos horários de maior movimentação.

AGROTÓXICOS

Pulverização aérea pode ter matado milhares de bichos-de-seda em MS

Fiscalização encontrou mortalidade severa em quatro propriedades e apontou intoxicação como causa provável

02/09/2026 10h45

Larvas de bicho-da-seda foram encontradas mortas durante fiscalização da Iagro em propriedades do Loteamento Bétel, em Glória de Dourados

Larvas de bicho-da-seda foram encontradas mortas durante fiscalização da Iagro em propriedades do Loteamento Bétel, em Glória de Dourados Divulgação

Continue Lendo...

Uma pulverização aérea de agrotóxicos realizada nas proximidades de propriedades rurais de Glória de Dourados, no sul de Mato Grosso do Sul, é apontada como provável causa da  morte de milhares de larvas de bicho-da-seda em propriedades rurais de Glória de Dourados, no sul de Mato Grosso do Sul. O caso passou a ser acompanhado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

A mortandade atingiu pelo menos quatro criadores do loteamento Bétel e foi considerada severa por fiscais da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), que estiveram nas propriedades entre os dias 27 e 30 de janeiro deste ano. 

Os relatórios produzidos após as vistorias apontam como causa provável a intoxicação por agrotóxicos e relacionam o episódio à pulverização aérea realizada em cultivos de cana-de-açúcar vizinhos. 

O cenário encontrado pelos fiscais também foi registrado em fotografias. As imagens anexadas aos documentos mostram grandes quantidades de larvas espalhadas e acumuladas nas estruturas utilizadas para a criação.

Larvas de bicho-da-seda foram encontradas mortas durante fiscalização da Iagro em propriedades do Loteamento Bétel, em Glória de DouradosImagens anexadas nos autos mostram milhares de bichos-de-seda mortos nas propriedades - Reprodução

Foram atingidas propriedades de Gilberto Machado de Souza, Paulo Plizzari, Ozeas de Oliveira Martins e Roberto Venâncio Marques, correspondentes aos lotes 4, 8, 9 e 11 do Loteamento Bétel.

A suspeita levantada durante a fiscalização é de que os criadouros tenham sido alcançados por agrotóxicos utilizados nas áreas agrícolas próximas. A hipótese considerada posteriormente pelo MPMS é de deriva da pulverização aérea, quando o produto aplicado é deslocado para fora da área que deveria recebê-lo.

Os relatórios individuais da Iagro mostram que o problema não ficou restrito a uma única propriedade. As vistorias foram realizadas separadamente nos criadouros e registraram o estado das larvas e das estruturas destinadas à produção.

A criação do bicho-da-seda é particularmente vulnerável a uma eventual contaminação das amoreiras, já que as folhas da planta servem de alimento às larvas.

Este foi o principal ponto na apuração, além das larvas mortas ou doentes, as folhas de amoreira entraram na lista de materiais que poderiam ser submetidos a exames para identificar resíduos agrotóxicos. 

Em março, o MPMS pediu à Iagro que informasse se amostras de material biológico e vegetal recolhidas durante as fiscalizações haviam sido encaminhadas à Embrapa ou a outro laboratório oficial.

A Promotoria também quis saber se ainda havia material sob custódia da agência que pudesse ser enviado imediatamente para análise e se foram elaborados termos específicos para registrar as coletas realizadas nas propriedades.

Os elementos levantados durante as vistorias levaram o Ministério Público a considerar consistente a possibilidade de intoxicação.

Em decisão juntada ao procedimento, o promotor Gilberto Carlos Altheman Júnior registrou haver “indícios técnicos suficientes” de que a mortalidade das larvas tenha decorrido de intoxicação por agrotóxicos.

O documento ainda afirma que a hipótese de deriva de pulverização aérea proveniente das lavouras de cana-de-açúcar vizinhas é "tecnicamente compatível com os danos observados". 

Apesar disso, ainda não é possível afirmar definitivamente que uma determinada pulverização tenha causado as mortes.

A mesma decisão ressalta que a ausência de análise laboratorial impedia, naquele momento, a confirmação definitiva da origem do dano. 

Já o documento mais recente disponibilizado nos autos é de 31 de agosto e indica avanço na obtenção das informações técnicas.

Naquela data, a Promotoria encaminhou à Iagro cópias de relatórios de análise laboratorial para multirresíduos, solicitando conhecimento e providências. 

O trecho disponível, porém, não apresenta os resultados desses exames. Portanto, a documentação analisada não permite dizer qual substância foi eventualmente detectada, em qual concentração ou de onde teria partido o produto.

 

MATO GROSSO DO SUL

Após 12 dias, MS 'ressuscita' distribuidora instalada em 'barriga de aluguel'

Empresa é uma das 26 fica na antiga destilaria no km 18 da Estrada da Balsinha, atual MS-290, que tornou-se uma espécie de "coworking" de distribuidoras "noteiras" de combustíveis

02/09/2026 10h29

Endereço serve de localização sede de uma série de empresas que têm ligação com ilícitos tributários e elos com o crime organizado

Endereço serve de localização sede de uma série de empresas que têm ligação com ilícitos tributários e elos com o crime organizado Reprodução/Assecom-ANP

Continue Lendo...

Menos de duas semanas após ser fechada em Mato Grosso do Sul, a  Integração Combustíveis Ltda. teve sua inscrição estadual reativada por meio de um ato declaratório, publicado na edição de hoje (02) do Diário Oficial Eletrônico de Mato Grosso do Sul, assinado pelo superintendente de administração tributária Bruno Gouvêa Bastos, sendo essa uma das 26 empresas instalada na 'barriga de aluguel' que fica na antiga destilaria no km 18 da Estrada da Balsinha.

No último dia 21 de agosto, a distribuidora de combustíveis teve sua inscrição estadual cancelada pela superintendência de Administração Tributária, de forma semelhante a outra empresa fechada cerca de 10 dias antes, ambas funcionando no quilômetro 18 da conhecida Estrada da Balsinha, trecho que liga o município de Naviraí a Iguatemi.

Conforme a declaração de hoje, que entre em vigor a partir da data de sua publicação, com a inscrição da empresa agora reativada, são restaurados também os seus direitos fiscais, "sem prejuízo do cumprimento das eventuais obrigações tributárias relativas ao período de cancelamento ou suspensão da respectiva inscrição estadual e que estiver pendente de regularização".

Relembre

Estrutura criada há quase três décadas para abrigar a Destilaria Centro-Oeste Iguatemi, esse espaço no quilômetro 18 da Estrada da Balsinha, atual MS-290 tornou-se uma espécie de "coworking" de distribuidoras "noteiras" de combustíveis.

Como mostram bancos cadastrais nacionais, várias empresas funcionam ali,  algumas inclusive acusadas de sonegação de impostos. 

Essa localização serve como sede de uma série de empresas que apresentam ligação com ilícitos tributários, além de elos com o crime organizado. Alvo de operações como a "Carbono Oculto" - deflagrada em 28 de agosto de 2025 - e da "Bomba Oculta", que desdobrou investigação sobre esse centro de sonegação em MS um ano após a primeira ação, o local abriga dois nomes considerados os maiores devedores do Fisco federal no Mato Grosso do Sul.

Porém, na prática somente a Ecológica Distribuidora de Combustíveis existe no local e, em agosto do ano passado, chegou a ser interditada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) por conta de uma série de irregularidades ambientais e contábeis.

A Operação Carbono Oculto é considerada por especialistas como a maior ação contra o crime organizado, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC), da história policial brasileira. 

Endereço serve de localização sede de uma série de empresas que têm ligação com ilícitos tributários e elos com o crime organizado

É importante destacar que nem a Velox, a Ecológica ou a Integração apareciam entre as investigadas na Operação Carbono Oculto, mas a base seria, de fato, "barriga de aluguel" para as empresas, graças à declaração à própria ANP de que haveria o cumprimento dos requisitos necessários para obter-se uma autorização de distribuidora. Para isso seria necessário um espaço de armazenagem mínimo de 750 m³. 

Esse termo "barriga de aluguel" é empregado pela própria Agência Nacional do Petróleo (ANP), para uma série de empresas alvo em 28 de agosto de 2025 na operação que identificou essa base fantasma nacional da distribuição de combustíveis.

Entretanto, armazenagem e movimentação de combustível estariam longe de serem observados na base, o que iria contra as normas da Agência. A fraude consistiria em utilizar a empresa registrada em Iguatemi como matriz, onde há um menor custo para adquirir propriedade em parte de uma base, para, na prática, comercializar combustível em São Paulo, por exemplo.

Como a distribuição de combustíveis é considerada de utilidade pública, sem o comércio de combustíveis na localidade essas empresas lesam a sociedade ao atuarem efetivamente em outras Unidades da Federação. 

Dívidas

Entre as distribuidoras com sede no mesmo endereço também estão duas que ocupam o topo do ranking dos maiores devedores de impostos. Juntas, a Alpes Comércio de Combustíveis e Vetor Comércio de Combustíveis, devem R$ 4,9 bilhões, conforme dados da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. 

A Alpes aparece como maior devedora do Fisco federal em Mato Grosso do Sul: R$2,93 bilhões. Por sua vez, essa sim foi alvo das duas operações da Polícia Federal, da Receita Federal e do Ministério Público do Estado de São Paulo: a Carbono Oculto e a Fluxo Oculto.

É apontada a existência de uma organização criminosa que seria liderada por Mohamad Hussein Mourad, conhecido como "Primo" ou "João", que atuaria como o epicentro de um esquema bilionário que abrange toda a cadeia produtiva de combustíveis, desde usinas sucroalcooleiras até redes de postos.

Ao seu lado estaria Roberto Augusto Leme da Silva, o "Beto Louco", identificado como o colíder do grupo, exercendo funções cruciais na gestão operacional de empresas centrais, como a formuladora Copape e a distribuidora Aster.

Ambos são apontados pelos investigadores como supostos comandantes da estrutura profissionalizada que utilizaria fundos de investimento e centenas de empresas de fachada com intuito de ocultar a origem ilícita de recursos e executar as fraudes tributárias, apontam os investigadores.

A Alpes desempenha um papel fundamental nesse ecossistema, servindo como um dos principais canais para a distribuição de etanol produzido pelas usinas controladas pelo grupo, como a Itajobi e a Carolo.

A segunda maior devedora é a Vetor Comércio de Combustíveis, que deve R$2,04 bilhões ao Fisco federal. A empresa, cujo sócio-administrador que aparece em seu contrato social é Servio Tulio Fagotti Zaqueti, responde a vários processos de execução fiscal na Justiça Federal em Mato Grosso do Sul e nos estados de São Paulo e do Paraná. 

A Secretaria de Estado de Fazenda foi procurada através da assessoria para que se posicionasse a respeito do esquema criminoso, ou qualquer manifestação institucional tendo em vista que entre as distribuidoras com sede no mesmo endereço aparecem duas que ocupam o topo do ranking dos maiores devedores de impostos, porém até o fechamento desta matéria não foi obtido o retorno.  
**(Colaboraram: Neri Kaspary e Eduardo Miranda)

 

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).