Concorrência do alistamento feminino, para ingressar no Exército Brasileiro, em Campo Grande, no ano de 2025, é de 4 mulheres por vaga.
De acordo com o tenente-coronel e presidente da Comissão de Seleção Permanente das Forças Armadas, Roberto Júnior, há 99 vagas e 421 mulheres alistadas na Capital.
Ao todo, 586 moças se alistaram nas Forças Armadas, sendo 421 em Campo Grande (Exército Brasileiro), 132 em Corumbá (Marinha do Brasil) e 33 em Ladário (Marinha do Brasil).
Em Campo Grande, poderão ingressar no Hospital Militar (HMIL – 12 vagas), Colégio Militar (CMCG – 27 vagas) e Base de Administração e Apoio ao Comando Militar do Oeste (B ADM AP CMO – 60 vagas).
As fases da seleção são:
- Alistamento (1 janeiro a 30 de junho de 2025)
- Seleção - exame de saúde, inspeção dentária e entrevista (1 a 11 de julho de 2025)
- Designação - resultado (2 de janeiro de 2026)
- Seleção complementar (primeira semana de fevereiro de 2026)
- Incorporação – entrada nas Forças Armadas (março de 2026)
Mulheres podem ingressar nas Forças Armadas de forma voluntária. Podem permanecer na corporação por até 8 anos, sendo que o contrato deve ser renovado de 1 em 1 ano. É possível chegar até a patente de 3º Sargento, mediante realização de cursos de formação.
Os requisitos para conseguir uma vaga são:
- Ter nascido em 2007 e completar 18 anos em 2025
- Saúde em perfeito estado – exame médico e odontológico
Tenente-coronel e presidente da Comissão de Seleção Permanente das Forças Armadas, Roberto Júnior. Foto: Marcelo VictorDe acordo com o tenente-coronel, a estrutura física dos quartéis será modificada para receber o público feminino. Banheiros e alojamentos femininos serão construídos/reformados para recebê-las.
“O Exército está preocupado com isso, acredito que as Forças Armadas também como um todo. Vai ter uma readequação tanto de alojamentos como banheiros para atendê-las da melhor forma possível, com conforto e tudo”, explicou.
O militar também comentou sobre a alta procura pelo alistamento feminino em Mato Grosso do Sul.
“Está superando as expectativas, por ser o primeiro processo de alistamento, a primeira seleção. Foi muito bom o número de alistadas para incorporar em março de 2026. Será uma rotina totalmente diferente [para elas]. É como a gente costuma dizer, é uma profissão que não é melhor e nem pior do que ninguém, mas é muito diferente em vários aspectos. Então acredito que elas realmente terão um ganho muito grande com relação a essa nova experiência da arte militar que é nos ensinada pelas Forças Armadas de uma maneira geral”, comentou.
Estudante, Rafaela Braga, de 17 anos, afirmou que quer seguir os passos da família no militarismo.
"Essa decisão eu tomei por causa que eu tenho bastante familiar militar, então assim, não foi só no sentido da minha parte, assim, voluntariamente, porque eu quis, foi também porque eu tenho um avô que também tem carreira, meu tio, meu pai, então assim, foi algo que eu tenho bastante orgulho também e eu vejo como não algo simples, sabe, é algo que é um sonho, sim, é um sonho e eu gostaria de dar esse orgulho para os meus pais", contou.
Até, só era possível uma mulher ingressar nas Forças Armadas como militares de carreira, mediante aprovação em concurso público, ou como militares temporárias, por meio de seleção conduzida pelas Regiões Militares.
Alistamento Feminino
O Governo Federal publicou, no dia 28 de agosto, o Decreto nº 12.154, de 27 de agosto de 2024, que regulamenta o Serviço Militar Inicial Feminino voluntário no Brasil.
Uma vez incorporadas, as militares estarão sujeitas aos direitos, deveres e penalidades estabelecidos pela Lei nº 4.375, de 17 de agosto de 1964, e pelo Decreto nº 57.654, de 20 de janeiro de 1966.
As voluntárias não terão estabilidade no serviço militar e, após o desligamento do serviço ativo, integrarão a reserva não remunerada das Forças Armadas.



