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TRANSPORTE

Consórcio Guaicurus tem 81 ônibus vencidos e sem previsão para nova compra

No ano passado, foram adquiridos 55 carros novos e a promessa era de que neste ano ocorreria outra compra

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Há 10 meses, pelo menos 81 carros do Consórcio Guaicurus estão circulando em Campo Grande com a idade vencida, de acordo com o contrato firmado entre a empresa e a prefeitura, que estabelece limite de cinco anos de rodagem para os ônibus. 

Uma nova compra, entretanto, ainda não está prevista para ser realizada, segundo o presidente das empresas, João Rezende.

No ano passado, por causa da mesma situação, a Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg) ameaçou multar a empresa em R$ 2,7 milhões, por causa da quebra de contrato, já que a média da idade dos ônibus chegou a 6,76 anos. 

O processo foi suspenso após a empresa apresentar a nota de compra de 55 carros.  

A advertência foi dada em maio do ano passado e o órgão concedeu prazo para que a compra desses veículos fosse feita. Na época, a concessionária apresentou a ordem de serviço para a aquisição e se livrou de pagar o valor.

Para este ano, como os carros venciam em janeiro, a promessa era de que a cobrança seria mais cedo. Entretanto, a previsão é de que uma definição só aconteça em novembro.  

“Temos de ver a relação dos carros vencidos para ver quantos devem ser comprados. Vamos sentar em novembro para ver a posição do Consórcio”, alegou o diretor-presidente da Agereg, Vinícius Leite Campos.

PANDEMIA

A principal alegação para a não cobrança é a pandemia da Covid-19, porque, por muito tempo, a frota em atividade foi reduzida por conta da quantidade de passageiros que poderiam ser transportados.

Entretanto, o passe do estudante e a gratuidade para os idosos só foram retomados entre setembro e outubro.

“O número de veículos [circulando] caiu, o número de pessoas também, vamos conversar para ver a situação financeira do Consórcio, é claro que a obrigação de cumprir o contrato continua, mesmo com a pandemia”, completou o diretor-presidente da Agência.

Ainda segundo ele, a pasta averiguará o que foi decidido em outras cidades do País sobre o cumprimento do contrato. 

“A gente pode fazer o que foi feito no ano passado, e o Consórcio entrar judicialmente contra e ganhar", afirmou Leite. 

"Queremos ver se a pandemia refletiu nos contratos de concessão pelo Brasil, principalmente no setor de transporte, que foi muito impactado, ver como foi a interpretação dos outros, se afetou o equilíbrio financeiro do contrato”, disse.

A própria Agereg havia feito um levantamento que apontava que, para manter a frota dentro da idade média de cinco anos, o Consórcio precisa adquirir cerca de 55 veículos por ano, o que custaria em torno de R$ 20 milhões a cada compra. 

Ainda segundo o documento, para este ano a empresa deveria ter adquirido 70 ônibus.  

 

CONSÓRCIO

Segundo o presidente do Consórcio Guaicurus, João Rezende, não há previsão para a compra destes novos carros. Segundo ele, a empresa teve queda da arrecadação este ano e tem rodado com metade do número de passageiros de antes da pandemia.

“Hoje, não tenho data de quando eles serão comprados, não sei dizer com certeza. Nós já vínhamos de um processo de avaliação de desequilíbrio do contrato, que foi acentuado pela pandemia", disse. 

"A gente tem circulado com 53% da clientela de antes e usando 70% da frota. O mercado encolheu no Brasil inteiro”, alega Rezende.  

A empresa move processo na Justiça estadual pedindo ampliação da idade média dos carros de cinco para sete anos. 

No documento, o Consórcio afirma que está “no limite de suas forças, especialmente econômicas, enfrentando inúmeras dificuldades oriundas especialmente de desajustes/fatos novos ocorridos após o contrato”.

Ainda não houve decisão sobre isso e, no momento, está sendo realizada uma perícia para produção antecipada de prova na empresa.

pavimentação da MS-134

Estado oficializa contratação da 2ª colocada em licitação de R$ 96 milhões

A primeira colocada foi desclassificada pela Agesul porque ofereceu desconto muito alto sobre o valor máximo estipulado pelo Governo

23/05/2026 11h15

A empreiteira Caiapó foi contratada para asfaltar o primeiro trecho da MS-134, rodovia que liga a BR-267 à MS-040

A empreiteira Caiapó foi contratada para asfaltar o primeiro trecho da MS-134, rodovia que liga a BR-267 à MS-040

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Edição extra do diário oficial do governo de Mato Grosso do Sul publicada na tarde desta sexta-feira (22) oficializou a contratação da empreiteira goiana Caiapó para a obra de pavimentação de 23 quilômetros da MS-134. Ela havia ficado em segundo lugar na licitação, atrás da empreiteira capixaba Contek. 

O valor máximo estipulado no edital para asfaltar o primeiro trecho da rodovia que liga o distrito de Casa Verde (município de Nova Andradina) à MS-040 (rodovia que liga Campo Grande a Santa Rita do Pardo), era R$ 101,97 milhões. Mas, a empreiteira capixaba acabou desbancando a Caiapó e se ofereceu para fazer a obra por R$ 96,062 milhões.

A segunda colocada, após uma série de 21 lances apresentados em 16 de dezembro do ano passado, abandonou a disputa após apresentar a proposta de R$ 96,317 milhões, uma diferença a maior de R$ 255 mil. 

Em março deste ano, porém, técnicos da Agesul entenderam que a Contek ofereceu descontos acima do permitido e desclassificaram a empresa porque ela supostamente não atendeu aos  "requisitos do Edital, conforme detalhado no parecer técnico".

Entre estes requisitos, conforme a Agesul, está o fato de a Contek ter informado que utilizaria areia, pedrisco e brita, entre outros produtos, com valores de até 38% abaixo do valor máximo estipulado no edital. E este edital prevê que nenum item poderia ter redução superior a 25%, sob pena de prejudicar os concorrentes. Ou seja, a primeira colocada foi desclassificada porque ofereceu desconto muito alto. 

"No caso em análise, a estratégia principal da proponente para reduzir o valor global da proposta reside na adoção de parâmetros logísticos diferenciados (DMT inferior à prevista) e fornecedor alternativo. A
vantajosidade da contratação não se restringe ao menor valor ofertado, devendo ser avaliada à luz da exequibilidade e da consistência das premissas adotadas na planilha, sob pena de comprometer a segurança da execução contratual", diz trecho do parecer que recomendou a desclassificação da Contek.

Por conta desta desclassificação, a Construtora Caiapó foi chamada e nesta sexta-feira foi publicada a assinatura do contrato. Ela terá 720 dias para concluir a obra. O prazo começa a se contabilizado a partir da assinatura da ordem de serviço. 

Mas, apesar da desclassificação da primeira colocada, ainda assim a licitação teve deságio  da ordem de 5,5%, percentual bem superior à média das obras de pavimentação lançadas pela Agesul nos dois últimos anos e bancadas com o paconte de R$ 2,3 bilhões de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

Em média, o desconto nestas licitações foi da ordem de 1% sobre o valor máximo definido no edital. A maior delas, a pavimentação de 63 quilômetros da MS-320, entre Inocência e Três Lagoas, foi contratada com deságio zero, por  R$ 276.169.461,16. 

OUTROS CONTRATOS

Ao contrário da Contek, que supostamente havia vencido sua primeira licitação em Mato Grosso do Sul, a Construtora Caiapó, que  foi derrotada em campo e venceu no tapetão, é velha conhecida nos projetos de engenharia em Mato Grosso do Sul. 

Ela particiou em cerca de 15 licitação do pacote de obras do BNDES, mas não havia vencido nenhuma, pois nem chegava a entrar na disputa de preços. Mas, neste período foi declarada vencedora da licitação que concedeu à iniciativa privada 870 quilômetros de rodovias pelos próximo 30 anos na chamada Rota da Celulose em Mato Grosso do Sul. (BR-262, BR-267 e MS-040).

A Caiapó é acionista minoritária do consórcio Caminhos da Celulose, que desde janeiro é responsável pela manutenção das rodovias e que no começo do próximo ano deve começar a cobrar pedágio. Uma delas é a MS-040,  na região onde agora ela vai pavimentar os 23 kmda MS-134.

Inicialmente, conforme leilão realizado na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) em 8 de maio do ano passado, o consórcio liderado pela XP Investimentos e integrado por uma série de construtoras havia ficado em segundo lugar, pois ofereceu deságio de 8% sobre o valor máximo da tarifa de pedágio. O vencedor havia ofertado desconto de 9%. 

Porém, depois que a empresa K-Infra, uma das integrantes do primeiro colocado, perdeu a concessão de BR-393, no Rio de janeiro, o Governo do Estado atendeu a pedido  do segundo colocado, desclassificou o consórcio e acabou assinando contrato com a Caiapó e demais empresas.

Conforme o edital, a empresa vencedora tetá de fazer 115 km em duplicações, 245 km em terceiras faixas, 12 km de marginais, implantação de 38 km em contornos em três cidades. A malha passará ainda a ter 100% de acostamento, o que representa mais de 450 quilômetros. 

Além de vencer o leilão da privatização das rodovias, um negócio superior a R$ 10 bilhões, a Caiapó é responsável pela pavimentação da BR-419, entre Rio Verde de Mato Grosso e Aquidauana, e integra o consórcio que está implantando os 13 quilômetros da alça de acesso da BR-267 à ponte sobre o Rio Paraguai, em Porto Murtinho. 

Somente por esta obra da rota bioceânica vai faturar R$ 472 milhões, sem contabilizar os tradicionais aditivos, que normalmente acrescentam 25% ao preço original.  


 

PONTA PORÃ

Homem é preso após apresentar documentos falsos para cursar medicina no Paraguai

O material consistia em certificado de conclusão e histórico escolar, que seriam utilizados para ingresso no curso

23/05/2026 11h00

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Nesta sexta-feira (22), um homem foi preso após tentar falsificar documentos para realizar apostilamento em um cartório, em Ponta Porã. Funcionários do local acionaram a Polícia Civil após perceberem o delito.

O material consistia em certificado de conclusão e histórico escolar, que seriam utilizados para ingresso em curso de medicina no Paraguai. O documento foi apresentado em nome do suspeito, que não foi divulgado.

Durante a análise, foram identificadas divergências em nomes e inconsistências nos selos utilizados. Após consultas junto ao Tribunal de Justiça de Goiás e à instituição de ensino mencionada na documentação, foi constatado que o selo eletrônico estava vinculado a outra pessoa e que não havia qualquer registro em nome do investigado.

A instituição informou ainda que nunca ofertou ensino na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA) e que funciona em regime integral desde 2017.

Também foram identificados indícios de falsificação nos selos atribuídos ao cartório e à Secretaria de Educação de Goiás.

O caso é investigado pela 1ª Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã.

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