Cidades

Medos

Conheça as dez fobias mais estranhas

Conheça as dez fobias mais estranhas

Super

07/07/2011 - 20h00
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Do grego “fobos”, que significa medo, a fobia é um tipo de transtorno de ansiedade que acontece em situações bem específicas, tipo ver um certo animal ou objeto, ou passar por uma situação particular. É um medo tão desproporcional à situação (ou ao objeto) que muitas vezes é considerado irracional. Sem contar que a fobia pode atrapalhar as atividades cotidianas dos fóbicos.

Papafobia – medo do Papa

A gente entende que Sua Santidade Papa Bento XVI pode ser um pouco assustadora às vezes, mas… não é para tanto, minha gente! Imagine a cena: você está indo visitar a sua avó no interior e, ao entrar na sala de estar, na parede da porta você se depara com… a foto do – oh, não! – papa! E sai correndo desesperado como se fosse a Marca Negra de Voldemort.

Metrofobia – medo de poesia
Não estamos falando aqui de “não gostar” de poesia. Isso é normal, as pessoas têm preferências literárias e tal. Estamos falando de medo. A não ser que a fobia tenha sido causada por um festival de poesia Vogon, não conseguimos pensar em muitos traumas que poderiam desencadear essa reação. Mas, com certeza, a metrofobia seria um problema nas aulas de literatura (e nos estudos pro vestibular).

Araquibutirofobia – medo de que alguma comida pastosa (como manteiga de amendoim) ou casca (de pipoca, amendoim, entre outras peles fininhas) grude no céu da boca e na gengiva
É isso mesmo que você leu! Um araquibutirófobo é aterrorizado pelo medo de comer pipoca e ficar com uma casquinha de pipoca enfiada no dente. Ou doce de leite grudado no ceu da boca. O bom dessa fobia é que é fácil evitá-la: basta nunca, jamais, comer qualquer um desses alimentos.

Barofobia – medo da gravidade
Como alguém consegue combater este medo? Câmaras anti-gravidade da Nasa? Ficar na cama de olhos fechados para sempre? Felizmente, é impossível evitar os efeitos da gravidade, mas para os barofóbicos, deve ser aterrorizante assistir a chuva, a queda de folhas de árvores no outono ou um jogo de basquete pela televisão.

Lacanofobia – medo de vegetais
Está aí uma fobia ótima para serem usadas como desculpa por crianças que não curtem um verdinho no prato. Basta praticar um ataque de pânico toda vez que a mãe se aproximar com a travessa de salada ou o chuchu refogadinho. Mas pare de rir por um minuto e pense nos lacanofóbicos reais e tente se lembrar se já viu alguém se estrebuchando de medo perto do hortifruti do supermercado.

Alliumfobia – medo de alho
Se aquele seu amigo meio pálido, que nunca sai no sol e que está sempre acordado de madrugada recusar uma pizza de alho, fique tranquilo: ele é só um alliumfobo muito estranho. Ou não, sei lá.

Pteronofobia – medo de que te façam cosquinhas com uma pena
Imagine só o pânico que um pteronófobo deve passar quando vai visitar a ala das aves no zoológico. Ou quando assiste um daqueles filmes antigos, em que as pessoas ainda usavam penas para escrever? E no carnaval? Ele deve passar longe dos desfiles e ficar em casa, protegido, onde nenhuma pena roçará seu nariz – ou pé, cotovelo, barriga…

Fagofobia – medo de engolir
Pode não ser anorexia, pode ser fagofobia. Vale levar a um médico e ver se é o caso de fazer alimentação por sonda, né? Mas deve ser horrível ter medo de engolir. Tanta comida deliciosa por aí… sem falar nas bebidas, nos remédios administrados por via oral, na saliva que se acumula na boca enquanto penso na salada de frutas acima…

Itifalofobia – medo de ereções
Para as mulheres itilafóbicas deve ser mais fácil conviver com este medo irracional. Se for lésbica, pronto, está resolvido. Se não, basta… virar freira, viver no celibato, ficar longe dos filmes pornô e da G Magazine, entre outras medidas drásticas. Mas para o homem essa situação se complica. O segundo maior medo de um itilafóbico? O viagra (brinks).

Pantofobia – Medo de todas as coisas. Todas. As. Coisas.
Todas as fobias acima e MAIS! O pantófobo tem medo de tudo, inclusive de sentir medo. A pantofobia hardcore, em seu estado máximo, domina tanto a mente da pessoa que ela o mata, sem causas físicas reais. O corpo “se suicida”. Cataploft. Felizmente, este é um grau de fobia muito raro, em uma fobia já muito rara.

HABEAS CORPUS

Justiça concede liberdade a cardiologista suspeito de feminicídio

O médico João Jazbik Neto foi apontado como principal suspeito da morte de sua esposa, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, após divergência nas narrativas

23/05/2026 10h30

Imóvel na Chácara dos Poderes onde a fisioterapeuta foi encontrada morta a tiros

Imóvel na Chácara dos Poderes onde a fisioterapeuta foi encontrada morta a tiros Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O médico cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, teve sua liberdade concedida pela Justiça de Campo Grande após a defesa dar entrada no habeas corpus.

Na última segunda-feira (18), o médico teria encontrado o corpo de sua mulher, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, em uma propriedade rural na Chácara dos Poderes, na Capital sul-mato-grossense, acionando a Polícia Civil logo em seguida. Para que prestasse esclarecimento, o cardiologista foi detido e, desde então, estava preso.

Durante audiência de custódia realizada na manhã desta quarta-feira (20), o juiz converteu a prisão em flagrante do médico em prisão preventiva.

A decisão ocorreu enquanto a Polícia Civil aprofundava as investigações sobre as circunstâncias da morte de Fabíola. Embora o caso tenha sido inicialmente tratado como possível suicídio, divergências identificadas nos depoimentos e elementos encontrados pela perícia levaram à abertura de um inquérito complementar para apurar eventual feminicídio.

Segundo a investigação, foi o próprio médico quem acionou a Polícia Civil informando ter encontrado a esposa já sem vida dentro da propriedade onde o casal morava. No entanto, durante as oitivas, policiais identificaram inconsistências entre a versão apresentada por Jazbik Neto e os relatos de outras testemunhas que estavam no local.

Além disso, conforme já havia informado o delegado da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Leandro Santiago, a lesão encontrada na cabeça da vítima não seria compatível, preliminarmente, com a dinâmica narrada pelo médico.

As investigações também apontaram que, após a morte da fisioterapeuta, o cardiologista teria determinado que um caseiro e um ex-funcionário removessem um armário contendo armas e munições para outro imóvel dentro da chácara. A conduta foi enquadrada como fraude processual, levando à prisão em flagrante dos envolvidos.

Agora, cerca de cinco depois do caso, nesta sexta-feira, o responsável pela defesa de Jazbik Neto, o advogado José Belga Assis Trad, confirmou que o médico será liberado em breve, após ter sido concedida sua liberdade. "Confirmo que foi concedido o Habeas Corpus. Ele está sendo colocado em liberdade", disse.

Um dia após o caso vir à tona, José Trad divulgou uma nota em sua rede social, a qual afirma que o cardiologista foi autuado em flagrante pelos crimes de posse irregular de arma de fogo e fraude processual. Mesmo que sua liberdade tenha sido concedida pela Justiça, o médico terá que usar tornozeleira eletrônica.

Vale lembrar que João Jozbik Neto é conhecido por ter feito parte da equipe médica do primeiro transplante de coração em Mato Grosso do Sul, em 23 de setembro de 1994. O paciente foi um jovem de 27 anos que apresentava miocardiopatia.

Os transplantes de coração na Santa Casa foram suspensos em 2005 e retomados em fevereiro de 2013. Jazbik Neto também estava na equipe médica na retomada de transplantes no hospital, em cirurgia realizada em um homem de 50 anos.

Detalhes do caso

A fisioterapeuta Fabíola Marcotti foi encontrada morta a tiro em uma chácara na região da Chácara dos Poderes, em Campo Grande.

Jazbik Neto acionou a Polícia Civil e informou que já a encontrou em óbito. No entanto, de acordo com o delegado da Deam, Leandro Santiago, em entrevistas prévias, o médico e outras testemunhas que se encontravam no local divergiram nas versões apresentadas.

Além disso, perícia preliminar constatou que a lesão que a vítima tinha na cabeça não condizia com a versão apresentada pelo médico.

"A equipe realizou diversas diligências na propriedade e constatou que o suspeito, companheiro da vítima, determinou que o caseiro e um ex-funcionário seu deslocassem um armário com diversas armas de fogo e munições para um casebre dentro da propriedade, o que consistiu em crime de fraude processual, motivo pelo qual os três foram autuados em flagrantes por esse crime", explicou o delegado.

"Agora iremos instaurar um inquérito complemenaar em autos apartados para apurar, sob uma perspectiva de gênero, as circunstâncias do óbito da vítima Fabíola, se se trata de um suicídio ou de uma feminicídio", concluiu Santiago.

O advogado José Belga, que representa Jazbik Neto, informou, por meio de nota, que a suspeita de feminicídio teria sido descartada pela pericía e pelos responsáveis pela investigação do caso.

"Apesar do luto e do sofrimento de que padece neste momento, o Dr. João Jasbik se colocou à inteira disposição da autoridade policial, prestando todos os esclarecimentos e concordando com a realização do exame residuográfico, afastando qualquer suspeita da hipótese de feminicídio, inicialmente considerada pela investigação", diz a nota.

No entanto, em declaração posterior, o delegado informou que não está descartada a hipótese de feminicídio e que o caso segue sob investigação.

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NOVO ASFALTO

Mesmo sem comando, secretaria de obras continua plano de licitações

Prestes a completar dois meses sem titular e depois de passar por escândalo envolvendo servidores e ex-secretário, Sisep lança primeira lista de bairros que serão beneficiados com 'pacotão'

23/05/2026 09h30

Asfalto novo deve chegar a 10 bairros de Campo Grande nos próximos meses

Asfalto novo deve chegar a 10 bairros de Campo Grande nos próximos meses Foto: Divulgação/PMCG

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A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) anunciou os 10 primeiros bairros de Campo Grande que serão contemplados com o plano de asfalto novo, mesmo após escândalos recentes que envolveram a Pasta e prestes a completar dois meses sem um secretário nomeado oficialmente.

Nesta sexta-feira (22), a Prefeitura de Campo Grande divulgou aviso de licitação para obras de infraestrutura urbana em dez bairros da Capital: Aero Rancho; Vila Nogueira; Vila Aimoré; Vila Amapá; Jardim das Nações; Jardim Los Angeles; Residencial Flores; Parque Residencial União II; Parque Residencial dos Girassóis; e Residencial Oliveira.

Porém, para que haja um andamento mais rápido das obras - de acordo com o Executivo municipal -, os bairros citados foram divididos em quatro lotes. O primeiro abrange o Aero Rancho, Vila Nogueira, Vila Aimoré e Vila Amapá, onde serão investidos R$ 12,8 milhões para pavimentação e drenagem de 2,82 quilômetros de vias.

O próximo lote envolve o bairro Jardim das Nações, que receberá R$ 11,7 milhões em obras de infraestrutura, contemplando quase 5 quilômetros de pavimentação. Em seguida, o bairro Jardim Los Angeles, onde o investimento será de R$ 10,1 milhões em obras de drenagem, pavimentação e melhorias viárias.

Por último, o lote dos residenciais, que abrange o Residencial Flores, o Parque Residencial União II, o Parque Residencial dos Girassóis e o Residencial Oliveira. Nestes trechos, as melhorias somam R$ 8,1 milhões em pavimentação, drenagem e sinalização viária. Ao todo, somando os lotes desta primeira etapa da licitação, os investimentos estão na casa dos R$ 42,7 milhões.

A concorrência será realizada de forma eletrônica. As empresas interessadas em disputar os lotes podem enviar as propostas até as 7h44 do dia 11 de junho de 2026. A abertura da sessão pública de disputa de preços está marcada para as 7h45 do mesmo dia, por meio do portal eletrônico de compras da Prefeitura

Os recursos que vão custear as obras deste plano são provenientes da bancada federal, que totalizam R$ 100 milhões, do programa Avançar Cidades, que entra com R$ 156 milhões, além de contrapartida do Município.

Plano

No dia 30 de abril, a prefeita Adriane Lopes (PP) anunciou que 36 bairros ganhariam um novo asfaltos em Campo Grande, em um pacotão que soma cerca de R$ 350 milhões em investimentos. De acordo com a chefe do Executivo municipal, o plano é asfaltar 600 quilômetros (78 nesta primeira etapa) nos próximos dois anos, ou seja, até 2028.

A previsão é que os bairros, da primeira fase, comecem a ser asfaltados até 03 de julho de 2026, antes do prazo eleitoral. 

Isso porque, como esclarece o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a partir de 04 de julho, um prazo cerca de três meses antes da execução do 1° turno, algumas condutas por parte dos agentes públicos ficam vedadas, como: nomeações, exonerações e contratações, bem como participação em inauguração de obras públicas.

O critério para escolha dos bairros são antiguidade, tempo de espera e bairros que estão “ilhados” sem pavimento em meio a outros bairros que já são asfaltados há anos. Além disso, bairros asfaltados, mas com pavimentação “velha”, serão recapeados, ainda segundo Adriane.

“Juntamente com a equipe técnica de engenheiros e arquitetos de planejamento da cidade, nós decidimos [a questão do asfalto] por regiões. [Os critérios foram] antiguidade, tempo de espera, projetando a cidade e fechando todos os bairros que estavam entre bairros assaltados”, detalhou a prefeita.

Caos

A Sisep está sem um titular há exatos 53 dias, desde que o então secretário Marcelo Miglioli deixou o cargo para se concentrar nas eleições deste ano. Desde então, a prefeita Adriane Lopes deixou claro que o sucessor deverá ser Paulo Cançado, que atualmente o cargo de secretário-adjunto da Pasta. Contudo, até o momento, não houve nomeação oficial por parte da Prefeitura.

Vale lembrar que, durante este período sem secretário, a Pasta foi alvo de investigações e mandados do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), no âmbito da Operação Buraco sem Fim.

Na ocasião, uma investigação do órgão identificou a existência de uma organização criminosa que atuaria na fraude da execução do serviço de manutenção de vias públicas de Campo Grande. Ainda conforme a apuração, o grupo manipulava medições e a fazia a realização de pagamentos de obras que não havia sido necessariamente feitas.

O esquema era operado, segundo o MPMS, dentro da Sisep e teria começado em 2017. A investigação ainda afirma que os contratos alvo vão até 2025. Diante disso, sete pessoas foram presas por envolvimento no prática criminosa, incluindo três ex-servidores (Erick Antônio Valadão Ferreira de Paula, Edivaldo Aquino Pereira, Fernando de Souza Oliveira e Mehdi Talayeh) e Rudi Fiorese, que comandou a Pasta entre os anos investigados.

Até o momento, todos seguem preso. Inclusive, no dia 15 de maio, o desembargador Zaloar Murat Martins de Souza, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), negou o pedido de liberdade feito pela defesa de Mehdi Talayeh, Rudi Fiorese e Edivaldo Aquino Pereira. Em sua decisão, o desembargador afirmou que, diante das funções de cada um dos citados no esquema, há elementos para manter as prisões preventivas.

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