Após quatro anos de trabalho Campo Grande recebe uma das maiores tradings de produtos agrícolas do mundo. Com investimentos de US$ 240 milhões, a americana ADM inaugura nesta sexta-feira (8) o maior complexo da companhia.
A planta aumentará 30% da oferta total de ingredientes e com sua produção adicional, a ADM será a segunda maior fabricante de proteínas de soja do mundo, atrás apenas da DuPont.
A companhia se instalou próxima a importantes polos de grãos do Brasil e a expectativa do grupo é de estreitar relações com grandes produtores como EUA, Europa, América Latina, entre outros.
A indústria tem capacidade de produzir 50 mil toneladas de proteína concentrada, quatro famílias de farinhas texturizadas que devem se transformar em barra de cereais, bebidas proteicas, pães e biscoitos. Produtos esses que vão direto para a mesa do consumidor.
Após as obras de ampliação, o complexo passou a concentrar cinco plantas. A produção e comercialização de produtos teve início em março de 2017, mas hoje a companhia está inaugurando a indústria com 100% da fabricação efetiva.
De acordo com o diretor de Negócios da ADM da América Latina, Roberto Ciciliano, a previsão de consumo dos produtos da indústria que fica no Mato Grosso do Sul é de 10% a 12% da produção e 60% a 70% vão para fora do Estado, mas ainda dentro do Brasil. O restante vai para exportação.
“O que é importante é o grande segmento da carne processada, as empresas estão investindo muito no Estado e clientes grandes nossos estão vindo para cá. Haverá aumento de consumo de proteína local no MS”, afirmou Ciciliano.
DÓLAR ALTO
Para o presidente do grupo, a alta do dólar é algo incontrolável e que a taxa de câmbio é algo que impacta qualquer empresa. “Como qualquer empresa vai fazer, nós também vamos lidar quando o dólar valorizar”, disse o diretor.
IMPACTO NO ENTORNO
A instalação da indústria gerou melhorias no entorno do local e consequentemente para a Capital. “Isso é perceptível, já investimos mais de US$100 mil e as escolas que estão próximas a nós, fizemos investimentos na educação, fizemos parceria com o governo, investimos em pavimentação para gerar ambiente mais favorável para fábrica de produtos de alimentos humanos e para melhorar o tráfico de entrada de caminhões e saída”, disse Ciciliano.
OUTROS PRODUTOS
Além da proteína e do óleo de soja, a nova planta vai disponibilizar outros produtos para alimentação humana. Serão processadas quatro famílias de farinhas texturizadas que devem se transformar em barra de cereais, bebidas proteicas, pães e biscoitos
“O complexo é uma das principais contribuições do consumo de mais grãos e vai beneficiar produtores locais. A proteína é a matéria prima que cresce de 5 a 6% ao ano, globalmente”, disse o diretor da indústria, Roberto Ciciliano.
De acordo com Ciciliano, existe espaço muito grande de consumo e a indústria pretende fomentar esse crescimento. “ Esses produtos vão ser vendidos e comercializado no Brasil e também vendidos na América Latina, Chile, Colômbia e pretendemos exportar para África, Europa e Ásia Pacífica”, declarou o diretor.
Ainda de acordo com Ciciliano, a economia ao redor do entorno já melhorou devido a criação de 140 empregos diretos, considerando que foram 60 a mais do que planejado. “Isso fomenta a preparação desses profissionais e a qualificação deles faz com que as universidades e as escolas invistam mais para preparar toda gama de opções para ter funcionários e profissionais qualificados”, disse o diretor.

