Economia

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Selvíria, no interior de MS, é cidade com 2º maior PIB do país, aponta IBGE

Campo Grande e Três Lagoas estão entre os 100 municípios com maior participação no valor adicionado bruto da Indústria

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Levantamento do Produto Interno Bruto - PIB dos Municípios de 2020 divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (16), aponta que Selvíria, cidade a 404 Km de Campo Grande, tem o 2º maior PIB do país. 

O município de Selvíria possui PIB per capita de R$ 406.011,00 e população estimada, em 2020, de 6.542 habitantes. 

O município avançou uma posição em relação a 2019, época em que era o terceiro da lista. 

Na comparação com 2017, Selvíria saltou quatro posições, quando, na época, ocupava o sexto lugar. 

Entre os motivos para Selvíria ocupar tal posição está a geração de energia hidrelétrica da região. 

Outro município do Estado que aparece no ranking é Paraíso das Águas, posicionado no 40º lugar, com PIB per capita de R$ 159.719,58 e população estimada de 5.654 habitantes, em 2020.

Em 2020, os 10 Municípios com os maiores PIB per capita somavam 1,6% do PIB nacional e 0,2% da população brasileira. 

Segundo as informações divulgadas pelo instituto, o Estado também ganha destaque em alguns pontos. 

A exemplo, além de Selvíria possuir o 2º maior PIB per capita do Brasil, Campo Grande está entre os 100 maiores PIBs a preço corrente do Brasil e tem a 29º posição no ranking do valor bruto dos Serviços.

Sobretudo, a agropecuária foi o setor que mais cresceu na contribuição para o valor adicionado bruto a preços correntes e 14 municípios de MS compõem a lista dos 100 maiores contribuintes neste setor. 

Outro ponto em destaque é que Campo Grande e Três Lagoas estão entre os 100 municípios com maior participação no valor adicionado bruto da Indústria. 

Em números, Mato Grosso do Sul registrou, para 2020, PIB a preços correntes de R$ 122 bilhões. O valor é 14,67% maior que o registrado em 2019 (R$ 106 bilhões), diz o IBGE. 

Se desconsiderada a participação dos impostos (R$ 12,73 bilhões), o valor adicionado bruto
foi de R$ 110 bilhões (2020), tendo sido R$ 95 bilhões em 2019. 

Saiba mais  

A pesquisa foi realizada em parceria do IBGE os Órgãos Estaduais de Estatística, as
Secretarias Estaduais de Governo e a Superintendência da Zona Franca de Manaus - Suframa. 

Segundo o IBGE, a metodologia adotada para a estimativa é uniforme para todas as Unidades da Federação e é integrada, conceitualmente, aos procedimentos adotados nos
Sistemas de Contas Nacionais e Sistema de Contas Regionais. 

 

REFORMA TRIBUTÁRIA

MS bate recorde na doação de imóveis antes de alta do imposto

Tributação sobre a transmissão de patrimônio sofrerá mudança a partir de 2027 com a Reforma Tributária

25/07/2026 14h00

Reforma Tributária deve aumentar cobrança no imposto sobre a transmissão de patrimônio a partir de 2027

Reforma Tributária deve aumentar cobrança no imposto sobre a transmissão de patrimônio a partir de 2027 Foto: Pixabay

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Diante da mudança que deve entrar em vigor a partir do próximo ano com a Reforma Tributária, a doação de imóveis registrou aumento em Mato Grosso do Sul, chegando a um crescimento de 165% nos atos em cartório em 2025 em relação a 2020, além de recorde no número de escrituras públicas, de acordo com números do Colégio Notarial do Brasil – Seção Mato Grosso do Sul (CNB/MS).

Para os sul-mato-grossenses que desejam transferir imóveis para filhos e herdeiros, estes últimos meses de 2026 devem ser a última oportunidade antes das mudanças na cobrança do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD). Isso deve-se a Reforma Tributária, que deverá tornar mais onerosa a transmissão patrimonial em praticamente todo o país a partir de 2027.

A futura modificação nas regras atuais do ITCMD parece ter sido notada pela população, já que o movimento de doação de imóveis aumenta ano após ano no Estado desde 2020. No primeiro ano de análise, foram registrados 1.678 atos em cartório. Já em 2025, foram realizadas 4.453 escrituras públicas, maior número da série histórica e um crescimento de 165%.

“O que estamos vendo é uma antecipação das famílias diante das mudanças previstas no ITCMD. Com a possibilidade de aumento da carga tributária a partir de 2027, muita gente tem buscado organizar a sucessão ainda pelas regras atuais. Esse é um momento estratégico para planejar, e o Cartório de Notas garante segurança jurídica em todo o processo, com alternativas como a doação com reserva de usufruto, que protege o patrimônio e a família”, ressalta Elder Dutra, presidente do CNB/MS.

Embora as alterações ainda dependam da aprovação de leis estaduais específicas, qualquer mudança aprovada em 2026 deverá respeitar os princípios constitucionais da anterioridade anual e da noventena. Por isso, a expectativa é de que os novos modelos de tributação passem a produzir efeitos a partir de janeiro de 2027.

Outros estados

As mudanças não terão o mesmo impacto em todo o território nacional. Nos estados que ainda adotam alíquotas fixas — como São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo, Amazonas, Alagoas, Amapá, Rio Grande do Norte e Roraima — a principal mudança será a obrigatoriedade da adoção de alíquotas progressivas, permitindo que a tributação aumente conforme o valor do patrimônio transmitido e alcance o teto nacional de 8%.

Já nos estados que já utilizam sistemas progressivos, como Rio de Janeiro, Bahia, Goiás, Pernambuco, Ceará, Santa Catarina, Mato Grosso, Paraíba e Tocantins, o impacto tende a ocorrer principalmente por meio da nova base de cálculo. A regulamentação da Reforma Tributária estabelece diretrizes para que os estados passem a utilizar o valor de mercado dos bens como referência para cobrança do imposto, o que pode elevar significativamente o valor final a ser recolhido mesmo sem alteração das alíquotas.

Há ainda um terceiro grupo de estados — como Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Pará, Maranhão, Rondônia e Piauí — que poderá ser afetado pelos dois fatores simultaneamente: eventual elevação das alíquotas máximas atualmente praticadas e adoção de critérios mais rigorosos para avaliação patrimonial.

O que é ITCMD?

De acordo com a Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso do Sul (Sefaz/MS), o ITCMD é um imposto estadual que deve ser pago por aqueles que recebem bens de forma gratuita, como os donatários (nome que se dá à pessoa que recebe uma doação) e os herdeiros/legatários (na transmissão da herança de pessoa falecida).

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Combustível

Preço médio do etanol cai mais uma vez e fecha o mês valendo R$ 3,80

Entre março e julho de 2026, o combustível registrou queda de 11,83%

25/07/2026 12h30

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do etanol em Mato Grosso do Sul, vem registrando quedas em seu valor semanalmente.

Em julho o combustível iniciou o mês com um preço médio de R$ 3,92 e encerrou o mês com R$ 3,80, mostrando uma queda de R$ 0,12. 

Ainda de acordo com a pesquisa realizada pela ANP, o valor médio do litro do etanol, que era comercializado a R$ 4,31 na última semana de março, encerrou o mês de julho custando R$ 3,80, registrando uma queda de 11,83%. 

A análise realizada pela ANP mostra também a variação de entre o preço mínimo e máximo praticado nos postos de combustíveis da Capital. 

Na última semana pesquisada, de 19 a 25 de julho, entre os 16 postos pesquisados o menor valor encontrado nas bombas foi de R$ 3,69, enquanto o valor máximo encontrado não ultrapassou os R$ 3,99. 

Com a queda do valor, o etanol hidratado pode passar a ser uma alternativa bem mais em conta no bolso do consumidor, uma vez que, registra uma diferença de R$ 2,47 com relação à gasolina comum, que soma um preço médio de R$ 6,27. 
 

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