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IPTU

Tarifaço em terrenos baldios afetou mais de 33 mil imóveis em Campo Grande

Até o ano passado proprietários de boa parcela dos imóveis territoriais pagavam 1% de alíquota, até mudança para 3,5% que, sozinha, representa aumento de 250% no valor do carnê

Números oficiais do Cadastro Imobiliário Municipal apontam que cerca de 48.138 imóveis estavam dentro da alíquota de 3,5%, com um total de 33.850 outros terrenos baldios nas classes mais baixas de cobrança que foram "majorados" em 2026

Números oficiais do Cadastro Imobiliário Municipal apontam que cerca de 48.138 imóveis estavam dentro da alíquota de 3,5%, com um total de 33.850 outros terrenos baldios nas classes mais baixas de cobrança que foram "majorados" em 2026 - Marcelo Victor/Correio do Estado

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Na Cidade Morena 2026 começou com surpresas para boa parte dos campo-grandenses sobre o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), com quatro alterações sofridas para o exercício deste ano e somente o "tarifaço em terrenos baldios", por exemplo, atingindo mais de 33 mil imóveis sem edificação em Campo Grande. 

Ainda em meados de novembro - como bem acompanha o Correio do Estado - a Prefeitura de Campo Grande reduziu pela metade (de 20 para 10%) o desconto de quem paga o IPTU à vista, mas as alterações que incidem sobre os valores desse imposto não parariam por aí. 

Há cerca de uma semana, nos desdobramentos das tratativas entre o Executivo de Campo Grande e a Câmara Municipal, o secretário Municipal de Governo e Relações Institucionais (Segov), Ulysses da Silva Rocha, detalhou os valores praticados no IPTU 2026 em Campo Grande. 

Nos carnês deste 2026, se considerado apenas o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), haveria somente a correção no valor do IPTU em Campo Grande conforme o chamado IPCA-E, que para esse exercício seria de 5,32%. 

Porém, o titular da Segov de Campo Grande, Ulysses Rocha, também pontuou uma cobrança que, segundo ele, já estaria prevista nos códigos municipal e nacional.

Conforme o secretário de Relações, para imóveis territoriais em bairros com mais de três equipamentos públicos (iluminação pública, escola, água, luz, etc.), por parâmetro municipal a Prefeitura pode e aplicou a cobrança de 3,5%, o máximo que estaria previsto no Código Tributário Nacional. 

Justamente esse "tarifaço sobre os terrenos baldios", como bem abordado no Correio do Estado, é o que ajuda a explicar a "chiadeira" sobre o IPTU neste começo de 2026.

Em outras palavras, até o ano passado os proprietários de boa parcela destes terrenos pagavam 1% de imposto, até essa mudança para 3,5% que sozinha já representa um aumento de 250% no valor do carnê e, se estes terrenos estão na lista dos 45% dos imóveis que sofreram majoração desta taxa por conta da reclassificação feita este ano, acabaram sofrendo tarifaço duplamente.

"Então, se o cara tinha um imóvel de 100 mil reais e pagava mil, ele pode, dependendo do caso, estar pagando 3.500 reais, mas sem uma alteração do valor venal do imóvel, mas dentro de acordo com o que o Código Tributário Municipal estabelece em consonância com o Código Tributário Nacional", disse o próprio secretário de relação há exatamente uma semana (07). 

Números do tarifaço em terrenos baldios

Questionada acerca da incidência do IPTU sobre terrenos sem construção (os chamados imóveis territoriais), a Prefeitura de Campo Grande detalhou ao Correio do Estado dados oficiais extraídos do Cadastro Imobiliário Municipal que apontam para um total de 82.589 imóveis classificados como "baldios". 

"Para os imóveis territoriais, esses que estão localizados em bairros que tenham mais de três equipamentos públicos, a prefeitura pode - de acordo com o Código Tributário Municipal, e que o Código Tributário Nacional cobra de 1 a 3,5% -, e aplicou a cobrança de 3,5%", disse o secretário há pouco mais de uma semana. 

Em complemento, os números oficiais do Cadastro Imobiliário Municipal apontam que cerca de 48.138 imóveis estavam dentro da alíquota de 3,5%, com um total de 33.850 outros terrenos baldios nas classes mais baixas de cobrança que foram "majorados" em 2026, distribuídos até o último exercício da seguinte forma: 

  • 2,5% | 18.531 imóveis
  • 1,5% | 3.798 imóveis
  • 1,0% | 11.521 imóveis

Diferente da alteração que cai sobre o valor do IPTU com a instituição de um novo Perfil Socioeconômico Imobiliário (PSEI) - atualizado após quase uma década, que subiu valores da taxa de lixo para 44% dos moradores e que foi aprovado inclusive na Câmara Municipal no segundo semestre do ano passado -, o "tarifaço sobre os terrenos baldios" afeta principalmente a população que vive em áreas mais populares.

Isso porque, os terrenos baldios que ficam em bairros como Jardim dos Estados, Santa Fé, Chácara Cachoeira e Carandá Bosque, por exemplo, já eram classificados na alíquota de 3,5%, que recai agora sobre a maior parte dos campo-grandenses, fora a população isenta e moradores de aglomerados urbanos, as favelas. 

Ou seja, essas possíveis mudanças, da alteração do Perfil Socioeconômico (PSEI), os 3,5% de alíquota, mais 5,32% de correção pelo IPCA-E, além da perda dos 20% do desconto para o pagamento à vista do IPTU, levaram a reajustes em parte dos imóveis que se aproximam de 400% de diferença do valor praticado em 2025.

Briga da taxa de lixo

Porém, alegando ter ficado de fora dos debates referentes ao aumento do IPTU, a Câmara Municipal de Campo Grande indicou a constituição de uma equipe técnica especializada para estudar, discutir e avaliar os critérios utilizados na elaboração. 

Instituída a Comissão Técnica que tem atuado em cima das mudanças anunciadas sobre o IPTU, foram necessários alguns posicionamentos da Câmara e demais entidades, como a Ordem dos Advogados do Brasil do Mato Grosso do Sul (OAB-MS) para que os prazos do IPTU fossem alterados, e até uma sessão extraordinária na Câmara de Campo Grande na noite de segunda-feira (12), suspendendo cobrança da taxa de coleta de lixo que vem embutida no carnê do IPTU.

Menos de um dia depois, o Adriane Lopes decidiu pelo veto total ao projeto de Lei Complementar n. 1.016/2026 da Câmara Municipal, alegando entre outros pontos que o Perfil Socioeconômico Imobiliário (PSEI) trata-se de um instrumento técnico-cadastral que depende de atualização e operacionalização administrativa. 

Ao Correio do Estado o procurador da Casa de Leis, Dr. Gustavo Lazzari esclareceu que a Câmara Municipal têm cerca de um mês para decidir se acatam ou derrubam o veto. Ou seja, se for publicada e promulgada ela passará a valer, só podendo ser derrubada através de ordem judicial ou por meio de um outro projeto de lei.

"Para derrubar o veto precisa de maioria, que nesse caso são 15 votos. É que está em recesso e por ser essa situação de emergência convocaram uma extraordinária, para tentar de alguma forma amenizar essa situação urgente. O que não é comum", disse. 

Ainda assim, o presidente da Comissão Técnica que tem atuado em cima das mudanças anunciadas sobre o IPTU, Rafael Tavares, reforçou ao Correio do Estado que os vereadores já estão trabalhando para que, de fato, aconteça essa derrubada do veto de Adriane Lopes. 

"Os Vereadores continuam contra o aumento de impostos em defesa da população. Na minha opinião temos que votar o quanto antes, mas estamos buscando um consenso entre os colegas", disse o vereador.

 

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INVERNO ACOLHEDOR 2026

Procura por abrigo durante o frio cresce 58% em Campo Grande

Marmitas, agasalhos e cobertas foram distribuídos aos necessitados; pets também foram atendidos, com alimentação (ração) e suporte veterinário

12/05/2026 10h20

300 marmitas produzidas pela Associação Nova Criatura foram distribuídas

300 marmitas produzidas pela Associação Nova Criatura foram distribuídas DIVULGAÇÃO/SAS-PMCG

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Moradores de rua e pessoas em situação de vulnerabilidade social receberam cuidados especiais durante o frio, em Campo Grande.

Ao todo, 250 pessoas e vários animais foram acolhidos em três noites, de 9 a 11 de maio, primeira onda de frio de 2026, em um abrigo temporário localizado no Parque Ayrton Sena – rua Jornalista Valdir Lago, bairro Aero Racho, na Capital.

O número é 58,22% maior em comparação ao mesmo período do ano passado, quando 158 pessoas foram atendidas durante a primeira onda de frio de 2025.

O ponto de acolhimento pertence a Secretaria de Assistência Social (SAS) - Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG).

Na noite de segunda-feira (11), 80 pessoas foram acolhidas, sendo 70 homens e 10 mulheres. Na noite de domingo (10), 80 pessoas também foram amparadas, sendo 70 homens e 10 mulheres.

Na noite de sábado (9), 90 pessoas foram atendidas, sendo 80 homens e 10 mulheres.

A secretária municipal de Assistência Social e Cidadania, Camilla Nascimento, ressaltou a importância do serviço de acolhimento durante o frio.

“O volume de acolhimentos registrados é resultado do planejamento logístico e do compromisso da gestão municipal com o bem-estar das pessoas em vulnerabilidade social. A ação funciona como porta de entrada para a rede de proteção social e garante a integridade física da população durante o período de frio intenso”, destacou.

O abrigo funcionou das 18h às 6h. A Guarda Civil Metropolitana (GCM) fez a segurança do local.

No local, marmitas, agasalhos e cobertas foram distribuídos aos necessitados. De acordo com a Subsecretaria de Bem-Estar Animal (Subea), os pets também foram atendidos, com alimentação (ração) e suporte veterinário.

Após o pernoite, os acolhidos eram encaminhados para a Unidade de Acolhimento Institucional para Adultos e Famílias (Uaifa) ou para o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP), onde recebiam café da manhã e continuidade no atendimento da rede de assistência social.

FRIO

Mato Grosso do Sul bateu recorde de frio e registrou os termômetros mais baixos do ano. O Estado contabilizou várias temperaturas de apenas um dígito em dezenas municípios.

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec-MS), Iguatemi (1,7°C), Rio Brilhante (2°C), Amambai (2,1°C), Maracaju (3,7°C), Nova Alvorada do Sul (4°C), Laguna Carapã (4,1°C), Santa Rita do Pardo (4,3°C), Fátima do Sul (4,4°C), Naviraí (4,4°C) e Campo Grande (9,7°C) foram as cidades que registraram as menores temperaturas às 5 horas desta terça-feira (12).

Segundo o meteorologista Natálio Abrahão, Três Lagoas (9,2°C), Água Clara (6,9°C), Ribas do Rio Pardo (7,3°C), Anaurilândia (8,4°C), Angélica (6,6°), Itaporã (5,2°C), Dourados (5,2°C), Ponta Porã (6,5°C), Caarapó (4,8°C), Sete Quedas (5,5°C), Caracol (5,2°C), Porto Murtinho (7,5°C), Jardim (6°C), Bonito (5,5°C), Sidrolândia (5,5°C), Corumbá (11,9°C), Chapadão do Sul (11,2°C) e Cassilândia (10,5°C) também amanheceram extremamente geladas.

Os municípios que registraram geada são Santa Rita do Pardo, Fátima do Sul, Rio Brilhante, Laguna Carapã, Caarapó, Naviraí e Iguatemi.

Domingo (10), segunda-feira (11) e terça-feira (12) são dias de muito frio. Na quarta-feira (13) o clima gelado se despede e o tempo começa a esquentar. Na quinta-feira (14), o calor já volta com tudo. Logo, o fim de semana será quente no Estado, com termômetros variando entre 26 e 30°C.

Mas, na segunda-feira (18), nova frente fria avança pelo Estado e derruba novamente as temperaturas, mas, desta vez, não tão bruscamente como nessa semana.

“Amanhã temperatura sobe gradualmente mas na segunda-feira feira nova massa de ar polar derruba as temperaturas. Alerta mudança no tempo partir de domingo, vem mais frio por aí”, alertou o meteorologista Natálio Abrahão.

Confira a previsão do tempo para os próximos dias:

300 marmitas produzidas pela Associação Nova Criatura foram distribuídas

300 marmitas produzidas pela Associação Nova Criatura foram distribuídas

300 marmitas produzidas pela Associação Nova Criatura foram distribuídas

explicação da buraqueira

Operação "Buraco Sem Fim" encontra R$ 429 mil na casa de presos

Rudi Fioresi, ex-secretário de obras, foi um dos 7 presos. Alvo é uma empresa que desde 2019 faturou R$ 113 milhões

12/05/2026 10h17

Parte dos R$ 429 mil foi encontrada na casa de Edivaldo Pereira Aquino, chefe do serviço de tapa-buracos de Campo Grande

Parte dos R$ 429 mil foi encontrada na casa de Edivaldo Pereira Aquino, chefe do serviço de tapa-buracos de Campo Grande

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Na operação batizada de "Buraco Sem Fim", promotores do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) encontraram R$ 429 mil em dinheiro em dois dos endereços nos quais cumpriram sete mandados de prisão e 10 mandados de busca  e apreensão na manhã desta terça-feira (12) em  Campo Grande. 

"Durante o cumprimento das ordens judiciais de busca e apreensão, foram encontrados valores altos em dinheiro vivo, totalizando pelo menos R$ 429 mil. Só no endereço de um servidor, havia R$ 186 mil em espécie. No imóvel de outro alvo, havia R$ 233 mil, também em notas de Real", informou, em nota, o Ministério Público. 

A operação desta terça-feira teve como alvo principal uma empresa que presta serviços de tapa-burados que, de acorco com a nota oficial do MP, faturou entre 2018 e 2025, "contratos e aditivos que somam o montante de R$ 113.702.491,02".

Ainda de acordo com o MPE, "a investigação constatou a existência de uma organização criminosa que atua fraudando, sistematicamente, a execução do serviço de manutenção de vias públicas no Município de Campo Grande, por meio da manipulação de medições e da realização de pagamentos indevidos".

"As evidências revelaram pagamentos públicos que não correspondem aos serviços efetivamente prestados, com o propósito de permitir o desvio de dinheiro público, o enriquecimento ilícito dos investigados e, como consequência, a má qualidade das vias públicas municipais", diz a nota do MPE.

Entre os sete presos nesta terça-feira está o ex-secretário municipal de obras, Rudi Fioresi, que estava à frente da Agesul. Mas, segundo o Governo do Estado, ele será oficialmente exonerado ainda hoje.  A previsão é de que seja publicada uma edição extra do Diário Oficial. 

Além dele também foi preso o engenheiro Edivaldo Pereira Aquino, coordenador do serviço de tapa-buracos. Parte do dinheiro apreendido na operação estava na casa dele. 

Outro detido que teve o nome divulgado é o engenheiro Mehdi Talayeh, que ocupa cargo de chefia na secretaria de obras e era apontado como provável substituto de Marcelo Miglioli, que deixou o comando da Sisep no começo de abril. Ele chegou a anunciar que estava deixando o comando da pasta para se candidatar a cargo eletivo.

Equipes do Gecoc também estiveram no condomínio Damha na manhã desta terça-feira. Embora não haja confirmação oficial, no endereço mora o empreiteiro André Luiz do Santos, o André Patrola. O empresário já havia sido alvo da operação Cascalhos de Areia, desencadeada em junho de 2023, mas que segue prestando serviços em uma série de contratos com a administração municipal. 

A operação Buraco Sem Fim foi desencadeada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio de investigação do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) em conjunto com o Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), a Unidade de Apoio à Investigação do CI/MPMS e a 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público de Campo Grande. 

 

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