Economia

caged

Estado gera mais que o dobro de empregos no primeiro trimestre

Foram 7.548 vagas criadas em 2020 e 15.850 postos de trabalho neste ano

Continue lendo...

Mato Grosso do Sul registrou saldo positivo na geração de empregos formais no primeiro trimestre deste ano. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam que no acumulado de janeiro a março o saldo de vagas foi de 15.850. 

O resultado é mais que o dobro (109,9%) no comparativo com o primeiro trimestre do ano passado, quando foram gerados 7.548 empregos.

No comparativo com o semestre imediatamente anterior, o crescimento é de 127,76%. De outubro a dezembro de 2020, o saldo foi de 6.959 vagas de emprego formal. 

De acordo com o doutor em economia Michel Constantino, um dos indicadores mais importantes que apontam a recuperação econômica é o saldo de empregos.  

“O Caged analisa o fluxo do saldo de empregos, pessoas entrando e saindo do mercado de trabalho, e a gente tem esse fluxo positivo aumentando de 2020 para cá".

"Essas vagas em sua maioria são ligadas ao comércio e aos serviços, o setor de serviços mais ainda. E o que isso quer dizer? Que tivemos um trimestre muito positivo”, explica o economista.

SETORES

Entre as atividades econômicas monitoradas, o setor terciário (comércio e serviços) é responsável por 69% das 15.850 vagas em 2021. 

Os serviços registraram 27.367 admissões e 19.723 desligamentos, saldo de 7.644 postos de trabalho, enquanto o comércio foi responsável por 3.378 vagas, resultado de 18.963 contratações e 15.585 demissões. 

Logo em seguida estão agropecuária (2.012), indústria (1.641) e construção (1.175).

“Em 2020 tivemos restrições de contato e de mobilidade e isso impactou diretamente no setor de serviços, porque tem a manicure, o turismo, a aviação, etc. É o setor mais forte da economia, então se ele cair cai toda a economia, e foi o que aconteceu no ano passado".

Últimas notícias

"Continua ainda em 2021, mas as restrições foram menores. Então o setor começou a se recuperar, ainda não totalmente, mas o retorno das contratações é o indicador que estava faltando” afirma Constantino.

“O segmento vai alavancar a economia neste ano, porque é responsável por 70% do Produto Interno Bruto [PIB] dos estados e do País. É fundamental que o setor volte a crescer".

"Com a aceleração da vacinação, a gente tem uma confiança maior, com isso as pessoas voltam a consumir e isso faz com que cresça a renda e o emprego, e principalmente alavanque a economia novamente”, completa o economista.  

Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor de serviços registrou alta de 0,7% em fevereiro no comparativo com o mês de janeiro. 

O setor voltou a crescer depois de variação negativa de -5,7% apresentada em janeiro.

MENSAL

Pelo terceiro mês consecutivo, Mato Grosso do Sul registrou saldo positivo na geração de empregos formais. Conforme os dados do Caged, divulgados ontem, em março o saldo de empregos ficou positivo em 5.152 vagas, resultado de 23.867 admissões e 18.715 demissões.  

“Em um período de pandemia, com todas as dificuldades advindas, nós temos muito a comemorar. No mês de março foram criados 5.152 novos empregos".

"Ou seja, mais de 5 mil pessoas que estavam desempregadas passaram a ter seus empregos formais. Isso é uma notícia extremamente positiva”, observou o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck.

O setor de serviços também puxou a geração de empregos no mês passado, sendo responsável por 2.555 vagas, resultado de 9.427 admissões e 6.872 desligamentos. 

“Quando a gente olha os setores de atividades econômicas, temos aí o de serviços como principal gerador de empregos, fruto da transformação e da adaptação que as micro e pequenas empresas estão fazendo para que consigam sobreviver".

"E com isso conseguiram gerar metade dos empregos do mês de março em Mato Grosso do Sul. É importante destacar essa diversidade da economia na geração de empregos”, comentou Verruck.

Ainda entre as atividades econômicas, o comércio foi responsável pela geração de 958 empregos em março. Na sequência estão agropecuária (798), indústria (574) e construção (267). No mesmo mês do ano passado, o saldo foi negativo em 281 empregos.

Campo Grande foi a cidade que mais contratou, com saldo de 1.327 vagas, na sequência Chapadão do Sul (318), Dourados (292), Costa Rica (257) e Três Lagoas (226). 

As cidades que mais fecharam postos de trabalho são Bataguassu (-71), Vicentina (-62), Juti (-34), Deodápolis (-12) e Paranaíba (-10). No comparativo nacional, o Estado é o oitavo com melhor resultado na geração de empregos.

NACIONAL

No País, o saldo de empregos com carteira assinada em março deste ano ficou positivo em 184.140 postos de trabalho. O resultado é decorrente de 1.608.007 admissões e 1.423.867 desligamentos.

“Temos excelentes notícias da economia. Todos os setores criaram empregos e todas as regiões criaram empregos”, afirmou o ministro Paulo Guedes durante coletiva. Guedes destacou que, dos mais de 184 mil empregos gerados, praticamente metade, 95 mil, foram empregos criados pelo setor de serviços. 

“O último setor que estava no chão se levantou. A economia brasileira segue criando empregos”, completou.

No mês de março, todos os grupamentos de atividades econômicas apresentaram saldo positivo.

 O setor de serviços foi o grande destaque, com a geração de 95.553 novos postos de trabalho formais, distribuídos principalmente nas atividades de administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais.

Assine o Correio do Estado

Renegociação

Quem tem dívida com a Prefeitura pode negociar com até 90% de desconto em Campo Grande

"Regulariza CG" começa nesta terça-feira e permite que moradores e empresas renegociem débitos municipais; prazo vai até 9 de outubro

08/09/2026 14h15

Reprodução/ Prefeitura de Campo Grande

Continue Lendo...

Moradores e empresas que têm dívidas com a Prefeitura de Campo Grande podem começar a negociar os débitos nesta terça-feira (8). O programa "Regulariza CG" oferece descontos de até 90% sobre juros, multas e outros acréscimos legais para quem deseja quitar pendências municipais. O prazo para aderir ao programa termina em 9 de outubro.

Podem ser negociados débitos de natureza tributária e não tributária em que o fato gerador tenha ocorrido até 31 de dezembro de 2025. A medida alcança pessoas físicas e empresas que possuem pendências com o Município dentro desse período.

O programa é destinado a contribuintes que possuem débitos com o Município de Campo Grande, sejam eles tributários ou não tributários. Para quem optar pelo pagamento à vista, o desconto varia conforme o ano em que a dívida foi gerada. As pendências originadas até 2018 terão redução de 90% nos acréscimos legais. Para dívidas de 2019 e 2020, o desconto será de 70%, enquanto os débitos entre 2021 e 2025 terão redução de 50%.

Quem já possui uma dívida parcelada também poderá optar pela quitação à vista, com desconto de 30% sobre os juros que ainda seriam cobrados.

Parcelamento

Quem não conseguir quitar o débito de uma só vez também poderá parcelar a dívida. O desconto nos acréscimos legais será de 40% para pagamentos divididos em até seis vezes, de 30% para quem escolher até 12 parcelas e de 25% para débitos parcelados em até 16 vezes. Em qualquer uma das opções, o valor mínimo de cada parcela será de R$ 100.

Dívidas que já foram incluídas em acordos anteriores não poderão ser novamente parceladas pelo Regulariza CG. Nesses casos, a opção prevista pelo programa é o pagamento à vista.

A adesão ao programa pode ser feita pela internet, por meio do sistema de parcelamento da Prefeitura de Campo Grande. Também há atendimento presencial na Central do Cidadão, localizada na Rua Cândido Mariano, 2.655, no Centro. O prazo para aderir ao Regulariza CG termina em 9 de outubro.

CAMPO GRANDE

Ministro Luiz Marinho lança mesa do Pacto pelo Trabalho Decente do Meio Rural em MS

Iniciativa tripartite visa a devida formalização do emprego, o chamado recrutamento justo, bem como a saúde e segurança em ambiente de trabalho

08/09/2026 13h01

""O objetivo principal hoje aqui é participar do pacto pelo trabalho decente com o segmento rural", diz Luiz Marinho. Marcelo Victor/Correio do Estado

Continue Lendo...

Ministro do Trabalho e Emprego do Brasil (MTE), Luiz Marinho esteve em Campo Grande nesta terça-feira (08) para duas agendas, começando com uma visita aos servidores da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do MS (SRTE-MS) e terminando na instalação da chamada Mesa do Pacto pelo Trabalho Decente do Meio Rural de Mato Grosso do Sul. 

"Infelizmente vou embora hoje. Gostaria de ficar mais tempo aqui, até porque é uma cidade maravilhosa Campo Grande, o Estado é maravilhoso. Cresci na divisa com o Mato Grosso do Sul, na região de Santa Fé do Sul, puxei enxada naquele território e vira e mexe pulava a fronteira para MS nos bailinhos da adolescência, comentou o ministro hoje durante sua passagem pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego.

Abrangendo atividades agrícolas e pecuárias, o dito pacto pelo trabalho decente no meio rural busca também promover boas condições para quem busca sobreviver do trabalho no campo.

Conforme o MTE essa iniciativa tripartite visa a devida formalização do emprego, o chamado recrutamento justo, bem como a saúde e segurança no ambiente de trabalho. 

Essas mesas em questão tratam-se do espaço tripartite - que envolve representantes do Governo Federal, de organizações de trabalhadores rurais, entidades de empregadores e organismos parceiros - para construção coletiva de soluções. 

"O objetivo principal hoje aqui é participar do pacto pelo trabalho decente com o segmento rural. E a Federação da Indústria participa pela lógica de pensar a agroindústria e não somente a questão rural", diz Marinho. 

Vale lembrar, como mostra a atualização de abril deste ano, do cadastro de empregadores responsabilizados pela submissão de trabalhadores a condições análogas à escravidão, a chamada "Lista Suja" ganhou 10 novos nomes, somando 28 após outros sete deixarem a relação. 

Criada em 2003, a “Lista Suja” foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2020 como uma medida de transparência ativa, já que é direito de todo cidadão o acesso à informação e dever dos órgãos públicos a divulgação de informações de interesse coletivo ou geral. 

Publicada semestralmente, a lista tem como objetivo dar transparência aos resultados das ações fiscais de combate ao trabalho escravo, que envolvem a atuação da Auditoria Fiscal do Trabalho (AFT), Polícia Federal (PF), Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União (DPU) e, eventualmente, outras forças policiais.

Trabalho decente

Presente em Campo Grande, o ministro Trabalho e Emprego relembra o cenário assumido pelo Governo Federal para a atual gestão, o que ele considera diferente dos problemas enfrentados atualmente. 

"Ruim é se estivesse com o desemprego em alta, como nós assumimos em 23. No primeiro ano de nosso governo, em 2023, o desemprego estava na casa de mais de 15%. Nós conseguimos, com a que o presidente têm do Brasil, primeiro estimular investimento em todo território nacional, não só aquele eixo Rio-São Paulo; Sul... como que o conjunto do território participa do projeto nacional", afirma. 

Justamente entre os resultados concretos dessas mesas nacionais de diálogo, o MTE faz questão de ressaltar os seguintes possíveis frutos: 

  • Fortalecimento do diálogo social tripartite, com reuniões regulares e instalação de mesas setoriais e subsetoriais de diálogo;
  • Aumento da formalização em setores produtivos do meio rural, especialmente onde pactos setoriais já foram firmados;
  • Instalação de grupos de trabalho tripartites, constituídos para estudo das causas da informalidade e sobre saúde e segurança do trabalho no meio rural;
  • Realização de ações de orientação e capacitação sobre legislação e boas práticas trabalhistas.

Em outras palavras, enquanto os pactos formalizam os compromissos públicos, definindo os objetivos e diretrizes com um caráter orientador e programático, as mesas mais especificamente viabilizam as negociações coletivas, além de definir prioridades, metas e monitorar os resultados, transformando os acordos em prática. 

Em sua fala, Luiz Marinho citou até mesmo o presidente norte-americano, Donald Trump, para reforçar que diferente dos Estados Unidos, que segundo o ministro do Trabalho e Emprego da Brasil "está expulsando os imigrantes", as terras tupiniquins estão de braços abertos, já que esses estrangeiros podem ser visualizados como a solução da falta de mão de obra. 

"Isso é fundamental para que a gente possa estabelecer por unidade, isso fez com que vários Estados, como é o caso do Mato Grosso do Sul, explodisse o investimento, atraísse muitos investimentos... resultado das intervenções, marco que se tem do planejamento do País.  

Segundo o ministro, discutir também a pauta ligada aos casos de registro de trabalho análogo à escravidão é considerado igualmente o "coração do pacto", já que esses casos são comumente atrelados ao setor agropecuário 

"Se você, a empresa, tem boas práticas, jamais contratará ou terá algum serviço relacionado a qualquer trabalho forçado, seja a exploração de mão de obra infantil ou análogo à escravidão de homens e mulheres. O pacto é para que nós tenhamos a lógica do trabalho decente. Pressupõe, portanto, que trabalhadores e empregadores tenham uma conversa, um diálogo saudável, a partir das necessidades e diferenças existentes, das contradições que existem entre trabalhador e empregador. Mas essas diferenças se resolvem tranquilamente quando se têm disposição das partes em fazer um processo de negociação maduro", conclui. 

 

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).