Cidades

EM GREVE

Ignorados pela prefeita, professores buscam ajuda da Câmara para conversar com Adriane Lopes

Magistrados da educação estão paralisados desde a última sexta-feira (02), após a chefe do Executivo Municipal não cumprir com acordo firmado ainda em março

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Professores, que seguem em greve após não serem recebidos pela prefeita Adriane Lopes, depois das manifestações ontem (05) na Prefeitura, buscam agora ajuda da Câmara Mnicipal, para ao menos serem ouvidos. 

"A prefeita não recebeu a gente na sexta (02), nem ontem (5). Hoje viemos na Casa como programação da greve, pedir apoio dessa casa para destravar e marcar uma reunião com ela [Adriane], para atender a ACP", afirma Lucílio Nobre. 

Presidente do Sindicato Campo-Grandense dos Professores da Educação Pública, ele sinaliza que a ACP realiza amanhã, às 08h, uma assembleia para avaliar o movimento grevista, e propor novas ações. 

Presidente da Comissão Permanente de Educação e Desporto, o então vereador, professor Juari (PSDB), classifca as ações da ACP como legítimas. 

"É um movimento da categoria que não, que não foi atendida. Foi feita uma lei. Então simplesmente, eles estão legitimamente aqui e tem o todo o apoio", comenta. 

Outro parlamentar que figura na Casa de Leis com o nome de profissão é profº Riverton que, em suas palavras, considera o movimento justo, dizendo que espera que Adriane Lopes cumpra o que foi acordado com a categoria ainda em março. 

"É uma pena que eles tenham que fazer esse movimento para estar recebendo o que é de direito. Que é o piso dos professores", frisa Riverton. 

Judicializada

Sobre a ação da Prefeitura diante da greve, que entrou no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, com pedido para que a greve seja considerada ilegal, na visão do vereador Marcos Tabosa, a Justiça teve uma postura "sábia". 

"Porque pediu para ouvir os professores, deu cinco dias. Se todo o judiciário primeiro perguntasse por quê da greve, garantiria para o senhor que as greves seriam todas legais", comenta ele. 

Sindicalista, ainda sobre a legitimidade da ação, ele garante que nenhum sindicato leva sua categoria para uma greve ilegal. 

Conforme o vereador, "alguém está mentindo nessa história", com as alegações de Adriane Lopes contrapondo um balanço do ex-secretário de finanças municipal, Pedro Pedrossian Neto. 

"Pedro Pedrossian Neto gravou um vídeo, dizendo que deixou mais de R$ 890 milhões em caixa, e chamou a Prefeita de incompetente e que não tem capacidade de diálogo. A equipe da prefeita diz que a Prefeitura não tem condições para nada, porque não tem dinheiro". 

Para o vereador, só os professores não estão mentindo e, por isso, não podem pagar o preço.

Riverton, integrante da comissão presidida por Juari, ressalta que o trabalho desse grupo com foco em Educação é estendido para professor, administrativo, e qualquer discussão junto ao executivo que precise de intermédio. 

"Não adianta a gente se alisar, não adianta não receber. Nós vamos sentar na mesa e achar a melhor maneira de atender os profissionais da educação, tem que pagar", afirma o parlamentar. 

Ainda, Juari pontua que o acordo foi feito entre a ACP e o Executivo, enquanto parlamentares "o que a gente pode fazer é cobrar"

"Quem tinha que entrar na justiça eram eles contra a prefeita, porque quem não cumpriu foi a prefeitura, não foram eles", complementa o presidente da comissão. 

 

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TRÊS LAGOAS (MS)

Homem morre eletrocutado após furtar fios na BR-158

Próximo ao corpo foram encontrados escada, mochila, alicate e corda, materiais possivelmente utilizados na tentativa de furto

29/10/2026 08h41

Homem morto eletrocutado caído na grama

Homem morto eletrocutado caído na grama Foto: Eliton Chaves/24h News MS

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Homem, que não teve a identidade divulgada, morreu eletrocutado após tentar furtar fios de alta-tensão (13.800 volts) da rede elétrica, na madrugada desta quinta-feira (29), às margens da BR-158, em Três Lagoas, município localizado a 327 quilômetros de Campo Grande.

Conforme apurado pelo site 24 News MS, a energia caiu por volta de 1h da madrugada na região. Uma equipe da Neoenergia foi enviada ao local e, durante a vistoria, encontrou um cabo parcialmente caído e o corpo de um homem próximo à fiação.

No local, foram encontrados uma escada, uma mochila, um alicate e uma corda, materiais possivelmente utilizados na tentativa de furto.

Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado, mas o rapaz faleceu antes mesmo da chegada do socorro. O óbito foi constatado no local.

Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica e funerária estiveram no local para isolar a área, apurar as circunstâncias da morte, realizar a perícia e retirar o corpo, respectivamente. A hipótese é que o homem tenha acreditado que a fiação fosse de cobre, mas era de alumínio.

De acordo com o Manual de Primeiros Socorros do Ministério da Saúde, a corrente elétrica pode causar parada cardíaca, comprometer a respiração e provocar contrações musculares involuntárias, impedindo que a vítima consiga se afastar da fonte de energia.

Conforme apurado pela reportagem, em caso de choque elétrico, a orientação é não tocar na vítima enquanto ela ainda estiver em contato com a fonte de energia.

O correto é acionar o serviço de emergência e solicitar o desligamento da eletricidade por profissionais habilitados. A tentativa de socorro sem que a área esteja segura pode fazer com que outra pessoa também seja eletrocutada.

CUIDADO

Para evitar acidentes de choques elétricos, siga as seguintes recomendações:

  • Não corte, toque ou retire fios da rede elétrica, mesmo que pareçam abandonados ou estejam parcialmente caídos
  • Ao encontrar cabos rompidos ou caídos, mantenha distância e impeça que outras pessoas se aproximem
  • Não tente afastar a fiação com pedaços de madeira, cordas ou outros objetos
  • Ao ver fios caídos, acione a concessionária de energia ou serviços de emergência
  • Mantenha distância de postes, transformadores e instalações elétricas danificadas, principalmente durante chuvas, ventos fortes ou alagamentos
  • Em casa, evite o uso de aparelhos elétricos com as mãos molhadas e não utilize tomadas ou extensões danificadas

POMBO CORREIO

Sobrinhos de Marcinho VP levavam recados ao chefão do CV em MS

Liderança histórica da facção criminosa usava a rede de comunicação para manter contato com a alta cúpula

29/10/2026 08h25

Alvo preso durante a operação Cesura, que investiga uma rede de comunicação entre presos e líderes foragidos do CV

Alvo preso durante a operação Cesura, que investiga uma rede de comunicação entre presos e líderes foragidos do CV Divulgação: Polícia Federal

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A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso do Sul (FICCO/MS) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado Nacional do Ministério Público Federal (GAECO Nacional/MPF) deflagraram, na manhã desta quinta-feira (29), a Operação Cesura, para desarticular o canal de comunicação utilizado por Marcinho VP, um dos chefões históricos do Comando Vermelho, preso na Penitenciária Federal de Campo Grande.

Marcinho utilizava o canal, por meio de dois sobrinhos, para manter contato com integrantes da alta cúpula da organização, que estão em liberdade.

As equipes policiais cumprem um mandado de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e dois mandados de busca e apreensão, nos municípios do Rio de Janeiro (RJ) e de Belford Roxo (RJ).

A prisão preventiva é cumprida na própria Penitenciária Federal da Capital, onde o investigado permanecerá custodiado. As medidas foram decretadas pela 3ª Vara Federal de Campo Grande.

A análise de dados de um dos principais líderes da facção, foragido da Justiça, revelou que os dois sobrinhos do preso atuariam como mensageiros entre ele e a organização.

Segundo as investigações, um dos alvos visitava frequentemente o chefão em Campo Grande, após contatos com a liderança foragida no Rio de Janeiro. Mensagens indicam que integrantes da organização criminosa ainda reconhecem o custodiado como líder do CV.

Um dos familiares de Marcinho VP ocupa cargo comissionado em câmara municipal da Baixada Fluminense e adquiriu, nos últimos dois anos, patrimônio que se mostra, em princípio, incompatível com a renda declarada.

Recentemente, sua esposa, Márcia Gama Nepomuceno, e seu filho Lucas Santos Nepomuceno, foram presos na Operação Backbone, que investiga o monopólio imposto pelo Comando Vermelho sobre o fornecimento de internet em comunidades do Rio. 

Além disso, Márcia é apontada em investigações anteriores como um dos elos de comunicação da facção entre o sistema prisional e integrantes fora dos presídios. Lucas teve sua prisão revogada na última segunda-feira (26).

Origem da operação

A investigação teve início a partir de provas compartilhadas pelo GAECO/MPF no Rio de Janeiro, obtidas no âmbito da Operação Red Fox, que apura o tráfico internacional de armas de grosso calibre e de drogas pelo Suriname, fronteira norte do país. Arnaldo Ribeiro, fornecedor de armas do Comando Vermelho, foi preso nesta fase, no dia 22 de junho deste ano. De acordo com a PF, ele movimentou R$ 150 milhões.

Na Red Fox, foram cumprido 13 mandados de prisão. A 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro também determinou o bloqueio de meio bilhão de reais em bens e a suspensão das atividades econômicas de empresas de fachada.

De acordo com as investigações da Superintendência da PF no Rio de Janeiro e do Gaeco/MPF, Arnaldo Ribeiro negociou a compra de 10 fuzis AK-47 para a facção.

Além do fornecedor de armas do CV, a mulher dele, Denise Mendonça, também foi detida pela polícia surinamesa em uma mansão em Paramaribo. O casal foi extraditado e recebeu voz de prisão pela PF ao desembarcar em Belém (PA).

Arnaldo negociava diretamente com Edgard Alves Andrade, o Doca, um dos chefões do CV e que está foragido. Doca foi um dos alvos de prisão da Operação Red Fox, mas não foi encontrado.

Já Denise, de acordo com a PF, era uma operadora logística e financeira do esquema. Além do casal, outros 2 investigados foram presos na Red Fox.

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