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COMPLETE O ÁLBUM

Confira onde trocar figurinhas repetidas da Copa em Campo Grande

Tradição move colecionadores de todas as idades às bancas de jornal e outros pontos de venda

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Em ano de Copa do Mundo, os álbuns e figurinhas voltaram a circular, movimentanto colecionadores de todas as idades em busca de completar o livro com as figurinhas dos jogadores.

Com a proximidade do torneio mundial, que começa no dia 20 de novembro, a busca por figurinhas que ainda faltam move os torcedores às bancas de jornal e outros pontos de venda para comprar mais pacotinhos.

No entanto, para conseguir as 670 figurinhas que completam o álbum, é impossível que o colecionador não ache estampas repetidas.

Segundo a Panini, a empresa responsável pela produção dos álbuns, a separação dos cromos nos pacotes é aleatória.

Para tentar diminuir as figuras repetidas e conseguir as que faltam, a solução, que já ocorre há anos em época de Copa, é trocar figurinhas.

Atualmente, com a tecnologia, é possível realizar a troca, ou até mesmo comprar, por meio de grupos criados nas redes sociais para este fim.

No entanto, para facilitar essas trocas, bancas e shoppings organizam eventos e espaços para os colecionadores se encontrarem pessoalmente e trocarem suas figurinhas.

Alguns deles têm datas e horários restritos, enquanto outros funcionam durante todo o dia.

Confira alguns locais para a troca de figurinhas em Campo Grande:

Shopping Campo Grande

No Shopping Campo Grande, um espaço foi montado no segundo piso.

A área conta com monitores e funciona diariamente das 14 às 20h, todos os dias da semana. 

“A ideia foi oferecer um lugar para crianças e adultos que  pudesse facilitar essa troca e acabou virando um ambiente de encontro e interação”, afirma a gerente de Marketing do Shopping Campo Grande, Ana Paula Faustino.

O ponto de trocas conta com o apoio da Livraria Leitura onde é possível encontrar o álbum e as figurinhas.

O ambiente ficará montado até o dia 31 de outubro.

Shopping Bosque dos Ipês

No Shoppingo Bosque dos Ipês, a estrutura de troca foi montada no primeiro piso, em frente a Livraria Saraiva.

O espaço funciona todos os sábados e domingos, das 14h às 20h, até o dia 30 de outubro.

"Já existem locais no centro da cidade com essa finalidade, então pensamos que o Bosque poderia ser uma boa opção para os moradores dos bairros e condomínios do nosso entorno", conta Adriano Passos, superintendente do Bosque.

O shopping adquiriu 1 mil figurinhas, que ficam disponíveis para trocas com os frequentadores.

"A cada cinco trocas, o colecionador ganha uma figurinha bônus. O limite diário de troca de figurinhas é de 50 por pessoa", explica Adriano.

Shopping Norte Sul Plaza

No Norte Sul Plaza, a troca de figurinhas ocorre no quiosque da Loja Slimeria, todo sábado e domingo.

A loja também disponibiliza 50 figurinhas para troca com os colecionados, que ocorre das 10h às 22h aos sábados e das 12h às 20h aos domingos.

A loja fica localizada no corredor, quase em frente à Marisa.

Banca Modular

A Banca Modular, localizada na Rua 25 de Dezembro, esquina com a Antônio Maria Coelho, em frente ao Shopping Marrakech, é um dos pontos mais tradicionais de troca de figurinhas na cidade.

No local, as trocas ocorrem todos os fins de semana e reúne multidão de pessoas de todas as idades,

No sábado, o funcionamento é durante todo o dia, enquanto no domingo, apenas na parte da manhã.

A banca também vende figurinhas e álbum.

Banca Elite

A Banca Elite, localizada na Rua Maracaju, 1.427, em frente ao Pão de Açúcar, também realiza trocas de figurinhas da Copa do Mundo.

Assim como na Modular, a Elite também vende os pacotes de figurinha e álbum e, as trocas ocorrem apenas nos fins de semana.

Cinema Correio B+

Paulina García e as mulheres que o cinema demorou a enxergar

A atriz chilena, homenageada da quarta edição do Bonito CineSur, que começa nesta sexta-feira, 24 de julho, em Mato Grosso do Sul, construiu boa parte de sua carreira justamente interpretando mulheres que o cinema durante décadas teria colocado na lateral

25/07/2026 13h00

Paulina García e as mulheres que o cinema demorou a enxergar

Paulina García e as mulheres que o cinema demorou a enxergar Foto: Divulgação

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Não é nenhuma novidade ou segredo que o cinema sempre soube envelhecer seus homens. Eles ganham rugas, passado, autoridade, novos amores e, muitas vezes, mulheres bem mais jovens. Continuam heróis, amantes, homens em crise, homens em busca de uma segunda oportunidade. Com as mulheres, a história foi durante muito tempo bastante diferente.

Envelhecer significava, com frequência, deixar de ser desejada, deixar de desejar e, aos poucos, sair do centro da narrativa. Atrizes acima dos 40, inclusive, não tinham muitas ofertas de trabalho. Paulina García ajudou a bagunçar essa lógica.

A atriz chilena, homenageada da quarta edição do Bonito CineSur, que começa nesta sexta-feira, 24 de julho, em Mato Grosso do Sul, construiu boa parte de sua carreira justamente interpretando mulheres que o cinema durante décadas teria colocado na lateral da história.

Mulheres maduras, comuns, às vezes solitárias, sem qualquer vocação para heroínas, mas que ainda desejam, erram, se apaixonam, sentem medo e, principalmente, continuam mudando. O festival abre com Querido Trópico, seu trabalho mais recente a chegar ao Brasil, e coloca Paulina também no centro de uma conversa sobre protagonismo e resistência feminina no cinema sul-americano.

Claro que até por isso é inevitável falar dela sem voltar à Glória.

Em 2013, muito antes da discussão sobre a invisibilidade das mulheres maduras ganhar a dimensão que tem hoje, Paulina apareceu na tela como uma divorciada de meia-idade que frequentava bailes para solteiros, bebia, dançava, fazia sexo, se apaixonava pelo homem errado e continuava procurando alguma coisa que talvez nem ela soubesse exatamente definir.

Não havia transformação milagrosa, cirurgia, rejuvenescimento ou aquele velho roteiro em que uma mulher precisa ser salva por um novo amor para provar que sua vida ainda vale a pena.

Glória simplesmente queria viver. Pode parecer pouco, mas não era. Paulina ganhou o Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Berlim por uma personagem cuja grande revolução estava justamente em não pedir desculpas por ainda desejar alguma coisa da vida. Recomendo que revejam ou vejam o filme: é lindo.

Porque existe uma diferença importante entre contar histórias sobre envelhecer e permitir que uma mulher envelhecida continue sendo uma personagem completa. Gloria não é admirável o tempo inteiro.

Também é carente, impulsiva, vulnerável e capaz de insistir numa relação que claramente lhe oferece menos do que deseja. Talvez seja justamente por isso que permanece tão viva. O filme não precisa transformá-la numa inspiração para justificar sua existência.

Quatro anos depois, em A Noiva do Deserto, Paulina voltou a ocupar um território parecido, embora por outro caminho. Teresa tem 54 anos e passou décadas trabalhando como empregada doméstica para a mesma família até ser obrigada a deixar aquela casa e atravessar o deserto argentino em busca de um novo emprego.

Depois de uma vida organizada em torno das necessidades dos outros, ela se vê literalmente deslocada, sem saber muito bem o que fazer com uma liberdade que não pediu.

O filme, exibido na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes em 2017, transforma uma viagem aparentemente banal numa possibilidade tardia de descobrir que ainda existe vida fora do papel que lhe foi atribuído.

Há algo que aproxima Teresa de Glória sem que elas sejam a mesma mulher ou tenham o rosto de Paulina. Nenhuma das duas está começando a vida, mas nenhuma aceita que tudo o que importa já tenha acontecido. É uma ideia aparentemente simples que o cinema demorou surpreendentemente muito para compreender.

Quando a mulher que cuidou começa a precisar de cuidado

Agora, em Querido Trópico, essa questão ganha uma camada ainda mais delicada. Paulina interpreta Mercedes, uma mulher de classe alta que começa a enfrentar a demência e recebe os cuidados de Ana María, uma imigrante colombiana.

Entre duas mulheres separadas por classe, origem e circunstâncias, nasce uma relação construída justamente quando as identidades que cada uma sustentava começam a se mostrar frágeis.

E talvez esteja aí uma das perguntas mais dolorosas do filme: o que acontece quando a mulher que passou a vida ocupando determinados lugares — mãe, profissional, dona de casa, chefe, esposa, cuidadora de todos — começa a perder aquilo que usava para reconhecer a si mesma?

A memória é uma parte fundamental dessa identidade, mas não a única. Somos também aquilo que os outros lembram de nós, os vínculos que construímos, as funções que desempenhamos e até os papéis dos quais passamos anos tentando nos libertar.

Quando tudo isso começa a escapar, não desaparece apenas o passado. Fica ameaçada também a narrativa que construímos para explicar quem somos.

Em Querido Trópico, essa perda acontece diante de outra mulher cuja existência também é marcada pela precariedade. Ana María cuida, mas também precisa de cuidado.

Mercedes aparentemente tem poder, dinheiro e uma vida estabelecida, mas começa a perder o controle sobre aquilo que parecia mais íntimo e inalienável: a própria história. O encontro entre elas desmonta, aos poucos, a ideia simples de que uma é forte e a outra vulnerável.

Talvez esse seja também um dos fios invisíveis da trajetória de Paulina García. Suas personagens raramente são mulheres que “vencem” no sentido convencional. Elas não rejuvenescem, não recuperam magicamente tudo o que perderam e não terminam necessariamente com a vida organizada. O que conquistam é algo menos espetacular e, por isso mesmo, mais interessante: o direito de continuar existindo como sujeitos de suas próprias histórias.

Paulina em Querido Trópico e em Gloria

Envelhecer não deveria significar desaparecer

É curioso que ainda seja necessário chamar de revolucionário aquilo que deveria ser banal: uma mulher de 50, 60 ou mais anos ter desejo, medo, sexualidade, egoísmo, ambição, solidão e futuro. Até porque, o problema nunca foi apenas a falta de mulheres maduras nas telas, mas também porque sempre estiveram lá como mães, avós, esposas abandonadas, vizinhas ou cuidadoras.

Personagens que ajudavam alguém mais jovem a atravessar sua própria história. E a verdadeira mudança acontece quando a câmera permanece com elas depois que os outros vão embora.

Quando queremos saber o que Gloria fará depois daquele relacionamento. O que Teresa encontrará depois de atravessar o deserto. Quem Mercedes continuará sendo quando suas lembranças começarem a falhar.

Ao homenagear Paulina García, o CineSur acaba celebrando também uma atriz que passou anos fazendo uma coisa aparentemente pequena e profundamente política: recusando a ideia de que a vida feminina tem um ponto a partir do qual só resta olhar para trás.

Suas personagens olham para trás, naturalmente. Há perdas, arrependimentos, relações que deram errado e escolhas que talvez fizesse diferente. Mas ainda existe alguma coisa adiante. Justamente a parte que o cinema tem levado mais tempo para enxergar.

GASTRONOMIA

No Dia dos Avós, veja receitas cheias de afeto que mantêm vivas as memórias de família

Veja receitas cheias de afeto que mantêm vivas as memórias de família e transformam ingredientes simples em lembranças inesquecíveis

25/07/2026 10h00

Dia dos Avós é uma oportunidade para desacelerar e retomar tradições familiares

Dia dos Avós é uma oportunidade para desacelerar e retomar tradições familiares Pexels

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Poucas lembranças despertam tanta nostalgia quanto o aroma de um bolo recém-saído do forno, o cheiro do café passado na hora ou o sabor daquele doce preparado pela avó em tardes de domingo.

Em muitas famílias brasileiras, a cozinha sempre foi um espaço de encontros, de conversas e de transmissão de histórias, onde receitas escritas em cadernos antigos ou guardadas apenas na memória passam de geração em geração.

Celebrado no dia 26, o Dia dos Avós homenageia aqueles que ocupam um lugar especial na formação das famílias. Mais do que figuras de carinho e de acolhimento, avôs e avós são guardiões de tradições, costumes e sabores que ajudam a construir a identidade de cada família.

A data também convida filhos, netos e bisnetos a desacelerarem a rotina para compartilhar momentos juntos. E poucas formas simbolizam tão bem esse encontro quanto preparar ou saborear uma receita tradicional.

ORIGEM DA DATA

A celebração do Dia dos Avós tem origem na tradição cristã. O dia 26 de julho marca a homenagem a Santa Ana e São Joaquim, considerados os pais de Maria e, consequentemente, avós de Jesus Cristo.

Ao longo do tempo, a comemoração ganhou um significado mais amplo, tornando-se um momento para reconhecer a importância dos avós na educação, na transmissão de valores e no fortalecimento dos vínculos familiares.

No Brasil, a data é marcada por almoços especiais, visitas, reuniões familiares e demonstrações de carinho. Em muitos lares, também é a oportunidade perfeita para resgatar receitas antigas que contam parte da história da família.

HERANÇA AFETIVA

Muito antes da internet e dos livros de culinária modernos, eram as avós que ensinavam, na prática, os segredos da cozinha. Uma pitada “a olho”, o ponto certo da massa observado pelo toque das mãos ou o tempo de forno medido pelo aroma que se espalhava pela casa são conhecimentos que dificilmente aparecem em receitas escritas.

Esses saberes fazem parte do patrimônio cultural das famílias. Não é raro encontrar cadernos de receitas escritos à mão, muitas vezes manchados de farinha, manteiga ou café, guardados como verdadeiros tesouros.

Muito além de ensinar os pratos, os avós costumam transmitir valores como paciência, dedicação e cuidado com quem será servido. Afinal, cozinhar sempre foi uma forma de demonstrar afeto.

SABOR DA MEMÓRIA

A ciência explica que os aromas e sabores estão profundamente ligados às emoções. Isso acontece porque o olfato tem conexão direta com regiões do cérebro responsáveis pela memória e pelos sentimentos.

Por isso, experimentar novamente um arroz-doce, um bolo de fubá ou uma broa preparada como antigamente pode transportar uma pessoa imediatamente para a infância.

Essas lembranças ajudam a fortalecer o sentimento de pertencimento e mantêm vivas histórias familiares que passam de uma geração para outra.

RECEITAS SIMPLES

Apesar das mudanças nos hábitos alimentares, algumas preparações continuam presentes nas mesas brasileiras e atravessam décadas praticamente sem alterações.

Entre elas estão bolos caseiros, biscoitos amanteigados, arroz-doce, doce de leite, broas, cucas, rosquinhas, compotas e geleias feitas com frutas da estação.

São receitas que valorizam ingredientes simples, acessíveis e preparados com calma, respeitando o tempo de cada etapa.

Neste Dia dos Avós, preparar uma dessas receitas pode ser uma maneira especial de homenagear quem sempre demonstrou amor por meio da comida.

Bolo de Fubá Tradicional

Dia dos Avós é uma oportunidade para desacelerar e retomar tradições familiaresBolo de Fubá Tradicional - Foto: Pexels

Ingredientes:

  • 3 ovos;
  • 2 xícaras (chá) de açúcar;
  • 2 xícaras (chá) de fubá;
  • 1 xícara (chá) de farinha de trigo;
  • 1 xícara (chá) de leite;
  • ½ xícara (chá) de óleo;
  • 1 colher (sopa) de fermento químico;
  • Erva-doce a gosto (opcional).

Modo de Preparo:

> Bata os ovos, o açúcar, o leite e o óleo;

> Acrescente o fubá e a farinha aos poucos, misturando até obter uma massa homogênea;

> Adicione o fermento e a erva-doce;

> Despeje em forma untada e asse em forno preaquecido a 180°C por aproximadamente 40 minutos.

Broa de Milho

Dia dos Avós é uma oportunidade para desacelerar e retomar tradições familiaresBroa de Milho - Foto: Pexels

Ingredientes:

  • 2 xícaras (chá) de fubá;
  • 1 xícara (chá) de farinha de trigo;
  • 1 xícara (chá) de açúcar;
  • 100 g de manteiga;
  • 2 ovos;
  • 1 colher (sopa) de fermento químico;
  • Leite até dar ponto.

Modo de Preparo:

Misture todos os ingredientes secos;

Acrescente a manteiga e os ovos;

Vá adicionando leite aos poucos até formar uma massa macia;

Modele pequenas broas, coloque em assadeira untada e asse a 180°C por cerca de 25 minutos, até ficarem levemente douradas.

Goiabada Cascão Caseira

Dia dos Avós é uma oportunidade para desacelerar e retomar tradições familiaresGoiabada Cascão Caseira - Foto: Reprodução

Ingredientes:

  • 2 kg de goiabas maduras;
  • 1,5 kg de açúcar;
  • Suco de meio limão.

Modo de Preparo:

Lave as goiabas, corte em pedaços e retire apenas as partes muito duras;

Bata rapidamente no liquidificador e passe por uma peneira grossa para retirar sementes;

Leve a polpa ao fogo com o açúcar e o suco de limão;

Cozinhe em panela de fundo grosso, mexendo frequentemente, até adquirir consistência firme e de cor avermelhada. 
Coloque em recipiente untado e deixe esfriar completamente antes de servir.

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