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Camila Pudim: "Fico muito feliz em influenciar pessoas com as minhas makes, o meu humor e o meu dia a dia"

Através de conteúdos divertidos, Camila Pudim tem se destacado na internet pela sua criatividade na caracterização feita com maquiagem artística

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Por Flávia Viana e Denise Neves

Camila Pudim é um talento revelado através do seu próprio dom em fazer maquiagem. 

A digital influencer se conecta com os seus milhões de seguidores compartilhando da arte da caracterização com um humor irreverente e real, o que faz dela uma artista de conteúdo em destaque. 

Com produção de makes temáticas, Camila tem conquistado cada vez mais espaço nas redes.

 

A influenciadora surgiu na internet em 2013, através do seu canal no YouTube, Batom Atrevido. Nele, ela produzia vídeos sobre maquiagem e dicas de beleza. Porém, o primeiro deles foi bem diferente: se tratava de uma paródia ensinando receita de pudim de caneca.

O vídeo viralizou e rendeu à Camila o apelido de “Pudim”, e ela passou a ser reconhecida nas redes dessa maneira. 

“E, por incrível que pareça, eu não gosto de pudim. É bem engraçado esse fato”, conta a artista. Na época, a influencer chegou até mesmo a participar de um concurso de culinária.

E por falar em paródia, em 2019, Camila Pudim fez parte do reality game show “Só Pra Parodiar”, do Multishow, no qual foi uma das finalistas. 

Já em 2020, ela deslanchou de vez através do Tik Tok com produções que variam entre humor, maquiagem, danças e paródias.

Essa diversidade de conteúdo voltada para o público feminino é o que a torna um fenômeno nas redes, tendo mais de 7 milhões de seguidores só dentro do aplicativo. 

O sucesso da influencer foi tanto que rendeu a ela a realização do seu próprio reality show, o “#BiscoiChallenge”, produzido no perfil da Netflix no TikTok.

O projeto conta com a participação dos seguidores de Camila, que criam os seus próprios challenges de maquiagem a fim de concorrer a prêmios.

Goiana formada em Arquitetura e Urbanismo, ela construiu a sua carreira de forma inusitada. Conquistando cada vez mais espaço nas redes, Camila Pudim falou com exclusividade ao Correio B+ sobre o seu momento hoje e do processo de criação dos seus conteúdos na internet, além de falar sobre tendências...

Confira a entrevista na íntegra:

CE: Por que o nome Pudim? É a sua sobremesa preferida?

CP: “O pudim veio do primeiro viral meu na internet, que eu fiz uma receita de pudim e uma paródia da Anitta, e aí viralizou. A galera começou a me chamar de Camila do pudim, depois ficou só Camila Pudim. E, por incrível que pareça, eu não gosto de pudim. É bem engraçado esse fato.”

 

CE: Você já pensou em algum momento seguir na área de gastronomia?

CP: “Não, nunca pensei em seguir Gastronomia. Eu não tenho muitos dotes culinários. Eu sei fazer o básico, como algumas sobremesas, e até gosto de fazer, mas não é algo que eu tenha muito dom, não. Eu prefiro ficar na área mais artística mesmo.”

CE: Você cursou Arquitetura e Urbanismo, pretende exercer?

CP: “Eu sou formada em Arquitetura e Urbanismo. Mas, apesar de não seguir a profissão e não ter tanta pretensão assim, não a curto e médio prazo, Arquitetura me ajuda muito na parte criativa. Então, mesmo não exercendo de fato, o curso me ajudou muito nessa parte de criação de projeto também.”

CE: Como começou a criar conteúdo? E quais as suas inspirações para criar?

CP: “Eu comecei a criar porque eu gostava de assistir tutoriais de maquiagem e de cabelo, e eu queria reproduzir esses vídeos. Na verdade, começou assim, mas hoje em dia eu uso as minhas características, aquilo que eu gosto, para criar. Eu busco inspiração mais naquilo que eu gosto de fazer. Então, vem de todos os lugares hoje em dia.”

CE: Como se inseriu dentro dos segmentos de Moda e Beleza e por quê?

CP: “Eu sempre amei falar sobre o mundo da beleza. Desde o início do canal, quando comecei a criar conteúdo, em 2013. Mas, em alguns momentos da minha carreira, eu puxei mais para o lado do humor, das paródias, da música e tudo mais. Mas eu sempre tive o pé ali, nesse nicho, porque é algo que eu gosto muito de falar, de viver e de criar.”

CE: Você faz makes temáticas, como foi para esse caminho?

CP: “As makes temáticas foi um desafio que eu fiz para mim mesmo, de fazer maquiagens artísticas, pois até então eu nunca tinha feito algo parecido. Foi um desafio super gostoso, e foi algo que deu super certo. Eu amei fazer cada uma das minhas makes temáticas e artísticas. Eu ainda faço e é algo que eu gosto muito, porque eu consigo colocar mais criatividade naquilo que eu faço.”

CE: Como é criar vídeos com a participação de família, amigos e namorado?

CP: “Eu amo fazer vídeo com eles. Desde o início, a minha família e os meus amigos sempre estiveram muito presentes na minha carreira. Sempre chamei eles para participarem, de uma forma ou de outra. Até hoje isso acontece. Eu gosto muito, me divirto muito quando eles topam fazer algo comigo.”

CE: Como é influenciar tantas pessoas com o seu trabalho?

CP: “Fico muito feliz de influenciar as pessoas com as minhas makes, com o meu humor, com meu dia a dia e com a minha experiência. Eu acho o máximo compartilhar e ter um feedback dos meus seguidores e ver a galera gostar.”

CE: Quais são as tendências de make? E o que mais gosta de fazer, make temática ou de tendência?

CP: “Eu amo estar por dentro das tendências. Hoje em dia, os delineados têm reinado nas maquiagens. Delineados diferentões, coloridos, é algo que eu amo muito fazer. As temáticas também eu acho muito criativas, então, sendo artística, temática ou tendência, todas eu gosto.”

CE: Prêmio da MTV? Reconhecimento?

CP: “O prêmio foi um marco na minha carreira. Foi muito legal ter esse nível de reconhecimento em votações de público, principalmente concorrendo com tantas pessoas incríveis na época. Eu me senti realmente valorizada, reconhecida de fato pelo meu trabalho e muito amada também.”

Diálogo

Em Paranaíba, uma aula cara sobre redes sociais acaba de custar... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta terça-feira (16)

16/06/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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George Orwell - escritor britânico

"Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir"

FELPUDA

Em Paranaíba, uma aula cara sobre redes sociais acaba de custar R$ 10 mil aos cofres públicos. O então prefeito resolveu trocar os corredores da administração pelo palco do Facebook e expôs nominalmente uma professora, ao criticar atestados médicos que vinham sendo apresentados como "enxurrada em dia de temporal". O resultado? A Justiça entendeu que fiscalização não se faz com likes e constrangimento público. Por unanimidade, o Tribunal de Justiça de MS manteve a indenização por danos morais. Vai vendo...

Peso

Os Republicanos deixaram de ser "bancada do eu sozinho" na Assembleia Legislativa de MS. Antes representado apenas pelo deputado Antonio Vaz, o partido agora reúne quatro parlamentares.

Mais

Isso, após as filiações de Roberto Hashioka (ex-União Brasil), Pedrossian Neto (ex-PSD) e Renato Câmara (ex-MDB), que assume a liderança da bancada. Assim, legenda amplia seu peso político.

DiálogoFoto: Divulgação

Nesta quarta-feira (17), às 19h, no Teatro Glauce Rocha, a Orquestra Jovem Sesc MS apresenta o concerto "Clássicos do Brasil e do Mundo", espetáculo que reúne obras consagradas da música erudita internacional e da produção brasileira. A regência é do maestro convidado Rodrigo Faleiros, que terá executada uma composição de sua autoria, "Concerto Lúdico".  O evento integra a temporada 2026 do projeto Movimento Concerto UFMS, iniciativa que promove a difusão deste estilo de música, ampliando o acesso da população a apresentações musicais de qualidade. A entrada é gratuita e os ingressos estão disponíveis no Sympla.

DiálogoGerson Cullmann e Mônica Fernandes Cullmann - Foto: Studio Vollkopf

  

DiálogoPaula Bezerra de Mello - Foto: Miguel Sá    

De onde?

O reajuste para os servidores municipais foi comemorado. Claro que no estilo "ruim com ele, pior sem ele", tendo em vista que o percentual não foi o ideal. O problema é que antes mesmo do aumento fazer efeito, o Tribunal de Contas de MS já bateu à porta da Prefeitura e da Câmara, querendo saber de Adriane Lopes e do vereador Epaminondas Neto, o Papy, de onde sairá o dinheiro. Valorizar o funcionalismo é justo. Difícil parece ser fechar a conta depois.

Freio de mão

Mal o projeto saiu do papel, a administração municipal e o comando da vereança tiveram que explicar como pretendem manter as despesas sob controle. O recado do Tribunal de Contas foi claro: conceder aumento é uma coisa, respeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal é outra. E o órgão deu prazo de cinco dias úteis para as respostas, e  com alerta de que o eventual descumprimento dos limites legais pode caracterizar crime de responsabilidade.

Faz de conta

Enquanto os problemas estruturais seguem desafiando moradores da Comunidade Lagoa Park, a prefeitura resolveu destacar a distribuição de lonas como se fosse uma grande conquista administrativa. O socorro emergencial é necessário e merece reconhecimento, mas dificilmente substitui obras capazes de evitar que as famílias dependam desse tipo de ajuda a cada nova chuva. No fim das contas, a lona cobre o telhado, mas não esconde a falta de soluções definitivas.

ANIVERSARIANTES 

Manuela Simões Rodrigues;
Luís Fernando de Souza Gameiro;
Olguita Souza Soares;
Alexandre de Arruda Namour;
Dr. Zaloar Murat Martins de Souza;
Antonio Sacchi;
Victor Hugo Rodrigues Barboza;
Reginaldo de Souza Braga;
Henrique Nomura;
Inez Pires de Almeida;
Patrícia Fabiana Miranda Centurião;
João Hideo Akamine;
João Nakasa;
Silvio Guizelini;
Kerma Dias Rezende;
Cláudia Helena Molina Teodoro;
Aureliano José da Silva;
Ozita Alves do Amaral;
Carlos Antonio da Silva;
Salvador Zeferino da Silva;
Dr. José Aparecido Barcellos de Lima;
Dr. Manoel Cunha Lacerda;
Maria Cristina Orsi Casali do Amaral;
Ricardo Henrique Dannemann;
Adinaldo Amadeu;
Aurelia Delgado Martins;
Patrícia Aparecida Soares;
Gabriela Isla Villar Martins;
Naerte Lemos do Amaral;
Kátia Oliveira Ricardo da Silva;
Flávio de Souza Maravieski;
Bruno Maddalena;
Kelly Cristina Gonçalves Rodrigues;
Gilmar Neri de Souza;
Odmilson Ruiz;
Débora Almeida Ota;
Isabela Torres Correa;
Aparecido Martins Veloso;
Teresinha Maria da Conceição;
Daniel Carlos Cruz de Carvalho;
Angela Siqueira;
Dayane Amorim de Oliveira;
Virginia Takayassu;
Carlos Roberto Mancilla;
Eva Aparecida Saravy Pinto;
Antônio Cláudio Barsotti;
Agenor Vargas Rodrigues;
Ivan Claro Correa;
Jackeline Morel Franco;
Sandra Aparecida Barbosa;
Maria Ivone Mascarenhas Robaldo;
Manoel Gomes Cabral Junior;
Hildebrand de Faria;
Valdir Paredes da Silva;
Júlia Gusmão de Paula;
João Francisco Cáceres;
Ari Azevedo Perez;
Manoel Eduardo Gomes da Silva;
Ayrton Alfredo Lourenço;
Edom Carlos Gonzales;
Antônio de Oliveira Costa;
Neuza Izabel Scatena;
Kousei Yonamine;
Alice Marcondes Sansalone;
Dilma Guedes;
Ana Flávia Casavechia Nuner;
Irondina Suzuki Serpa Elias;
Luiza Yoshie Nakaya Kinoshita;
Honório da Silva Cordeiro;
Milena Melo da Silva;
José Paulo Almeida Nunes;
Fátima Aparecida da Silva;
Arabela Abdo Reis;
Caridade Oliveira da Silva;
Anelise Godoy;
Carlos Alberto Duarte;
Adeon Machado Couto;
Joaquim Carlos Lara Pereira Pinto Neto;
Albele da Silva Azevedo;
Ivan Junior Marckezan da Cunha;
Odiles Pires de Souza;
Silvia Maria Martins;
Ricardo Favaro Neto;
Antonio Lisboa de Souza Junior;
Franciele da Silva Carlos;
José Carlos de Campos Melo;
Igo Cipriano Rocha;
Alexandro Lopes;
Cleonice Goulart Quirino;
Michela Melissa Duarte Seixas Sostena;
Marize de Castro Rondon;
Aurelina de Fátima Silva;
Cristiani Massilon Bezerra;
Pollyanna Kassia de Oliveira Borges;
Antonio da Costa Neto;
Halison da Silva Araujo;
Thaisa Maria Ferreira Botelho;
Hevely Nelize Martins da Silva;
Renata Gradela;
João Andrade de Alencar;
Carlos Alberto Reggiani;
Lucélia Corssatto Dias;
Eulinda de Souza e Almeida;
Luiz Antônio Stopa;
Janaína Adriana Lisbinski;
Olmira Boeira Zatorre;
Aline Santin;
Jader Evaristo Tonelli Peixer.

Colaborou com Tatyane Gameiro

Desenvolvimento e aprendizado

Mundial pode ajudar crianças a desenvolverem suas emoções e ensinar respeito

Tempo de qualidade em família em frente à TV é a oportunidade de transformar o futebol em uma ferramenta para ensinar respeito, limites e resiliência desde a infância

15/06/2026 08h30

Seja na alegria da vitória, ou na tristeza da derrota, competições esportivas podem ajudar as crianças a lidarem com a frustração e agir com respeito

Seja na alegria da vitória, ou na tristeza da derrota, competições esportivas podem ajudar as crianças a lidarem com a frustração e agir com respeito Pexels

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Em anos de Copa do Mundo, o futebol deixa de ser apenas um esporte para se tornar um fenômeno social capaz de mobilizar milhões de pessoas. As ruas ganham bandeiras, as famílias se reúnem diante da televisão e as conversas do dia a dia passam a girar em torno de escalações, resultados e expectativas.

Para as crianças, esse envolvimento costuma ser ainda mais intenso. Elas escolhem seus jogadores favoritos, vestem camisas de seleções, reproduzem jogadas no quintal e acompanham cada partida como se também estivessem dentro de campo.

Em meio à emoção das competições, especialistas destacam que o esporte pode cumprir um papel importante no desenvolvimento infantil.

A Copa oferece oportunidades para ensinar valores que serão levados para toda a vida, como respeito às regras, convivência com diferenças, trabalho em equipe e capacidade de lidar com frustrações.

A cada jogo, crianças entram em contato com emoções complexas. A alegria de um gol decisivo pode ser seguida pela tristeza de uma eliminação inesperada. Em um mesmo campeonato, há espaço para a euforia, a ansiedade, a esperança e a decepção.

E é justamente nessa montanha-russa emocional que pais e educadores encontram uma oportunidade valiosa de aprendizado.

Segundo a psicóloga Maria Celina Ferreira Goedert, docente do curso de Psicologia da Estácio e representante da Psicologia do Esporte na Comissão de Saúde do Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso do Sul (CRP14-MS), o esporte desperta sentimentos intensos não apenas nos atletas, mas também em quem acompanha as competições.

“Quando a gente é criança, esse pertencimento acontece de uma forma muito intensa. A criança não só assiste a um jogo, ela faz parte dele”, explica.

Essa identificação ocorre porque o universo esportivo ocupa um espaço importante no imaginário infantil. Assim como personagens de desenhos, filmes ou histórias em quadrinhos, os atletas tornam-se referências para muitas crianças.

Seus comportamentos, conquistas e até mesmo suas dificuldades são observados com admiração.

A diferença é que, ao contrário dos heróis fictícios, os jogadores são pessoas reais. Eles erram, perdem, sentem pressão e enfrentam derrotas. E é justamente essa característica que transforma o esporte em uma poderosa ferramenta educativa.

“O esporte é imprevisível. Diferentemente de um filme, em que existe um roteiro definido, ninguém sabe o que vai acontecer. Lidar com essa frustração dentro do futebol pode ajudar a criança a levar esse aprendizado para outras situações da vida”, afirma Maria Celina.

Aprender a perder

Seja na alegria da vitória, ou na tristeza da derrota, competições esportivas podem ajudar as crianças a lidarem com a frustração e agir com respeitoFoto: Pexels

Para muitos adultos, perder faz parte da rotina. Nem sempre um projeto dá certo, uma vaga de emprego é conquistada ou um objetivo é alcançado na primeira tentativa. No entanto, essa compreensão é construída ao longo do tempo. Na infância, derrotas costumam ser sentidas com mais intensidade.

Quando um time favorito perde uma partida decisiva, é comum que crianças chorem, fiquem irritadas ou demonstrem tristeza. Embora alguns pais tentem minimizar a situação dizendo frases como “é só um jogo”, especialistas alertam que o ideal é acolher os sentimentos da criança antes de tentar racionalizar o ocorrido.

Reconhecer a frustração não significa incentivar o sofrimento, mas ajudar a criança a compreender o que está sentindo. Esse processo favorece o desenvolvimento da inteligência emocional e contribui para que ela aprenda a enfrentar desafios futuros com mais equilíbrio.

Para Claudio Henrique Pereira Verão, mestre em Ciências do Movimento e coordenador do curso de Educação Física da Estácio, o futebol apresenta situações muito semelhantes às encontradas na vida adulta.

“O futebol ensina que nem sempre vamos ganhar e que, quando tivermos resultados diferentes do esperado, precisamos respeitar quem venceu”, destaca.

Essa compreensão é especialmente importante em uma sociedade marcada pela busca constante por desempenho e resultados.

Em muitos ambientes, crianças são estimuladas a competir desde cedo, seja na escola, nos esportes ou em atividades culturais. Aprender que o fracasso faz parte do processo de crescimento ajuda a desenvolver resiliência e persistência.

A derrota, nesse contexto, deixa de ser vista como um fim e passa a representar uma etapa do aprendizado. Ao observar um atleta que perde uma competição e retorna mais preparado na temporada seguinte, a criança compreende que o sucesso raramente acontece sem tentativas anteriores.

O exemplo arrasta

Embora o futebol ofereça inúmeras oportunidades de aprendizado, esses ensinamentos não acontecem automaticamente. A forma como pais, familiares e educadores reagem aos acontecimentos esportivos influencia diretamente a interpretação que as crianças farão dessas experiências.

Quando um adulto demonstra agressividade diante de uma derrota, faz ofensas a jogadores ou trata adversários como inimigos, a criança tende a incorporar esse comportamento como algo aceitável.

Por outro lado, quando observa respeito, diálogo e equilíbrio emocional, ela recebe referências mais saudáveis para lidar com suas próprias emoções.

Maria Celina destaca que ninguém nasce sabendo lidar com vitórias e derrotas. “Às vezes, a gente acha que crianças e adultos nascem sabendo lidar com vitória e derrota, mas ninguém aprende isso sozinho. É uma construção feita com apoio, convivência e bons exemplos”, pontua.

Isso significa que momentos aparentemente simples, como assistir a uma partida em família, podem se transformar em verdadeiras aulas sobre convivência.

Ao conversar sobre um erro cometido por um jogador, por exemplo, os pais podem explicar que todos falham em algum momento. Da mesma forma, ao comentar uma vitória, é possível destacar a importância do esforço coletivo, da dedicação e da disciplina para alcançar resultados.

Respeito às regras

Outro aspecto importante do esporte está relacionado com o entendimento das regras. Toda competição esportiva funciona a partir de normas previamente estabelecidas. Existem limites, critérios, punições e responsabilidades que precisam ser respeitados por todos os participantes.

Para Claudio Verão, esse é um dos grandes ensinamentos que o futebol pode oferecer às crianças.

As competições mostram que pessoas com diferentes origens, culturas e formas de pensar conseguem conviver dentro de um mesmo ambiente porque seguem regras comuns. Essa lógica também se aplica à vida em sociedade.

Ao observar uma partida, a criança percebe que existe um árbitro responsável por garantir o cumprimento das normas e que determinadas atitudes geram consequências. Quando uma falta é cometida, há uma punição. Quando uma regra é desrespeitada, existe uma sanção.

Esse entendimento contribui para o desenvolvimento do senso de responsabilidade e para a compreensão de que direitos e deveres caminham juntos.

Além disso, grandes competições internacionais como a Copa do Mundo permitem que crianças tenham contato com diferentes culturas. Elas observam idiomas, costumes, bandeiras e formas distintas de torcer, ampliando sua visão de mundo e aprendendo sobre diversidade.

Inspiração

A admiração por atletas também pode ser aproveitada de forma positiva. Muitos jogadores se tornam exemplos de dedicação, superação e disciplina, características que podem inspirar crianças em diferentes áreas da vida.

Histórias de atletas que enfrentaram dificuldades financeiras, lesões ou obstáculos pessoais para alcançar o sucesso costumam despertar identificação e admiração. Esses relatos ajudam a mostrar que resultados são construídos com esforço contínuo e não surgem de forma instantânea.

No entanto, especialistas lembram que é importante apresentar uma visão equilibrada dos ídolos esportivos. Afinal, eles também erram, enfrentam momentos difíceis e nem sempre vencem.

Mostrar esse lado humano permite que a criança desenvolva expectativas mais realistas e compreenda que ninguém é perfeito. Essa percepção reduz a pressão por resultados impecáveis e contribui para uma relação mais saudável com o próprio desempenho.

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