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"Tive a felicidade de participar dessa novela histórica que foi Pantanal. "

Para essa edição especial do CorreioB+, eu conversei com esse músico incrível, colecionador de trabalhos marcantes, músicas e composições

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Eu me lembro da primeira versão da novela Pantanal exibida pela extinta TV Manchete. 

Sei que a geração que vem atrás de mim não vai se lembrar quando ela passou, mas talvez se lembrem da reprise feita pelo SBT alguns anos depois. 

Essa novela foi um fenômeno! Até hoje seus atores e personagens são lembrados pelo grande público, mas em especial um, o Xeréu Trindade interpretado por Almir Sater.

Foi a primeira novela dele, que em breve ganhará um remake produzido pela TV Globo. 

O ator e músico também estará nessa nova versão, mas dessa vez em um novo papel. 

Almir e o filho Gabriel vão estar juntos nesse remake tão especial, onde Gabriel interpretará o seu antigo personagem. 

Além disso, Almir estará envolvido em toda parte musical de Pantanal.

“Criamos uma certa ansiedade para começarmos a gravar. 

Mas eu vou estar lá sim, me arrumaram um papel bonito, bem bacana, e também fiquei muito feliz que o Gabriel vai fazer o papel que eu fiz anteriormente. 

Mas voltar agora vai ser um desafio, eu pensei se seria bom, mas Pantanal nunca é ruim né (risos).”

Almir é um músico apaixonado. Tem parceiros fieis e de longa data. Renato Teixeira e Paulo Simões são dois deles.

Seu foco nunca foi uma carreira internacional. 

Ele parou de fazer novelas para continuar se dedicando integralmente a música, mas admite que elas o divulgaram muito e ajudaram a fazer as suas canções chegarem em todos os cantos do país.

 

A pandemia mudou a sua rotina, ele diz que virou peão de fazenda, mas que não deixou de tocar para não perder os calos dos dedos.

“Quando eu sentia que estava tocando pouco eu me obrigava a tocar mais para não perder os calos dos dedos. Foi um pouco de conflito no começo, mas depois eu fui me adaptando, trabalhando...”

 

A carreira de Almir começou cedo. São muitos trabalhos realizados entre discos, CDs, DVDs, shows, encontros e inúmeros projetos. No meio dessa trajetória ele também foi vencedor do Grammy.

“Quando a gente consegue emocionar alguém é muito bom, eu fico feliz porque a gente tem que se emocionar”, finaliza.

Quando falamos sobre a nossa capital, esse campo-grandense nascido e criado na cidade morena ressalta:  

“Eu gosto muito daqui gosto dessa região pantaneira, gosto do nosso estado, ele é muito bonito, o centro da América do Sul”.

 

Para essa edição especial do CorreioB+, eu conversei com esse músico incrível, colecionador de trabalhos marcantes, músicas e composições emocionantes, trilhas sonoras que embalaram e embalam a vida de muita gente, inclusive a minha.

Entre uma viagem e outra e uma agenda lotada, Almir dividiu muita coisa comigo e também deixou uma mensagem especial para Campo Grande a aniversariante desse mês.

 

CE - Almir você chegou a se formar em Direito? Como foi com a sua família?

AS - Não, não cheguei a me formar na faculdade de direito.

Na verdade não cheguei nem na metade do curso.  

A minha família no começo não ficou de boa, mas meus pais são muito bacanas e entenderam, porque eu estava muito decidido. 

Mas eles até tentaram me fazer mudar de ideia porque queriam que eu terminasse a faculdade primeiro porque não viam a música como um trabalho. 

Mas eu também entendo a preocupação dos meus pais, porque música é realmente muito difícil. Mas eu graças a Deus dei sorte. Escolhi a música e me dediquei... Meus pais entenderam...

 

CE – Você só teve contato com a música quando foi para o Rio de Janeiro estudar?

AS – Eu conheci lá músicos e profissionais que viviam disso, e eu gostei muito daquilo. Não me adaptei muito no Rio de Janeiro, então eu ficava tocando o meu instrumento, ele era o meu companheiro. 

Eu toquei muito tempo, durante muitas horas e eu evolui muito rápido naquela época, então eu entendi que se eu realmente me dedicasse eu poderia ser um músico. 

Foi quando eu me decidi. Passei a estudar muito e a tocar muito. 

Porque o cantor é um dom divino, a pessoa pode melhorar um pouco, porque ele já vem pronto quem canta bem. Agora o músico se você não estudar horas por dia, é difícil, não tem milagre.

 

CE – O começo foi muito difícil pra você?

AS – Eu não vou falar que foi difícil porque eu tive muita sorte. A viola caipira me abriu portas. 

Não foi difícil não. Eu me lembro que recebi o convite para gravar o meu primeiro disco e na época eu estava fazendo shows com cantores pelo Brasil. 

Aí eu perguntei se eles poderiam esperar por um ano. 

O cara me disse que daria para esperar esse tempo, falou para acertarmos tudo e para depois de um ano voltar lá para gravar o disco. 

Eu fiz as coisas da forma que eu queria, então eu tive muita sorte também nesse ponto.  

 

CE – Você terá participação na novela Pantanal na TV Globo?

AS – Eu vou participar sim. Me arrumaram um papel (risos).

Mas com esse negócio de pandemia a gente ficou com tudo parado, mexeu muito com o tempo, compromissos também, não sabemos muito das coisas, quando vai começar exatamente. Mas tivemos todos que entender tudo isso. 

Criamos uma certa ansiedade para começarmos a gravar. 

Mas eu vou estar lá sim, me arrumaram um papel bonito, bem bacana, e também  fiquei muito feliz que o Gabriel vai fazer o papel que eu fiz anteriormente. 

Mas voltar agora vai ser um desafio, eu pensei se seria bom, mas Pantanal nunca é ruim né (risos).  

 

CE – Pantanal foi a sua primeira novela né?

AS – Sim, foi a minha primeira novela. Eu já tinha feito cinema, algumas pequenas experiências, e depois eu tive a felicidade de cair lá em Pantanal e fazer parte dessa novela histórica.  

 

CE – Depois de Pantanal você fez Ana Raio e Zé Trovão. Logo após o Rei do Gado na TV Globo. Porque parou de fazer novela?

AS – Na verdade eu sou músico né? Pantanal foi ótimo pra mim. Divulgou muito o meu trabalho, inclusive para longe. 

Fiz shows no Brasil inteiro, e era tudo que eu queria. 

Depois fui fazer o Zé Trovão, foi um desafio muito grande porque fui fazer um protagonista, a Manchete estava em uma fase linda. Nesse trabalho a gente foi viajando pelo Brasil, Ana Raio e Zé Trovão foi uma novela muito bonita. 

Depois de um tempo o Benedito Ruy Barbosa me chamou para fazer O Rei do Gado, e eu não podia falar não para ele, depois de todo o sucesso que foi Pantanal e que a novela me trouxe, foram novelas muito importantes.

Aí me chamaram para fazer Bicho do Mato, uma época que a gente estava morando no RJ, mas que era uma coisa mais simples, foi uma pequena participação, mas o meu trabalho sempre foi a música, a minha dedicação sempre foi para ela. 

As novelas me ajudaram muito a viajar pelo Brasil fazendo shows, ter público. Mas eu senti que a minha emoção e meu trabalho eram realmente a música.  

 

CE – E como ficou a sua rotina na pandemia?

AS – Os shows já faz um tempo que não faço, mais de ano.

Agora virei peão com rotina de fazenda. Quando cancelaram a minha agenda e eu fiquei sem função em SP eu apontei o meu carro para o Centro-Oeste e vim embora. Fui para o Pantanal e não voltei mais, fique lá.  

Trabalhando, fazendo minhas coisas. Lá graças a Deus não teve nenhum caso de covid-19 na nossa região, eu senti a pandemia de outra forma, não assim como as pessoas da cidade, ficando presas dentro de suas casas ou apartamentos. Lá a gente ficava solto, livre, trabalhando. 

Eu senti pelos músicos, pela música, pelos meus compromissos, pelo pessoal que trabalhava com a gente, isso foi muito triste. 

Ver tudo parando, nossa classe musical sem poder fazer shows, o pessoal do teatro, do entretenimento, dos restaurantes, enfim, por toda essa vida que pulsava, foi muito triste mesmo, mas lá onde eu estava não sentia assim fisicamente, só a pressão psicológica de ver tudo isso acontecendo.

 

CE – E agora?

AS – Depois que eu me vacinei eu já saí com cuidado. Vou para São Paulo, fico um pouco com a minha família que fica um pouco lá outro aqui. Shows ainda não. Mas faço alguma gravação em programa de televisão, um comercial, mais eu virei peão.  Mas eu não posso reclamar.

 

CE – Quando você está por aqui pelo Pantanal como é a sua rotina?

AS – Antes da pandemia eu ia mais de folga, de férias, pescava, ficava com o tempo livre, com meus amigos, fazíamos música, recebíamos convidados. 

Dessa vez foi um período mais solitário por causa da pandemia, pesquei um pouco, mas aí depois eu tinha que trabalhar, cuidar da fazenda. 

Quando eu sentia que estava tocando pouco eu me obrigava a tocar mais para não perder os calos dos dedos. Foi um pouco de conflito no começo, mas depois eu fui me adaptando, trabalhando...

 

CE – Um momento especial como músico que venha a sua cabeça agora...

AS – A carreira de músico é muito estrada, o que é marcante é o meu banco do ônibus que eu vou vendo o Brasil passando na minha frente. Placas, aquela eterna estrada. A vida de músico é estrada, minhas lembranças são essas...

 

CE – Como foi quando você tocou fora do Brasil?

AS – Eu fui fazer uma participação em uma faculdade dos Estados Unidos e aproveitei para gravar um disco. 

Eu toquei também em uma feira internacional ao ar livre onde só fiz um som instrumental. 

Eu lembro que foi com o Pedro e o Paulo fizemos, três violões instrumentais e foi muito bom. Fui bem recebido, mas eu nunca tive carreira internacional e nunca tive pretensão, eu gosto de tocar aqui no Brasil. 

As minhas músicas falam muito, as letras, então eu me sinto mais confortável em tocar aqui.

 

CE – Como foi ganhar um Grammy?

AS -  Foi um prêmio que eu gostei de receber porque foi um trabalho muito bonito, eu gostei de receber. 

Eu achei que aquele disco merecia ganhar é um bom disco, um trabalho bem feito meu e do Renato (Teixeira). São canções lindas, eu gostei muito desse trabalho. Foi um prêmio justo...

 

CE – O Renato Teixeira é o seu grande parceiro né?

AS - Grande parceiro... O Renato e o Paulo Simões são meus parceiros de fé. Qualquer melodia que vem na minha cabeça eu mando pra um e mando para o outro, aí eles me mandam alguma poesia também. 

Gosto muito de trabalhar com eles.  

 

CE – Algum projeto musical para agora?

AS – O projeto do Pantanal já está nos absorvendo muito, porque tem as partes das trilhas, das canções, ela é uma novela musical. 

Então esse ano estamos mais cuidando disso, já que não podemos fazer shows, aí é bom porque a gente se dedica a novela. 

Quem sabe até será melhor, porque nas outras novelas eu gravava, depois ia fazer show, voltava, dessa vez a gente vai ficar mais focado nesse trabalho da novela.  

 

CE – Uma mensagem de aniversário para os 122 anos de Campo Grande...

AS – A nossa cidade é linda, cidade morena... Felicidades pra ela! Que ela possa ser sempre bem cuidada. 

Que possam conservar nossas árvores, nosso verde. 

Aqui é uma cidade muito arborizada, com parque bonitos, e que possamos fazer mais parques ainda. 

A gente percebe a importância e a visão do Pedrossian, um cara que pensou lá na frente. 

Que os nossos governantes possam pensar lá na frente também e cercar a nossa cidade com mais parques, porque nunca é demais. 

Até porque, o verde é que está salvando, ainda mais essa época de pouca chuva de secura e falta de agua. Precisamos de verde!  

 

Saúde Correio B+

Outono acende alerta para gripe e alergias respiratórias em crianças  

Pediatra reforça importância da vacinação precoce diante do aumento da circulação do vírus influenza em 2026

19/04/2026 14h30

Outono acende alerta para gripe e alergias respiratórias em crianças     

Outono acende alerta para gripe e alergias respiratórias em crianças      Foto: Divulgação

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A queda das temperaturas marca o início de um período previsível e, muitas vezes, subestimado na saúde infantil. É no outono que a circulação do vírus influenza começa a subir no Brasil.

Dados históricos do Ministério da Saúde mostram que, no Brasil, a circulação do vírus influenza se intensifica no outono, com pico entre abril e junho, mantendo-se elevada durante o inverno.

Em 2026, o cenário acendeu um alerta internacional, com aumento da circulação do vírus influenza A (H3N2) e início precoce da temporada em alguns países. Não significa, necessariamente, um surto mais grave, mas reforça a importância da preparação e da prevenção.

Por isso, a recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) é clara: antecipar a proteção das crianças e dos grupos de risco, como idosos, pacientes crônicos e gestantes.

A pediatra e docente do curso de Medicina do Centro Universitário Max Planck (UniMAX Indaiatuba), Dra. Lívia Franco, reforça a vacinação precoce contra a gripe como a melhor estratégia, chamando atenção para o grupo mais vulnerável: as crianças, especialmente as menores de cinco anos.

“Nessa faixa etária, o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento. Soma-se a isso a maior exposição em ambientes coletivos, como escolas e creches, além de comportamentos típicos da infância, como levar mãos e objetos à boca e o contato físico frequente. Muitas vezes, são as crianças que levam o vírus para casa, transmitindo inclusive aos avós, outro grupo vulnerável”, alerta.

Essa combinação favorece a transmissão e aumenta o risco de complicações. A influenza, inclusive, não é um quadro leve por definição. A doença pode evoluir para pneumonia e síndrome respiratória aguda grave e, quanto menor a criança, maior o risco. “Por isso, a vacinação é a principal forma de prevenção”, enfatiza.

A campanha de vacinação contra a gripe no Brasil realizada pelo Ministério da Saúde na rede do Sistema Único de Saúde (SUS), tem início previsto para o fim de março, com ampliação ao longo das semanas nas unidades básicas de saúde (UBSs). O Instituto Butantã deve entregar 70 milhões de doses com o objetivo de garantir proteção antes do aumento expressivo de casos.

Isso porque a vacina leva, em média, duas semanas para gerar resposta imunológica adequada. Porém, na rede privada, a vacina fica disponível ao longo do ano. Outro ponto que deve ser reforçado é que a vacinação deve ser realizada anualmente.

“O vírus influenza é mutante, por isso a vacina é reformulada todos os anos, justamente para acompanhar as novas cepas em circulação” explica a pediatra Dra. Lívia Franco. Neste ano, a vacina do SUS inclui cepas atualizadas do vírus influenza, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde.

Vacina do SUS e da rede privada: há diferenças, mas ambas protegem

No Brasil, a vacina oferecida gratuitamente nas UBS é a trivalente, que protege contra três cepas do vírus (geralmente dois tipos A, como H1N1 e H3N2, e um tipo B). Na rede privada, a versão mais comum é a tetravalente, que inclui uma cepa adicional de influenza B.

A Dra. Lívia Franco esclarece que na prática, ambas são eficazes e seguras, e a escolha não deve ser um impeditivo para a vacinação. “Estar vacinado é o que realmente reduz o risco da doença e complicações. Outro ponto que preciso enfatizar é que a vacina não causa gripe, pois é produzida com vírus inativado. Não tem capacidade de provocar a doença.”

Os casos em que a criança “fica gripada” após a vacinação, costumam ter outras explicações: infecção prévia ainda sem sintomas, exposição ao vírus antes do tempo necessário para proteção ou até mesmo um resfriado causado por outros vírus, caracterizando um resfriado.

“E, mesmo quando a infecção acontece após a vacinação, o quadro tende a ser mais leve, com menor risco de evolução grave”, esclarece a médica.

Também é importante destacar que gripe e resfriados são doenças diferentes, com sintomas distintos. A gripe costuma surgir de forma súbita, a criança apresenta febre alta, dores no corpo, dor de cabeça, prostração, queda no estado geral e crianças pequenas ainda podem apresentar vômitos e recusar alimentos.

Já o resfriado é mais leve, progressivo, com sintomas predominantemente nas vias aéreas superiores, como coriza e congestão nasal, e menor impacto no organismo, com duração menor.

Cuidados e sinais de alerta

Os cuidados em ambos os casos incluem hidratação, controle da febre com medicação prescrita, repouso e lavagem nasal frequente com soro fisiológico. A medicação apenas alivia os sintomas e não é capaz de eliminar o vírus do organismo, mas a avaliação médica é necessária se surgirem sinais de alerta, como dificuldade para respirar, sonolência excessiva, recusa alimentar ou piora da febre e da prostração.

“Neste caso é preciso procurar ajuda médica imediatamente, principalmente no caso de crianças, idosos e gestantes”, alerta Lívia.

Segundo orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) a distinção entre gripe e resfriado é importante, pois no outono há outros fatores envolvidos: as alergias e a asma que são as outras protagonistas da estação.

Rinite alérgica e asma também aumentam no outono, e frequentemente confundem os pais por causa dos sintomas semelhantes.  Coriza persistente, espirros, nariz entupido e tosse seca podem não ser infecção, mas uma resposta do organismo a algum agente alérgeno.

A estação favorece esse cenário: ambientes mais fechados, tempo seco, menor ventilação e o uso de cobertores, casacos e edredons guardados aumentam a exposição a ácaros e poeira. Em crianças com histórico de alergia ou asma, isso se traduz em piora dos sintomas e maior risco de crises.

“Por isso, os cuidados devem ser habituais: higienizar roupas de frio antes do uso, manter ambientes ventilados, a casa limpa e, principalmente, seguir corretamente o tratamento de controle indicado pelo pediatra da sua criança faz toda diferença. Prevenir é fundamental”, orienta Lívia Franco.

Astrologia Correio B+

A energia do Tarô da semana entre 20 e 26 de abril. Cuidado com os excessos!

O Rei de Paus como carta regente, aponta dias de liderança, atitude e presença. Assuma o comando com firmeza, tome iniciativas com confiança e alinhe ação à sua intuição. Apenas cuidado para não cair em excessos de autoridade ou na impulsividade.

19/04/2026 12h30

A energia do Tarô da semana entre 20 e 26 de abril. Cuidado com os excessos!

A energia do Tarô da semana entre 20 e 26 de abril. Cuidado com os excessos! Foto: Divulgação

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A chegada do Sol em Touro, em aspecto desafiador com Plutão, pode provocar momentos de tensão e transformações intensas, pedindo desapego de velhos padrões e mais cuidado com atitudes possessivas. Existe aqui um convite claro para soltar o controle excessivo e encarar mudanças que, embora desconfortáveis, são profundamente necessárias.

Ao mesmo tempo, a comunicação tende a ficar mais direta com Mercúrio em Áries, em conjunção com Marte e Saturno, o que favorece decisões importantes, desde que haja atenção ao tom para evitar desgastes. Há força para agir, para decidir, para colocar limites. Mas essa mesma força, se mal direcionada, pode gerar conflitos desnecessários.

Já Vênus em Touro, em sintonia com Urano, abre espaço para novidades, mudanças de valores e encontros inesperados, colocando à prova o equilíbrio entre estabilidade e liberdade. Nem tudo precisa permanecer como está. Algumas mudanças chegam justamente para mostrar novos caminhos possíveis.

Enquanto isso, Marte em Áries, em conjunção com Mercúrio, Netuno e Saturno, reforça a importância de manter foco, disciplina e constância para tirar planos do papel, sem cair na armadilha do cansaço ou da dispersão.

É um céu que tensiona, impulsiona e transforma. E é nesse cenário que o Rei de Paus se apresenta como guia. O Rei de Paus é o conselheiro sábio do Tarô.

Ele chegou até aqui pela via mais difícil e sobreviveu a muitas provas intensas. Por causa de suas experiências, fala com profundidade e sabedoria. Ele representa a parte de você que é sábia e competente. Aquela que já enfrentou desafios reais, que já lidou com incertezas, que já precisou continuar mesmo sem garantias. Em suma, ele ensina a confiar em si mesmo.

Você não deixou tudo desmoronar até agora, então por que entrar em pânico e achar que justamente neste momento vai falhar?

O Rei de Paus lembra que, se você não confia na sua própria capacidade e habilidade, está traindo a parte de si que te fez sobreviver. E essa parte merece respeito.

O Rei de Paus incorpora a energia do fogo dos paus e, como líder, entende a importância de ser decidido, agir com iniciativa e ter ambição. Ele é destemido e apaixonado, inspirando quem está ao seu redor a segui-lo. Quando essa carta aparece como regente da semana, é um lembrete para canalizar essa energia e confiar nas suas capacidades, independentemente dos obstáculos que surgirem.

O Rei de Paus não nasceu “nobre”. Ele foi um soldado. Conquistou seu lugar com esforço, vencendo batalhas e provando sua competência como líder. Quando o antigo rei morreu sem herdeiro, o povo escolheu esse guerreiro provado como o “Rei de Paus”. Seu trono é adornado por leões, mas ao seu lado existe também o lagarto, símbolo de sobrevivência, adaptação e resistência.

E é aqui que está uma das mensagens mais profundas da semana: não faz sentido comparar lagartos e leões. O lagarto literalmente “aguenta o calor”. Ele se adapta. Ele sobrevive. E foi exatamente isso que te trouxe até aqui. Honrar isso é reconhecer a força que veio das suas experiências. É parar de desvalorizar aquilo que te sustentou nos momentos mais difíceis.

Você pertence ao lugar onde está. Você trabalhou duro para chegar até aqui! E agora precisa sustentar isso com presença.

Você tem dificuldade de confiar em si mesmo, mesmo quando faz bem o seu trabalho ou conduz sua vida? Você já provou repetidas vezes que é capaz, mas, mesmo assim, ainda não acredita totalmente nisso? É hora de ocupar o seu lugar com mais verdade. Incorpore o Rei de Paus que existe em você!

O Rei de Paus incorpora o fogo em sua forma mais madura. Ele é decidido, estratégico, inspirador. Ele lembra que não basta apenas liderar, é preciso inspirar. Sua confiança pode servir como um farol para aqueles que se sentem inseguros ou perdidos. Na liderança, na sabedoria e na estratégia, confie na sua intuição, deixe sua paixão guiar seus passos e saiba que você está mais do que preparado para o caminho à frente.

Você é alguém que chegou até aqui com esforço, enfrentando dificuldades, mas talvez ainda carregue lá no fundo um ressentimento silencioso por não ter tido os privilégios que acredita que outros tiveram.

Procure não se comparar aos outros achando que são “melhores” por terem mais dinheiro, status, estudo, reconhecimento ou qualquer outra coisa. Você não conhece a realidade deles nem suas lutas internas. Todo mundo enfrenta desafios, até os mais privilegiados. Ninguém tem um “passe livre” na vida. Assim como o Rei, você também precisa enfrentar os pensamentos que fazem você duvidar de si mesmo e do seu lugar no mundo. Essa voz interna pode mandar você recuar, dizendo que você não é tão bom quanto os outros. Mande essa voz embora!

Tudo isso conversa diretamente com a energia da semana.

Há movimento, há decisões, há oportunidades. Mas tudo depende da forma como você se posiciona. Se houver comprometimento, os resultados vêm. Se houver recuo, o potencial se perde. Você tem o poder de moldar os resultados. Use com consciência.

E, ao mesmo tempo, permita-se flexibilizar. Vênus com Urano lembra que nem tudo precisa seguir o plano original. O inesperado pode abrir portas que você ainda não considerou. E isso pode ser maravilhoso.

Você tem o poder de moldar os resultados. Use-o com consciência, alinhando suas intenções à visão que deseja construir.

O Rei de Paus representa a energia pura do fogo em sua expressão mais ativa e masculina. Diferente das outras figuras da corte desse naipe, ele não está tão voltado para o ato de criar ou desenvolver ideias sozinho. Sua força está em enxergar o potencial de uma visão e mobilizar outras pessoas para torná-la realidade. Por isso, este arcano indica que você pode ter a oportunidade de assumir o papel de líder e está pronto para conduzir pessoas em direção a um objetivo comum. Não desperdice e se deixe vencer por inseguranças.

Equilíbrio entre firmeza e abertura. Essa é a chave.

O QUE VIBRA PARA VOCÊ NESTA SEMANA

Amor

Assuma o que sente com coragem. Quem te acompanha precisa sentir sua verdade, não sua dúvida. Conexões se fortalecem com presença, não com controle.

Trabalho

Lidere com clareza e direção. Você já sabe o que precisa ser feito, agora é sustentar. Sua postura inspira mais do que suas palavras.

Dinheiro

Decisões práticas trazem estabilidade. Evite impulsos e foque no longo prazo. O crescimento vem da consistência, não da pressa.

O Chamado do Rei de Paus

Existe um fogo dentro de você que não começou agora. Ele foi construído ao longo do tempo. Foi testado, desafiado e permaneceu. Agora, ele não pede que você prove nada. Ele pede que você confie. Confie na sua trajetória. Confie na sua capacidade. Confie na parte de você que sempre soube como continuar.

Sua presença é naturalmente magnética: você transmite foco, determinação e confiança, fazendo com que os outros acreditem em você e no que está construindo. Há um engajamento genuíno das pessoas, que querem fazer parte dessa realização e caminhar ao seu lado.

Além disso, você tem habilidade em coordenar esforços, delegar e conduzir processos sem perder a harmonia do grupo.

O Rei de Paus não exige respeito. Ele o inspira. E você também pode. Você sabe exatamente aonde quer chegar e agora começa a materializar essa visão com o apoio de quem está ao seu redor.

Em vez de simplesmente “deixar a vida levar”, este é o momento de escolher agir com direção, firmeza e estratégia. Mais do que conquistas imediatas, o que te move é o desejo de construir algo duradouro, com impacto real. Existe aqui um chamado para deixar um legado.

Não é por acaso que o Rei de Paus rege a semana da chegada do Sol em Touro, convidando você a cultivar o que realmente tem valor e a plantar, com intenção, tudo aquilo que deseja colher. É tempo de construir e mais do que isso, de lutar com força, foco e firmeza pelos seus objetivos. Assuma o comando da sua vida, seja proativo e tome iniciativa sem hesitar. No fim das contas, como já dizia Goethe, “aquilo que você pode fazer, ou sonha que pode, comece. A ousadia tem genialidade, poder e magia.”

Uma ótima semana e muita luz,

Ana Cristina Paixão

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