A Secretaria de Estado de Educação (SED) fez um investimento de cerca de R$ 230 milhões em cursos profissionalizantes para a Rede Estadual de Ensino, através do Programa de Verticalização da Educação Profissional, o Provert.
O Provert é um programa que visa implementar cursos profissionalizantes em escolas estaduais para que haja um melhor preparo do jovem para o mercado de trabalho, buscando uma melhor capacitação.
A para entregar cursos de qualidade aos estudantes, foram firmados contratos com oito empresas privadas do ramo educacional para realizarem a capacitação dos alunos.
As empresas que firmaram contratos com o Secretaria de Educação foram:
- Instituto de Inovação, Tecnologia e Desenvolvimento Educacional - Inovativa;
- Instituto Sul-mato-grossense de Ensino Superior LTDA;
- Frime Faculdade Prime LTDA;
- Unifran Educacional LTDA;
- FACINTEC - Instituto de Educação Técnica e Ensino Superior Ltda;
- Central de Compras; Centro Educacional Diofanto LTDA;
- Gradual Estudo e Gestão LTDA;
- Unigran Educacional.
O valor de R$ 230 milhões, será diluído ao longo dos três anos de contrato, tendo um custo anual de cerca de R$ 77 milhões.
Ao todo essas empresas irão atuar em 177 escolas de 49 municípios destinos para abranger todas as áreas do estado.
Porém o investimento não ficará restrito apenas no ensino médio, um dos benefícios do Provert é o ingresso imediato ao ensino superior para dar continuidade ao itinerário que ele iniciou.
Em conversa com o Correio do Estado, o Secretário Estadual de Educação, Hélio Daher, explicou melhor como funcionará a entrada desses jovens no ensino superior, que será custeado pelo Estado.
“A introdução do estudante no ensino superior é financiada pelo Estado, justamente para dar continuidade ao estudo. Pois há um problema que é a descontinuidade do estudo. O estudante termina o ensino médio técnico e depois ele não vai para o ensino superior. Então, a gente criou esse programa justamente para fazer com que o estudante faça o ensino médio técnico e já tenha esse incentivo para que ele permaneça fazendo o curso técnico ligado ao curso que ele fez”, explicou o Secretário.
Hélio também explica que a oferta dos cursos para os alunos irá acontecer de acordo com a demanda da região em que ele está situado, pois de acordo com ele, “todos os cursos técnicos do estado têm que conversar com as necessidades do mundo do trabalho. Porque não faz sentido sentar curso técnico para o aluno ficar desempregado”.
SEM LICITAÇÃO ?
Para realizar a assinatura e o fechamento dos contratos não foi feita nenhuma licitação legal, porém Hélio Daher explicou que pela legislação não é necessário ter licitação para o Ensino Médio e a Educação Profissional.
Para fechar com as empresas foi aberto um edital de concorrência livre, em que as instituições têm que estar credenciadas no Conselho Estadual de Educação para estarem aptas para concorrer ao edital.
O foco é trabalhar com empresas que já possuem atuação ativa no ramo da Educação Profissional.
O Secretário ainda completa dizendo, “então, não é necessário que se faça uma licitação, mas é necessário que se faça um edital para a concorrência com a análise da proposta”.

