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Sem Caixa

Após um novo corte de verbas, Governo Federal "zera" caixa da UFMS

Com os cortes, a universidade pública federal teme não arcar com serviços cruciais para o funcionamento da entidade, além dos auxílios estudantis.

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Com mais de R$ 9 milhões do orçamento bloqueados pelo governo federal em 2022, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) afirma que não será possível realizar os pagamentos de serviços terceirizados, além de bolsas e auxílios à acadêmicos em situação de vulnerabilidade socioeconômica. 

Conforme informações da UFMS, serão mais de 4 mil estudantes prejudicados. Na prática, os bloqueios afetam bolsas e auxílios de apoio a estudantes com deficiência, de permanência, de moradia, de alimentação e de creche, além das bolsas de iniciação científica, de pesquisa e de estágio.

Ainda de acordo com a Universidade, não serão pagos, além dos contratos de serviços terceirizados, diárias e outros serviços contratados, cruciais para a garantia do bom funcionamento logístico da Fundação.

A pró-reitora de Planejamento, Orçamento e Finanças da UFMS, Dulce Tristão, afirma que a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul não recebeu nenhum repasse do Ministério da Educação (MEC).

“Rotineiramente, nos primeiros dias de cada mês, é liberado recurso financeiro pelo governo para pagamento das despesas liquidadas no mês anterior. Entretanto, até o momento, a Universidade não recebeu nada”, explica.

Histórico de Cortes

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES), afirma que foram cerca de R$ 1,4 bilhão bloqueados na Educação, anunciados durante o jogo da seleção brasileira (no dia 28 de novembro), sendo que deste valor, R$ 344 milhões seriam retirados das contas das universidades públicas federais. 

Além disso, por meio de um decreto  enviado pelo Setor Financeiro do MEC, na noite de 1º de dezembro, foi informado que as Universidades Federais não receberão repasses financeiros até o final deste ano.

“De maneira inacreditável, as universidades e os institutos federais viram acontecer uma reviravolta na questão do bloqueio de seus recursos. De um lado o Ministério da Educação restituiu os limites dos nossos gastos, de outro, o Ministério da Economia simplesmente retirou os recursos”, afirmou em vídeo publicado nesta sexta-feira (02), o presidente da Andifes, reitor Ricardo Marcelo Fonseca (UFPR).

Ainda conforme Ricardo Fonseca, os cortes inviabilizam os pagamentos de serviços essenciais, como as contas de água e luz, coleta de lixo, bem como os serviços terceirizados de manutenção dos campi de ensino federal público do Brasil.

Além disso, o presidente da Associação informa que o corte de verbas do ensino público superior, afetará inclusive compromissos financeiros já estabelecidos anteriormente:

“A máquina pública precisa continuar girando, e as universidades precisam manter seus compromissos. Estamos na esperança e no diálogo para que esta situação seja revertida, por sua imensa gravidade, o mais breve possível”, ressaltou o presidente da Andifes.

A acadêmica e bolsista do Programa de Pós-Graduação Estudos de Linguagens da UFMS, que preferiu não identificar-se, informa que a plataforma do aplicativo da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), utilizada para informar os bolsistas sobre os pagamentos de auxílios, estava fora do ar e apresentava a mensagem:

“O acesso ao serviço de consulta de bolsas está impossibilitado no momento”.

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POMBO CORREIO

Sobrinhos de Marcinho VP levavam recados ao chefão do CV em MS

Liderança histórica da facção criminosa usava a rede de comunicação para manter contato com a alta cúpula

29/10/2026 08h25

Alvo preso durante a operação Cesura, que investiga uma rede de comunicação entre presos e líderes foragidos do CV

Alvo preso durante a operação Cesura, que investiga uma rede de comunicação entre presos e líderes foragidos do CV Divulgação: Polícia Federal

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A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso do Sul (FICCO/MS) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado Nacional do Ministério Público Federal (GAECO Nacional/MPF) deflagraram, na manhã desta quinta-feira (29), a Operação Cesura, para desarticular o canal de comunicação utilizado por Marcinho VP, um dos chefões históricos do Comando Vermelho, preso na Penitenciária Federal de Campo Grande.

Marcinho utilizava o canal, por meio de dois sobrinhos, para manter contato com integrantes da alta cúpula da organização, que estão em liberdade.

As equipes policiais cumprem um mandado de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e dois mandados de busca e apreensão, nos municípios do Rio de Janeiro (RJ) e de Belford Roxo (RJ).

A prisão preventiva é cumprida na própria Penitenciária Federal da Capital, onde o investigado permanecerá custodiado. As medidas foram decretadas pela 3ª Vara Federal de Campo Grande.

A análise de dados de um dos principais líderes da facção, foragido da Justiça, revelou que os dois sobrinhos do preso atuariam como mensageiros entre ele e a organização.

Segundo as investigações, um dos alvos visitava frequentemente o chefão em Campo Grande, após contatos com a liderança foragida no Rio de Janeiro. Mensagens indicam que integrantes da organização criminosa ainda reconhecem o custodiado como líder do CV.

Um dos familiares de Marcinho VP ocupa cargo comissionado em câmara municipal da Baixada Fluminense e adquiriu, nos últimos dois anos, patrimônio que se mostra, em princípio, incompatível com a renda declarada.

Recentemente, sua esposa, Márcia Gama Nepomuceno, e seu filho Lucas Santos Nepomuceno, foram presos na Operação Backbone, que investiga o monopólio imposto pelo Comando Vermelho sobre o fornecimento de internet em comunidades do Rio. 

Além disso, Márcia é apontada em investigações anteriores como um dos elos de comunicação da facção entre o sistema prisional e integrantes fora dos presídios. Lucas teve sua prisão revogada na última segunda-feira (26).

Origem da operação

A investigação teve início a partir de provas compartilhadas pelo GAECO/MPF no Rio de Janeiro, obtidas no âmbito da Operação Red Fox, que apura o tráfico internacional de armas de grosso calibre e de drogas pelo Suriname, fronteira norte do país. Arnaldo Ribeiro, fornecedor de armas do Comando Vermelho, foi preso nesta fase, no dia 22 de junho deste ano. De acordo com a PF, ele movimentou R$ 150 milhões.

Na Red Fox, foram cumprido 13 mandados de prisão. A 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro também determinou o bloqueio de meio bilhão de reais em bens e a suspensão das atividades econômicas de empresas de fachada.

De acordo com as investigações da Superintendência da PF no Rio de Janeiro e do Gaeco/MPF, Arnaldo Ribeiro negociou a compra de 10 fuzis AK-47 para a facção.

Além do fornecedor de armas do CV, a mulher dele, Denise Mendonça, também foi detida pela polícia surinamesa em uma mansão em Paramaribo. O casal foi extraditado e recebeu voz de prisão pela PF ao desembarcar em Belém (PA).

Arnaldo negociava diretamente com Edgard Alves Andrade, o Doca, um dos chefões do CV e que está foragido. Doca foi um dos alvos de prisão da Operação Red Fox, mas não foi encontrado.

Já Denise, de acordo com a PF, era uma operadora logística e financeira do esquema. Além do casal, outros 2 investigados foram presos na Red Fox.

Operação Tomada de Contas

PF deflagra operação em MS e mais dois estados para investigar contratos públicos

Conforme divulgado, é apurado tratamento diferenciado na liberação de recursos públicos

29/10/2026 08h19

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (29), a Operação Tomada de Contas em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e São Paulo para investigar possíveis irregularidades na gestão de contratos administrativos.

Conforme divulgado pela PF, a investigação também apura pagamentos a servidores do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), cujo presidente teria sido preso nesta manhã. Mais de 180 policiais federais participam da operação, que cumpre 26 mandados de busca e apreensão.

A apuração investiga o possível uso da suspensão de contratos administrativos como forma de pressionar fornecedores, além de tratamento diferenciado na liberação de recursos públicos.

Autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), a operação também apura divergências em pagamentos a empresas, movimentações financeiras atípicas envolvendo servidores públicos e saques recorrentes em espécie.

A investigação busca identificar possíveis relações entre créditos bancários e retiradas realizadas nas dependências da instituição.

Ainda não foram divulgados detalhes da operação no que se refere a Mato Grosso do Sul. 

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