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Lisura

Presidente filiou 19 clubes amadores "às vésperas" da eleição

Em pleito acirrado com André Baird, votos de instituições semiprofissionais decidiram a vitória de Estevão Petrallás, enquanto o concorrente venceu entre as equipes que estão na elite do futebol sul-mato-grossense

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Determinantes para a condução de Estevão Petrallás à cadeira de novo presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS), 19 clubes amadores foram filiados às vésperas da eleição vencida pelo ex-dirigente do Operário na última terça-feira (8).

Segundo relatório presente no site oficial da entidade, em novembro do ano passado, apenas 37 clubes e instituições estavam aptos a participar da eleição, contudo, o número de votantes subiu para 51 no mês da disputa, crescimento de 37%, justificado pela adesão de novos filiados.

Passado o período eleitoral, alguns dirigentes questionam justamente a lisura do processo, visto que a lista oficial com o nome das equipes que participaram da eleição foi publicada somente na semana dos votos. 

Outro ponto de incômodo aos demais dirigentes, foi a falta de transparência da FFMS quanto ao período em que os novos clubes se filiaram. Cabe destacar que o estatuto destaca que todos os votantes deveriam se filiar, pelo menos, 60 dias antes da eleição, fator que não é passível de ser confirmado junto à entidade. 

“Parágrafo terceiro do Art. 18 do estatuto da FFMS: Serão consideradas entidades filiadas aptas a votarem, aquelas que atendam às condições deste Estatuto Social e estejam em dia com suas obrigações financeiras com a Federação e a CBF, com 60 (sessenta dias) de antecedência ao pleito eleitoral”, conforme consta no estatuto da entidade sul-mato-grossense.

Abaixo a lista de clubes filiados durante o período mencionado

  • Bataguassu
  • Pelezinho
  • CEART
  • Atlético Santista
  • Camapuã Atlético Clube
  • Clube Atlético de Mato Grosso do Sul
  • Clube Esportivo Guaicurus
  • Esporte Clube Rio Pardo
  • Instituto Bola de Ouro
  • Instituto Operário Solidário
  • Liga Esportiva Aquidauanense
  • Liga Esportiva Coxinense
  • Liga Esportiva de Anastácio
  • MS Fênix Atividades Esportivas S.A
  • Ponta Porã Sociedade Esportiva
  • Redenção Futebol Clube
  • SERC
  • Sociedade Esportiva Nova Andradina
  • Terenos E.C./Falcões

Todos os citados acima, instituições amadoras, tiveram peso 1 na eleição para presidente da entidade. Como reportado pelo Correio do Estado, Petrallás venceu André Baird por uma diferença de apenas 9 votos.

A disputa

Interinamente no cargo desde maio de 2024, Petrallás venceu de forma oficial a disputa pela presidência da Federação de Futebol de Mato-Grosso do Sul na última terça-feira (8), e por um placar apertado de 48 a 39, levou a melhor diante de André Baird, presidente do Costa Rica Esporte Clube.

Além das comemorações, a vitória garantiu a Petrallás um mandato até 2027, e um salário de R$ 215 mil, montante repassado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aos presidentes de federações, [conforme divulgado pela Revista Piauí ao longo da última semana].

Diante da diferença de votos e do sistema de disputa, é possível afirmar que Petrallás venceu graças aos clubes amadores. Isso porque com 51 filiados, os votos das equipes profissionais da elite tinham peso 3; clubes profissionais fora da elite votaram com peso 2, enquanto os demais votantes possuíam peso 1 na disputa.

Entre os clubes profissionais da elite, Baird recebeu seis votos, enquanto Petrallás foi o escolhido por quatro equipes; entre as equipes com peso 2, a disputa foi acirrada, com Petrallás escolhido por 9 equipes, e Baird por 8.

Ou seja, após a atribuição de peso aos votos, Baird estava à frente de Petrallás pelo placar de 34 a 30, entretanto, o então presidente interino conquistou a preferência de 18 equipes amadoras, enquanto André Baird foi selecionado por apenas cinco times. 

Além de garantir a chefia do futebol sul-mato-grossense até 2027, o ex-presidente do Operário também assegurou um salário de R$ 215 mil, já que todos os presidentes de federações estaduais receberam aumento salarial de 330%, como noticiado pela Revista Piauí na polêmica edição de abril.

FFMS & Eleições

Chefão do futebol sul-mato-grossense nos últimos 28 anos, Francisco Cezário foi preso em maio do último ano durante a deflagração da Operação Cartão Vermelho. Com a queda, o cargo de presidente da FFMS ficou vago, mas Estevão Petrallás assumiu interinamente depois da CBF decidir pela sua nomeação.

Em novembro, em documento assinado por Ednaldo Rodrigues, seu mandato interino foi renovado por mais seis meses. Em janeiro deste ano, Petrallás concedeu entrevista exclusive ao Correio do Estado. Para conferir ela completa, clique aqui.

Em retorno ao Correio do Estado, Andre Baird disse que não vai questionar o pleito, entretanto, disse que caso haja alguma alteração jurídica que permita a retomada da disputa, ele está à disposição.

"Não vou questionar a disputa, sobretudo porque qualquer coisa neste sentido poderia me colocar como um 'mal perdedor', e não quero isso. Voltei para Costa Rica, e neste momento volto minha preocupação ao clube", disse à reportagem.  

*Saiba

A reportagem entrou em contato com a FFMS para saber a data de filiação dessas 19 instituições. Em retorno, a entidade destacou que a demanda será respondida entre os próximos três dias. 

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Copa do Mundo

De garoto de projeto social a convocado para a Copa: a história de Éderson

Volante da Atalanta foi chamado por Carlo Ancelotti após corte de Wesley e tem trajetória marcada pelo Instituto Bola de Ouro, em Campo Grande.

08/06/2026 18h02

Foto: Arquivo do Instituto Bola de Ouro.

Foto: Arquivo do Instituto Bola de Ouro. Foto: Arquivo

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A convocação do volante Éderson para a Seleção Brasileira que disputará a Copa do Mundo de 2026 teve um significado especial para Campo Grande.

Natural da capital sul-mato-grossense, o jogador da Atalanta, da Itália, foi chamado pelo técnico Carlo Ancelotti para substituir o lateral-direito Wesley, cortado da competição após sofrer uma lesão muscular na coxa esquerda durante amistoso da Seleção.

A notícia mobilizou não apenas torcedores e familiares, mas também aqueles que acompanharam de perto os primeiros passos do atleta. Entre eles está o Instituto Bola de Ouro, projeto social esportivo onde Éderson iniciou sua formação ainda criança e construiu os alicerces que o levariam ao futebol profissional.

Para os responsáveis pelo instituto, a convocação representa muito mais do que uma conquista individual. É a confirmação de que um trabalho desenvolvido há mais de duas décadas, voltado à formação esportiva e cidadã de crianças e adolescentes, pode transformar vidas.

Segundo o presidente do Instituto Bola de Ouro, professor Jairo Cesar, que conversou com a reportagem do Correio do Estado, Éderson chegou ao projeto aos seis anos de idade e rapidamente chamou a atenção pelo talento acima da média.

"Falar sobre a trajetória do Éderson é, para nós, reviver a essência do que construímos ao longo de 21 anos no Instituto Bola de Ouro. Ver um dos nossos pupilos vestir a camisa da Seleção Brasileira não é apenas um feito esportivo; é a materialização de um compromisso social que iniciamos quando ele tinha apenas seis anos", afirmou.

De acordo com o educador, o volante já apresentava características que o diferenciavam dos demais atletas da mesma idade.

"O Éderson sempre foi um garoto singular. Dentro de campo, demonstrava uma maturidade técnica notável, atuando sempre em categorias superiores à sua faixa etária. Fora dele, cultivava valores raros: era prestativo, empático e comprometido com o bem da comunidade, como bem lembramos de suas ações voluntárias no Asilo São João Bosco", recordou.

Foto: Arquivo do Instituto Bola de Ouro.Foto: Arquivo do Instituto Bola de Ouro.

Além dos treinamentos, o atleta participou de ações sociais promovidas pela instituição, incluindo atividades voluntárias junto ao Asilo São João Bosco, experiências que ajudaram a moldar valores que, segundo os educadores, permanecem presentes em sua trajetória.

Superação antes do sucesso

A caminhada rumo ao futebol de alto rendimento, porém, esteve longe de ser simples.

Em um dos momentos mais delicados da juventude, Éderson enfrentou uma reprovação em uma avaliação realizada em São Paulo. O resultado abalou sua confiança e o fez considerar abandonar o sonho de se tornar jogador profissional.

Foi nesse período que o suporte recebido no Instituto Bola de Ouro se tornou decisivo.

"No entanto, o futebol é um caminho de provações. Em um momento crucial, após uma reprovação em um teste em São Paulo, Éderson sentiu o peso do desânimo e cogitou interromper sua caminhada. Foi então que o nosso trabalho de base, que vai muito além da bola, entrou em cena", relatou Jairo.

Segundo ele, o jovem recebeu orientação para compreender que os obstáculos fazem parte da formação de qualquer atleta.

"Reforçamos a ele que o esporte, tal qual a vida, é uma construção feita de degraus. Ensinamos que o fracasso é um professor necessário e que a resiliência é o maior talento de um atleta."

Com disciplina e perseverança, Éderson retomou o caminho do desenvolvimento esportivo e começou a construir uma trajetória que o levaria aos principais centros do futebol nacional e internacional.

De Campo Grande para a Europa

Após deixar Mato Grosso do Sul, Éderson iniciou sua carreira nas categorias de base do Desportivo Brasil. O volante ganhou projeção nacional no Cruzeiro, passou por Corinthians e Fortaleza antes de seguir para o futebol italiano.

Na Europa, atuou pela Salernitana e posteriormente se transferiu para a Atalanta, clube onde alcançou o melhor momento da carreira. Com atuações consistentes no Campeonato Italiano e em competições europeias, tornou-se um dos principais meio-campistas brasileiros em atividade no exterior.

A convocação para a Copa do Mundo veio após Wesley sofrer uma lesão muscular e ser cortado da Seleção Brasileira. Diante da baixa, Carlo Ancelotti optou por chamar Éderson para integrar o elenco brasileiro.

Orgulho para Campo Grande

No Instituto Bola de Ouro, a convocação foi recebida como uma conquista coletiva.

"Ele acolheu cada palavra. Com disciplina e foco, superou cada obstáculo, trilhando um caminho sólido pelo Desportivo Brasil, Cruzeiro, Corinthians, Fortaleza e, mais recentemente, pela Atalanta. Hoje, ao vê-lo convocado para a Copa do Mundo, o Instituto Bola de Ouro está em festa. Celebramos a vitória da persistência e o sucesso de um campo-grandense que nunca esqueceu suas raízes", destacou Jairo Cesar.

Foto: Arquivo do Instituto Bola de Ouro.Foto: Arquivo do Instituto Bola de Ouro.

O dirigente afirma que o sentimento é de orgulho por ter participado dos primeiros passos da carreira do atleta.

"Seguimos em torcida vibrante, honrados por termos feito parte dos primeiros degraus dessa história e na expectativa de vê-lo brilhar nos gramados, quem sabe presenteando nossa cidade e nosso projeto com um gol que eternizará essa jornada de superação."

Convocação surpreendeu jogador em Campo Grande

A chamada da Seleção pegou Éderson de surpresa. O volante passava férias em Campo Grande, sua cidade natal, quando recebeu a notícia da convocação emergencial para a Copa do Mundo.

Segundo relatos da imprensa internacional, ele precisou reorganizar rapidamente a viagem para se apresentar ao grupo nos Estados Unidos.

O episódio reforçou o vínculo que o atleta mantém com suas origens. Mesmo consolidado no futebol europeu, Éderson continua sendo lembrado como um dos principais exemplos de sucesso surgidos no esporte sul-mato-grossense.

Segundo jogador sul-mato-grossense em Copa

O volante Éderson, 27 anos, será o segundo jogador sul-mato-grossense a defender a seleção brasileira em uma Copa do Mundo. Antes dele, o atacante Mueller - também nascido em Campo Grande - participou das copas de 1990 e de 1994. 

Novo Clube

A convocação para a Copa do Mundo ocorre em um momento de ascensão na carreira de Éderson. O volante sul-mato-grossense está prestes a dar um dos maiores passos de sua trajetória ao trocar a Atalanta, da Itália, pelo Manchester United.

Segundo a imprensa europeia, o clube inglês chegou a um acordo com a equipe italiana para a contratação do jogador por cerca de 40,5 milhões de euros, com bônus que podem elevar o valor da negociação.

A transferência coloca Éderson em um dos maiores palcos do futebol mundial e reforça a rápida evolução de quem começou em um projeto social de Campo Grande antes de alcançar a Seleção Brasileira
 

 

Integrado

Convocado às pressas, Éderson se junta à seleção nos EUA

Volante foi chamado para substituir o lateral Wesley, cortado por lesão

08/06/2026 14h30

Foto: Divulgação / CBF

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O volante campo-grandense Éderson dos Santos, de 26 anos, já está integrado à delegação da seleção brasileira nos Estados Unidos após ser convocado às pressas para a Copa do Mundo de 2026. Chamado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para substituir o lateral Wesley, cortado por lesão, o jogador desembarcou em Nova Jersey na manhã desta segunda-feira (8), menos de 24h após receber a convocação.

A nomeação foi anunciada pela CBF no domingo (7), após Wesley sofrer uma lesão na coxa esquerda durante o amistoso contra o Egito, disputado na noite anterior. Com a mudança, Éderson passa a fazer parte do grupo brasileiro às vésperas da estreia na Copa do Mundo, marcada para o próximo sábado (13), contra o Marrocos.

O jogador já está hospedado com a delegação no hotel The Ridge, em Nova Jersey, onde a seleção realiza os últimos preparativos antes do início da competição.

A convocação de Éderson marca um momento histórico para Mato Grosso do Sul. O volante se torna o primeiro sul-mato-grossense a defender a seleção brasileira em uma Copa do Mundo após 32 anos.

De surpresa 

O volante estava na Capital e curtia suas férias do futebol europeu quando foi convocado.  No sábado, participou da cerimônia de casamento do amigo e também jogador Rômulo, meio-campista do Tigres-MEX.

Além do "susto", o jogador de origem terena possui negociações avançadas para trocar a Atalanta, da Itália, pelo Manchester United, da Inglaterra, por mais de R$ 260 milhões.

O meio-campista nasceu em Campo Grande, em julho de 1999. Mesmo que tenha saído cedo da capital sul-mato-grossense para seguir o sonho de ser jogador de futebol, Éderson parece não ter esquecido de suas raízes sul-mato-grossenses.

Em uma postagem recente de sua esposa, a influenciadora Myckaela Lobianco, é possível foi possível ver jogador em uma academia da Capital. 

Antes dele, apenas Muller, também nascido em Campo Grande, havia representado a cidade em Mundiais. O ex-atacante participou das Copas de 1986, 1990 e 1994, atuando como ponta direita. Coincidentemente, a última vez que um campo-grandense esteve em campo pela seleção em uma Copa foi justamente em 1994, quando o Brasil conquistou o tetracampeonato mundial, também nos Estados Unidos.

Nascido em 31 de janeiro de 1966, Luis Antônio Corrêa da Costa, o Muller iniciou a carreira no Operário e ganhou projeção nacional com a camisa do São Paulo. Ao longo da trajetória, tornou-se um dos poucos jogadores a atuar pelos cinco grandes clubes paulistas: São Paulo, Palmeiras, Santos, Corinthians e Portuguesa.

Após encerrar a carreira como atleta, Muller passou a atuar como comentarista esportivo. Atualmente integra a equipe da Record TV em São Paulo, emissora que transmite partidas do Campeonato Brasileiro em parceria com a TV Globo.

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