Economia

COMBUSTÍVEIS

Uma semana após volta dos tributos federais, preço da gasolina sobe R$ 0,22 em MS

Combustível subiu, em média, 4,54%, saltando de R$ R$ 4,85 para R$ 5,07

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Uma semana após o retorno dos impostos federais sobre os combustíveis, o preço médio da gasolina aumentou 4,54% ao consumidor final em Mato Grosso do Sul.

Conforme pesquisa semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio aumentou de R$ 4,85 para R$ 5,07, o que corresponde a R$ 0,22 por litro da gasolina.

Os preços, no entanto, começaram a ser levantados no dia 26 de fevereiro, antes da retomada dos tributos, até o dia 4 de março, quando já estava em vigência a incidência do tributo.

Desta forma, os valores refletem um preço médio, mas que nas bombas já pode ter havido nova variação.

Conforme os dados da ANP, no período pesquisado, o menor preço encontrado é de R$ 4,75, enquanto o maior é de R$ 5,74.

Na semana anterior, antes da volta dos tributos, o preço variava entre R$ 4,35 a R$ 5,74.

Em Campo Grande, o litro da gasolina nas bombas varia de R$ 4,75 a R$ 5,44, com preço médio de R$ 5,05. Na semana anterior, o preço médio era de R$ 4,75, o que indica aumento de 6,32%.

O maior preço é encontrado em Corumbá, onde a gasolina varia de R$ 5,68 a R$ 5,74.

A pesquisa mostra também que o valor cobrado pelo litro do etanol subiu 1,31% em uma semana.

O combustível foi de R$ 3,83 para R$ 3,88, com preço variando entre R$ 3,49 a R$ 4,71 nos postos do Estado.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de Mato Grosso do Sul (Sinpetro), Edson Lazarotto, disse o mercado é livre e o preço que chega às bombas depende de vários fatores.

"Depende de muitos fatores, como frete, distância entre as cidades e as bases e também das distribuidoras", disse.

Retomada de impostos

Os impostos federais que incidem sobre os combustíveis foram zerados no ano passado, com vigência até 31 de dezembro de 2022.

Ao assumir a presidência, em janeiro deste ano, Luiz Inácio Lula da Silva renovou a suspensão da tributação por dois meses.

A retomada dos impostos sobre os combustíveis foi retomada na última semana.

No dia 1º de março, a gasolina foi reonerada em R$ 0,47 e o etanol, em R$ 0,02 a título de PIS/Cofins.

A volta dos impostos federais foi anunciada um dia antes de a Petrobras divulgar o maior lucro da história das companhias brasileiras, de R$ 188 bilhões.

Em 2022, a empresa foi beneficiada pela escalada das cotações internacionais do petróleo e vendeu sua cesta de combustíveis por preços recordes.

Na quinta, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, afirmou que a nova política de preços seguirá atrelada às cotações internacionais, mas sem considerar necessariamente os custos para importação dos produtos.

Prates disse que o modelo atual, que prevê o acompanhamento de um preço de paridade de importação, conhecido como PPI, obriga a empresa a fazer o preço de seus concorrentes, estratégia adotada por gestões anteriores, segundo ele, para beneficiar importadores e abrir o mercado.
 

CAMPO GRANDE

Ministro Luiz Marinho lança mesa do Pacto pelo Trabalho Decente do Meio Rural em MS

Iniciativa tripartite visa a devida formalização do emprego, o chamado recrutamento justo, bem como a saúde e segurança em ambiente de trabalho

08/09/2026 13h01

""O objetivo principal hoje aqui é participar do pacto pelo trabalho decente com o segmento rural", diz Luiz Marinho. Marcelo Victor/Correio do Estado

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Ministro do Trabalho e Emprego do Brasil (MTE), Luiz Marinho esteve em Campo Grande nesta terça-feira (08) para duas agendas, começando com uma visita aos servidores da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do MS (SRTE-MS) e terminando na instalação da chamada Mesa do Pacto pelo Trabalho Decente do Meio Rural de Mato Grosso do Sul. 

"Infelizmente vou embora hoje. Gostaria de ficar mais tempo aqui, até porque é uma cidade maravilhosa Campo Grande, o Estado é maravilhoso. Cresci na divisa com o Mato Grosso do Sul, na região de Santa Fé do Sul, puxei enxada naquele território e vira e mexe pulava a fronteira para MS nos bailinhos da adolescência, comentou o ministro hoje durante sua passagem pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego.

Abrangendo atividades agrícolas e pecuárias, o dito pacto pelo trabalho decente no meio rural busca também promover boas condições para quem busca sobreviver do trabalho no campo.

Conforme o MTE essa iniciativa tripartite visa a devida formalização do emprego, o chamado recrutamento justo, bem como a saúde e segurança no ambiente de trabalho. 

Essas mesas em questão tratam-se do espaço tripartite - que envolve representantes do Governo Federal, de organizações de trabalhadores rurais, entidades de empregadores e organismos parceiros - para construção coletiva de soluções. 

"O objetivo principal hoje aqui é participar do pacto pelo trabalho decente com o segmento rural. E a Federação da Indústria participa pela lógica de pensar a agroindústria e não somente a questão rural", diz Marinho. 

Vale lembrar, como mostra a atualização de abril deste ano, do cadastro de empregadores responsabilizados pela submissão de trabalhadores a condições análogas à escravidão, a chamada "Lista Suja" ganhou 10 novos nomes, somando 28 após outros sete deixarem a relação. 

Criada em 2003, a “Lista Suja” foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2020 como uma medida de transparência ativa, já que é direito de todo cidadão o acesso à informação e dever dos órgãos públicos a divulgação de informações de interesse coletivo ou geral. 

Publicada semestralmente, a lista tem como objetivo dar transparência aos resultados das ações fiscais de combate ao trabalho escravo, que envolvem a atuação da Auditoria Fiscal do Trabalho (AFT), Polícia Federal (PF), Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União (DPU) e, eventualmente, outras forças policiais.

Trabalho decente

Presente em Campo Grande, o ministro Trabalho e Emprego relembra o cenário assumido pelo Governo Federal para a atual gestão, o que ele considera diferente dos problemas enfrentados atualmente. 

"Ruim é se estivesse com o desemprego em alta, como nós assumimos em 23. No primeiro ano de nosso governo, em 2023, o desemprego estava na casa de mais de 15%. Nós conseguimos, com a que o presidente têm do Brasil, primeiro estimular investimento em todo território nacional, não só aquele eixo Rio-São Paulo; Sul... como que o conjunto do território participa do projeto nacional", afirma. 

Justamente entre os resultados concretos dessas mesas nacionais de diálogo, o MTE faz questão de ressaltar os seguintes possíveis frutos: 

  • Fortalecimento do diálogo social tripartite, com reuniões regulares e instalação de mesas setoriais e subsetoriais de diálogo;
  • Aumento da formalização em setores produtivos do meio rural, especialmente onde pactos setoriais já foram firmados;
  • Instalação de grupos de trabalho tripartites, constituídos para estudo das causas da informalidade e sobre saúde e segurança do trabalho no meio rural;
  • Realização de ações de orientação e capacitação sobre legislação e boas práticas trabalhistas.

Em outras palavras, enquanto os pactos formalizam os compromissos públicos, definindo os objetivos e diretrizes com um caráter orientador e programático, as mesas mais especificamente viabilizam as negociações coletivas, além de definir prioridades, metas e monitorar os resultados, transformando os acordos em prática. 

Em sua fala, Luiz Marinho citou até mesmo o presidente norte-americano, Donald Trump, para reforçar que diferente dos Estados Unidos, que segundo o ministro do Trabalho e Emprego da Brasil "está expulsando os imigrantes", as terras tupiniquins estão de braços abertos, já que esses estrangeiros podem ser visualizados como a solução da falta de mão de obra. 

"Isso é fundamental para que a gente possa estabelecer por unidade, isso fez com que vários Estados, como é o caso do Mato Grosso do Sul, explodisse o investimento, atraísse muitos investimentos... resultado das intervenções, marco que se tem do planejamento do País.  

Segundo o ministro, discutir também a pauta ligada aos casos de registro de trabalho análogo à escravidão é considerado igualmente o "coração do pacto", já que esses casos são comumente atrelados ao setor agropecuário 

"Se você, a empresa, tem boas práticas, jamais contratará ou terá algum serviço relacionado a qualquer trabalho forçado, seja a exploração de mão de obra infantil ou análogo à escravidão de homens e mulheres. O pacto é para que nós tenhamos a lógica do trabalho decente. Pressupõe, portanto, que trabalhadores e empregadores tenham uma conversa, um diálogo saudável, a partir das necessidades e diferenças existentes, das contradições que existem entre trabalhador e empregador. Mas essas diferenças se resolvem tranquilamente quando se têm disposição das partes em fazer um processo de negociação maduro", conclui. 

 

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em ms

"Isso de empresa quebrar é piada", diz ministro do trabalho sobre fim da escala 6x1

Durante agenda em MS, ministro disse que a discussão sobre a PEC é semelhante a que houve quando foram instuídas férias e 13º salário

08/09/2026 11h34

Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho

Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defendeu o fim da escala 6x1 na manhã desta terça-feira (8), durante agenda em Campo Grande, e criticou o argumento de empresários e outros setores de que a proposta elevaria custos e prejudicaria a economia, supostamente levando ao fechamento de empresas.

"Essa coisa de empresa quebrar, isso é piada. Tem um monte de empresas que quebra por problemas, por fraude, se tem um mau gestor na empresa e comete uma fraude, pode levar a empresa a quebrar. Por briga de sucessão, que é o caso das Casas Bahia, então nós precisamos separar as coisas. Eu não conheço na história, no Brasil e no mundo, uma empresa que tenha quebrado por redução de jornal de trabalho", disse o ministro.

A proposta de emenda à Constituição (PEC) que põe fim à jornada de seis dias de trabalho por um de descanso (6x1) foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado no dia 2 de setembro, mas deve passar por dois turnos de votação no plenário da Casa apenas após as eleições.

Marinho acrescentou que sempre que há uma mudança nas leis trabalhistas, há discussão sobre a possibilidade de prejudicar a economia, mas que muitas delas tiveram resultados positivos.

"Quando criou-se o décimo terceiro foi a mesma discussão, de que iria quebrar a empresa, quando criou a licença maternidade nem se fala, de que não contratariam mais mulheres, teria demissão de mulheres, e não foi o que aconteceu. Isso [discussão] aconteceu com as férias, aconteceu quando reduziu de 48 para 44 [a jornada] na Constituinte 88. Os debates foram os mesmos, 'as empresas vão quebrar, vão gerar desemprego', e na verdade foi ao contrário", avaliou o Marinho.

"O que vai acontecer é fortalecer a relação do trabalhador com a empresa, e o trabalhador, a trabalhadora, tendo melhor condição física, psíquica, ele poderá se dedicar melhor ao seu trabalho, o teu produto, da tua qualidade, da tua produtividade", acrescentou.

Apesar disso, o ministro disse que é importante entender a preocupação dos empresários e dialogar com eles, para escutar as demandas e encontrar na legislação um formato para organizar as escalas de trabalho.

O ministro esclareceu ainda que há muitas informações desencontradas sobre a PEC, como o supostamento fechamento no fim de semana, o que não corresponde ao projeto.

"Uma coisa é o debate da redução do jornal de trabalho, de 44 para 40 horas semanais sem redução de salário, e outra é o direito da pessoa, do trabalhador, ter duas folgas na semana. E você pode, ouvindo os trabalhadores e empregadores, organizar, porque muitos empresários falam assim: 'mas eu preciso trabalhar o sábado'. Não está proibido trabalhar o sábado, não está proibido trabalhar domingo, não é essa a lógica do debate sobre a escala 6x1. O que está proibido, se aprovado, é que o trabalhador trabalhe 6 dias sem uma remuneração extraordinária", explicou.

Marinho ressaltou que além da escala 5x2, há outros tipos de escala, como a 12x36, e outras possibilidades que podem ser determinadas em acordo coletivo de trabalho.

Por fim, o ministro disse estar confiante de que a PEC será aprovada no Senado.

Votação no Senado

Na última quinta-feira (3), o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que a PEC que prevê o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais será votada após as eleições.

A declaração ocorreu durante sessão deliberativa no plenário da Casa, em resposta a um apelo feito pelo senador Paulo Paim (PT-RS), que anunciou a aposentadoria e cumpre o último mandato parlamentar no Congresso Nacional.

Um dia antes, sem ter garantia sobre os votos necessários para aprovar a PEC, e sob obstrução da oposição, a base do governo no Senado decidiu não arriscar apreciação do texto em plenário, processo que exige 49 votos em dois turnos.

O texto passou apenas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A previsão é que o novo esforço concentrado de votação legislativa ocorra na segunda semana de outubro.

O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro e um eventual segundo turno, para 25 de outubro.

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