Cidades

Cidades

Sefaz nega pedido de Jamilzinho e mantém licitação de loteria

Processo licitatório teve dois pedidos de impugnação por supostamente ser tendencioso e ambos foram negados

Continue lendo...

A Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso do Sul (Sefaz) negou o pedido de impugnação da licitação para escolher a empresa gestora da Loteria Estadual de Mato Grosso do Sul (Lotesul) e manteve o pregão eletrônico.

Foram dois pedidos de impugnação, um feito por Jamil Name Filho, o Jamilzinho, e outra pela empresa de Dourados Criativa Technology LTDA. Ambos foram negados.

A empresa afirmou que alguns pontos do edital tornam ele tendencioso, uma vez que “os benefícios recairão, tão somente, a uma empresa privada que lucrará muito mais do que o Estado e que a sociedade sul-mato-grossense, além de inviabilizar a adoção futura de produtos lotéricos competitivos”.

Já a impugnação registrada pelo advogado André Borges, representanto Jamilzinho, afirma que o edital favorece o fornecedor e apresenta indícios de direcionamento.

Além disso, conforme Borges, o edital favorece o fornecedor em outros três tópicos: possui solução pronta compatível com os requisitos específicos; é financeiramente forte, podendo operar sem pagamento inicial do Estado; e já tenha experiência nesse tipo de plataforma e modelo de negócio.

Atualmente, Jamil Name Filho está preso na Penitenciária Federal de Mossoró (RN), com cinco condenações, que juntas somam 69 anos. Há também a existencia de um terceiro documento, mas que pede explicação sobre o edital.

Impugnação rejeitada

Ao analisar os pedidos, a Sefaz afirmou que "o edital foi elaborado em conformidade com a legislação, garantindo a ampla concorrência e a isonomia entre os participantes e em estriba observância aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

"Sendo assim, não há qualquer vício que comprometa sua validade e não apresenta qualquer regularidade que justifique sua anulação", diz o documento.

Especificamente sobre o pedido apresentado por Jamilzinho, a Sefaz alega que ele não demonstra como o edital ou a licitação causariam prejuízo direto aos seus direitos e interesses e que objetiva apenas interferir no processo licitatório sem justificativa, prejudicando o andamento do certame.

Ponto a ponto, a secretaria esclarece algumas exigências feitas e que, segundo os impugnantes, restringiriam a participação de participantes, direcionando a contratação.

Sobre a exigência de 15 milhões em 12 meses e 40 transações por segundo, o órgão afirma que não é excessiva, mas um requisito mínimo para garantir a funcionalidade da plataforma que vai operar a loteria.

Ja quanto ao prazo do contrato, de 10 anos, prorrogável por até 35, a justificativa é garantir a viabilidade econômica do modelo adotado e que está de acordo com a lei, que permite contratos de longa duração quando envolvem serviços contínuos que exigem investimentos substanciais.

Sobre a plataforma, a exigência de que seja customizada e com entrega total do código-fonte ao final do contrato tem como objetivo garantir a continuidade do serviço público e a autonomia do Estado sobre a operação lotérica, diz o órgão.

Há ainda o questionamento sobre a proibição de pagamento em cartão de crédito, que seria exigÇencia regulatória já estabelecida por normativas federais, e prazo para Prova de Conceito (POC), de 10 dias úteis, que é justificada pela secretaria pelo fato do objetivo ser a contratação de uma solução pronta, viável e de implementação imediata.

O modelo de remuneração baseado em receita bruta, também questionado, não favorece nenhuma empresa, segundo a Sefaz, mas "garante alinhamento de interesses entre o operador e o estado, assegurando que a remuneração da contratada seja proporcional ao desempenho da operação".

Quanto a alegação da Criativa Technology LTDA, de vício na fundamentação da contratação, a Sefaz afirma que a premissa de que a contratação da plataforma de gestão é intempestiva, pois o modelo não foi definido, não se sustenta.

"O modelo de contratação dos operadores, seja credenciamento, permissão ou concessão, não interfere na necessidade da implantação do sistema de gestão lotérica, independemente da quantidade de operadores que venham a ser habilitados no futuro", diz a resposta a impugnação.

Por fim, a Sefaz afirma que diante dos esclarecimentos apresentandos, verificou que a impugnação não encontra respaldo técnico ou jurídico para justificar a sua procedência, rejeitando assim os pedidos.

O advogado André Borges, que defende Jamilzinho, disse que planeja recorrer.

"A decisão não analisou a impugnação à luz das previsões legais; a licitação possui claro direcionamento, restringindo gravemente o universo de participantes. Logo teremos decisão do TCE, se necessário levaremos o assunto ao Judiciário, que saberá corrigir o que está errado", disse.

@@NOTICIAS_RELACIONADAS@

Trânsito

Três pontos de Campo Grande terão interdições a partir desta segunda

Bloqueios atingem ruas do Centro e do Bandeira e trecho de avenida na região norte; obra de esgoto segue até 26 de outubro

18/10/2026 16h49

Divulgação

Continue Lendo...

Motoristas devem redobrar a atenção em três pontos de Campo Grande a partir desta segunda-feira (19), devido a interdições para eventos e obras. Os bloqueios atingem a Rua dos Barbosas, no Centro, a Rua Lucélia, na região do Bandeira, e um trecho da Avenida Prefeito Heráclito Diniz de Figueiredo, onde os serviços devem continuar até 26 de outubro.

No Centro, a Rua dos Barbosas ficará interditada entre as ruas Doutor João Rosa Pires e Pimenta Bueno até as 13h, para a realização do Festival Okinawa. Como alternativa, os motoristas podem utilizar as duas vias que delimitam o trecho bloqueado.

Na região do Bandeira, a interdição será na Rua Lucélia, entre a Rua Fernando Corrêa da Costa e a Travessa Hemosul, das 7h30 às 17h. O bloqueio ocorre por causa da ação Ônibus da Saúde Cassems. A orientação é utilizar a Rua Fernando Corrêa da Costa e a Travessa Hemosul como rotas alternativas.

Já na Avenida Prefeito Heráclito Diniz de Figueiredo, na altura do número 815, haverá interdição parcial para uma obra de ligação à rede de esgoto de um condomínio. O serviço começa nesta segunda-feira e tem previsão de término em 26 de outubro. Durante a execução, uma faixa permanecerá liberada para a passagem de veículos.

A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) orienta os condutores a respeitar a sinalização provisória e, sempre que possível, planejar os trajetos com antecedência para evitar transtornos.

Alerta Hidrológico

Mesmo com chuva acima da média, seca no Rio Paraguai piora em um ano

Cemaden classifica estiagem como extrema em áreas de Ladário e Porto Murtinho; em outubro, nível do rio está abaixo do registrado em período próximo de 2025

18/10/2026 15h02

Foto: Neri Kaspary

Continue Lendo...

Mesmo com chuvas acima da média histórica, a seca hidrológica na bacia do Rio Paraguai se agravou em um ano e chegou à classificação extrema nas áreas que contribuem para as estações de Ladário e Porto Murtinho. O diagnóstico consta no monitoramento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), enquanto projeções do Serviço Geológico do Brasil (SGB) apontam nova redução do nível do rio em novembro. 

Em Ladário, o nível do Rio Paraguai estava em 1,27 metro na manhã de 14 de outubro de 2026, conforme o SGB. Em uma medição próxima, realizada em 9 de outubro de 2025, a régua registrava 1,38 metro. A diferença é de 11 centímetros a menos neste ano, embora as datas não sejam exatamente as mesmas.

A previsão mais recente do SGB indica que o nível em Ladário pode cair para 1,02 metro em 28 de outubro e chegar a 91 centímetros em 11 de novembro. Em Porto Murtinho, a medição era de 2,83 metros em 14 de outubro, com projeção de recuo para 2,57 metros em 11 de novembro. As estimativas são baseadas em modelos hidrológicos e podem mudar conforme as chuvas e a resposta dos rios. 

O contraste aparece nos dados de precipitação. Entre março e setembro de 2026, a bacia do Rio Paraguai acumulou um volume de chuva 23% acima da média histórica, segundo o SGB. No mesmo intervalo de 2025, o acumulado havia ficado 32% acima da média, de acordo com o boletim publicado pelo órgão em 1º de outubro daquele ano. 

A chuva, porém, não elimina imediatamente os efeitos de períodos prolongados de estiagem. O monitoramento do Cemaden considera tanto a precipitação quanto a vazão dos rios para avaliar a seca hidrológica. Em setembro de 2025, o órgão classificava como severa a condição nas áreas que contribuem para as estações de Ladário e Porto Murtinho. No boletim de setembro de 2026, a classificação passou a extrema, indicando agravamento do quadro nessas áreas. 

Níveis 

Apesar do cenário de seca hidrológica, o SGB informou que, em 14 de outubro, o nível do Rio Paraguai em Ladário permanecia dentro da faixa considerada normal para a época do ano. A ressalva é que os níveis estavam abaixo da mediana histórica em todo o trecho monitorado, de Barra do Bugres, em Mato Grosso, a Porto Murtinho, em MS. 

O comportamento também varia entre os afluentes. No boletim de outubro, o SGB aponta níveis dentro da normalidade no Rio Cuiabá e acima do esperado para o período nos rios Aquidauana e Miranda. Para os sete dias seguintes, a previsão indicava pouca chuva na bacia, com acumulado médio de 12 milímetros.

Regra para barcaças

Em outubro deste ano, a Marinha publicou uma nova regra para o calado de comboios de barcaças no Rio Paraguai. A norma vale por um ano, em caráter experimental, e estabelece limites de acordo com o nível da régua de Ladário. Em determinadas condições, o calado permitido pode chegar a 3,20 metros. A mudança não envolve dragagem nem aumento das dimensões máximas dos comboios, e a navegação continua condicionada à profundidade e às condições de segurança do rio.

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).