Cidades

CAMPO GRANDE

Agetran vence 'cabo de guerra' judicial e publica nova leva de multas

Em cerca de 35 páginas há a relação de milhares de multas e autuações, um volume de cerca de sete mil infrações, das quais cerca de 3,2 mil são referentes a excesso de velocidade

Desembargador Amaury da Silva Kuklinski concedeu decisão parcial em favor do município de Campo Grande, barrando a liminar que havia determinado a suspensão das multas aplicadas sem contrato vigente. 

Desembargador Amaury da Silva Kuklinski concedeu decisão parcial em favor do município de Campo Grande, barrando a liminar que havia determinado a suspensão das multas aplicadas sem contrato vigente.  - Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Depois de "vencer" todo o "cabo de guerra" judicial que decidiu se as multas aplicadas na Capital nos últimos 12 meses, após vencimento do contrato original de radares e antes do novo firmado há poucos meses, seriam válidas ou não, uma nova leva desses registros foi publicada hoje (03) com milhares de motoristas autuados. 

Toda essa novela começou após o vencimento do contrato original de radares data de 05 de setembro de 2024, a partir de quando a Pasta começou a ser questionada a respeito da continuidade do serviço e legalidade. 

Mesmo sem contrato, já que desde 2018 a gestão desses equipamentos era responsabilidade do Consórcio Cidade Morena, anotando assim o máximo de aditivos permitidos no período, as multas seguiram sendo cadastradas na Capital, com pelo menos 94 páginas de autuações de veículos publicadas entre os dias 23 de setembro e 03 de outubro de 2024, menos de um mês após o fim do acordo entre as partes. 

Hoje (03), o suplemento I publicado no Diogrande traz três editais em 38 páginas, com aproximadamente apenas as duas últimas contendo as chamadas notificações de penalidades de advertência por escrito, aquelas que deixam de ser multas pelo "bom comportamento" do motorista nos 12 meses anteriores. 

Ou seja, em cerca de 35 páginas há a relação de milhares de multas e autuações cadastradas no período entre 11 e 20 de setembro deste ano, um volume de cerca de sete mil infrações, das quais aproximadamente 3,2 mil são referentes a excesso de velocidade. 

Para seguir com os pagamentos ao antigo consórcio, enquanto não havia uma nova empresa para tocar os radares, através da Agetran o Executivo formalizou dois "Termos de Reconhecimento de Dívida" de aproximadamente R$2,5 milhões cada, somando R$5.093.167,19. 

Segundo a Agetran, os reconhecimentos de dívidas seriam "medida legítima para evitar enriquecimento ilícito da Administração", sendo que sem radares e lombadas - e suas respectivas multas - a pasta da Capital deixa de contar com cerca de R$3 milhões ao mês. 

Multas legais? 

Ex-prefeito de Campo Grande, agora enquanto vereador, Marquinhos Trad aparece como autor da ação que tentou anular mais de 320 mil autuações, como acompanha o Correio do Estado, aplicadas no período em questão. 

Cabe destacar que, mesmo após abertura da ação para anulação, as multas seguiram sendo cadastradas em Campo Grande neste 2025 e, sobre a nova leva de notificações, ao Correio do Estado Trad disse achar a situação um "absurdo", tendo em vista que não existia um contrato vigente para o período. 

Diante do caso, o Juiz de Direito, Flávio Renato Almeida Reye chegou a expedir uma liminar, pedindo para o município de Campo Grande "cessar a aplicação de penalidades decorrentes desses aparelhos de fiscalização, e de cobrar multas eventualmente aplicadas". 

Porém, mesmo com decisão para evitar que multas sejam pagas, que penalidades sejam aplicadas e inclusive que pagamentos indevidos fossem feitos ao Consórcio Cidade Morena, a Pasta se mostrava convicta na crença de que conseguiriam receber a arrecadação pelas autuações. 

Isso porque, a Agetran chegou a "afrontar" a decisão judicial em 12 de setembro, com a notificação de mais sete mil condutores em Campo Grande, menos de uma semana depois que a liminar havia sido expedida

A Pasta chegou a recorrer ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul para revalidar milhares de multas em Campo Grande, alegando que o trânsito poderia se tornar um caos, gerando um consequente aumento no registro de acidentes e um possível reflexo no número de óbitos e lesões na Capital. 

Nessa ocasião, o advogado Valdir Custódio apontou ao Correio do Estado que tal argumento seria infundado pois, diferente da coleta de lixo, saúde, segurança sanitária, o serviço de fiscalização eletrônica não seria classificado como "essencial".

Segundo o advogado, a Agência possui viatura, moto e agentes treinados para cuidar do trânsito e lavrar infrações, como bem abordou o Correio do Estado quando a Capital já estava sem radar, com a possibilidade de multar apenas com bloco e app do Detran

Cabo de guerra

Em agravo de instrumento, a Agetran afirmou que "a liminar deferida, ao determinar a cessação das penalidades via AGETRAN, não pode ser cumprida (por ausência de competência da autarquia municipal), além de não afetar a validade dos atos sancionatórios regularmente praticados pelo Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS)".

Com isso, foi requerido integral provimento ao agravo de instrumento, reformando-se a decisão agravada, assegurando-se a continuidade e regularidade da atuação da Agetran, na defesa da ordem pública e da segurança no trânsito. 

Ao Correio do Estado, Marquinhos Trad afirmou que ficou clara a "demonstração de como a Prefeitura de Campo Grande 'cuida' da sua gente", diante da nova leva de autuações que haviam sido publicadas mesmo após a liminar. 

"O diretor (Paulo da Silva) não publicaria se não tivesse aval da prefeita e da PGM [Procuradoria Geral do Município], do departamento jurídico. Ele só fez a publicação, porque vai alegar que não foram avisados ou intimados oficialmente . Conclusão, continuam cometendo atos de improbidade administrativa", disse ele na ocasião. 

Após a empresa Serget Mobilidade Viária sair vencedora da concorrência com uma oferta de R$ 47,9 milhões, quase R$ 3 milhões a menos que os R$ 50,2 milhões estipulados pelo certame, em um contrato de 24 meses que pode se estender por um prazo total de até 10 anos no comando dos radares de Campo Grande, a nova responsável precisará agora trocar todos os radares

Já em 26 de setembro, há exatamente uma semana, o desembargador Amaury da Silva Kuklinski concedeu decisão parcial em favor do município de Campo Grande, barrando a liminar que havia determinado a suspensão das multas aplicadas sem um contrato vigente. 

Em outras palavras, com essa decisão, as multas antes suspensas passaram a valer, enquanto a própria questão contratual seguiu para análise do Tribunal de Contas e do colegiado do TJMS.

Por outro lado, o TJMS manteve o sentido da liminar quanto à ordem de cessação do pagamento das chamadas “confissões de dívidas”, com as partes possuindo cerca de mais uma semana de prazo agora para responder ao recurso, em conformidade com o Código de Processo Civil.
**(Colaborou Alison Silva)

 

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ACESSO À CULTURA

Espaços culturais de Campo Grande terão novos horários

Ampliação do funcionamento é para garantir maior acesso da população durante e aos finais de semana, além de feriados

26/03/2026 10h40

Foto: Marcelo Victor

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A partir desta quinta-feira, as unidades culturais de Campo Grande irão ter novos horários de funcionamento. Com objetivo de equilibrar a oferta das atividades na Capital, os horários em sua maioria vão de segunda à sábado.

Por meio do Diário Oficial (Diogrande) de hoje, a Fundação Municipal de Cultura (FUNDAC) divulgou os novos horários de seis locais e busca atender o público em regime de escala com variações entre dias úteis e finais de semana.

Entre as unidades que atualizaram os horários estão a Casa de Cultura, o Memorial da Cultura Indígena, a Morada dos Baís, o Museu José Antônio Pereira, a Plataforma Cultural e a Praça Ary Coelho.

A novidade é com base no Decreto nº 16.556/2026, que estabelece diretrizes para adequação dos horários de funcionamento dos serviços públicos municipais. Além de alguns aderirem os sábados, outros ampliaram durante a semana, para que o público tenha mais opções de acesso e também para obter padronização das atividades culturais.

A proposta é manter o sistema regular dentro das diretrizes de economia e organização dos serviços municipais da categoria.

Confira os horários:

> Casa de Cultura

  • Segunda a sexta-feira: 9h às 18h
  • Sábado: 9h às 12h

> Memorial da Cultura Indígena

  • Segunda, quarta e sexta: 7h30 às 13h30
  • Terça e quinta: 7h30 às 17h30
  • Sábado: 8h às 12h

> Morada dos Baís

  • Terça a sexta-feira: 7h às 17h
  • Sábado: 8h às 12h

> Museu José Antônio Pereira

  • Terça a sexta-feira: 9h às 17h
  • Sábado e domingo: 13h às 17h

> Plataforma Cultural

  • Segunda a sexta-feira: 6h às 18h
  • Sábado: 14h às 18h

> Praça Ary Coelho

  • Segunda a sábado: 7h às 18h
  • Domingos e feriados: fechado

Os horários podem ser ajustados conforme a necessidade.

 

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Oportunidades

Funsat abre nesta quinta-feira 1.341 oportunidades de emprego

115 profissões distintas são ofertadas por 142 empresas diferentes

26/03/2026 10h35

Funsat oferece 1.341 vagas de empregos nesta quinta-feira

Funsat oferece 1.341 vagas de empregos nesta quinta-feira Arquivo / Agência Brasil

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Nesta quinta-feira (26) a Fundação Social do Trabalho (Funsat), abriu mais 1.341 vagas de emprego, para 115 funções diferentes, oferecidas por 142 empresas diferentes em Campo Grande. 

Das 1.341 vagas disponíveis, 913 são reservadas para o perfil aberto, ou seja, não necessita de experiência prévia. 

No quadro geral de vagas, estão a disposição almoxarife (5), analista de crédito (2), atendente de lojas e mercados (82), auxiliar de linha de produção (27), auxiliar operacional de logística (50), consultor de vendas (18), gerente de loja e supermercado (10), além de oportunidades para mecânico de automóvel e caminhão.

Para o perfil aberto tem funções como agente de saneamento (10), ajudante de carga e descarga (43), auxiliar de cozinha (18), repositor em supermercados (35), servente de pedreiro (9), pedreiro (3) e vendedor interno (2).

Já para o público PCD, foram disponibilizadas 17 vagas nas seguintes funções: repositor de mercadorias, auxiliar administrativo, auxiliar de linha de produção, empacotador à mão, motorista de caminhão, porteiro e auxiliar de limpeza.

Para estar apto à concorrer às vagas, tem que estar com o cadastro atualizado na Funsat. O atendimento acontece na Rua 14 de Julho, 992, na Vila Glória, das 7h às 16h, e no Polo Moreninhas, na Rua Anacá, 699, das 7h às 13h.
 

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