Cidades

JÚRI POPULAR

"Não sou assassino, foi uma brincadeira idiota", diz acusado de matar Wesner

Réus afirmam que não sabiam da capacidade letal da mangueira de ar comprimido e pediram perdão durante júri

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Em depoimento durante júri popular, Thiago Giovanni Demarco Sena e Willian Enrique Larrea, acusados de matar o adolescente Wesner Moreira da Silva, 17 anos, após agressão com uma mangueira de ar comprimido em um lava jato, em Campo Grande, negaram que havia intenção de matar o jovem e alegaram que a tragédia resultou de uma brincadeira.

Primeiro a depor entre os acusados, Thiago Giovanni Demarco Sena disse não saber do potencial destrutivo da mangueira de ar comprimido, que teria sido introduzida na região do ânus da vítima.

Segundo ele, todos eram amigos e nunca tiveram desavença. Ele afirma ainda que não era a primeira vez que brincavam com a mangueira, direcionando o jato de ar para o rosto ou outras partes do corpo.

No dia do crime, ele afirma que Wesner e Willian estavam brincando com o compressor e que a vítima teria iniciado. 

Thiago, que estava fazendo a lavagem embaixo de um carro, também entrou na suposta brincadeira.

"Eu com a mangueira na mão, em tom de brincadeira falei 'de novo você fazendo isso Wesner'. Peguei e direcionei a mangueira na bunda dele por cima do short, com ar do compressor aberto, que eu já vinha usando, encostei, pressionei por nem três segundos", disse o réu.

"Na hora ele reclamou e pediu para parar, falou que tava doendo, na hora eu desliguei a mangueira", afirmou ainda.

Ainda segundo o acusado, Wesner vomitou várias vezes e reclamava de dor. Ele levantou a blusa e a barriga estava inchada. Wesner teria reclamado novamente que estava com muita dor e foi levado ao posto de saúde pelos dois acusados.

"Peguei ele no colo, entrei com ele no posto de saúde e pedi pelo amor de Deus para ajudar ele, que ele estava mal, coloquei ele em cima da maca e pedi para o doutor pelo amor de Deus salvar o guri", contou, chorando.

A vítima precisou ser transferida para a Santa Casa de Campo Grande devido à gravidade do caso.

Questionado se tinha consciência que o compressor de ar pudesse causar danos graves e levar a morte, Thiago disse que não sabia do risco.

"Eu nunca imaginei que pudesse acontecer o que aconteceu com ele, se eu soubesse jamais teria brincado com ele com o compressor", afirmou.

Já com relação a alegação de que Willian teria segurado Wesner para que a mangueira de ar fosse introduzida, Thiago também negou.

"Ele não segurou, ele veio com ele abraçado, caminhando, e eu fui de encontro. Ninguém tava segurando, apertando, forçando ninguém", alegou.

A vítima precisou ser transferida para a Santa Casa de Campo Grande devido à gravidade do caso.

Thiago disse que pediu perdão para a mãe de Wesner no dia do crime, mas ela teria dito que quem perdoa é Deus e não queria contato. Durante o júri, ele pediu novamente perdão para a mãe da vítima e para a família.

Na sequência, o outro acusado, Thiago Giovanni Demarco Sena depôs e, chorando, também afirmou que o caso se tratou de uma brincadeira que deu errado.

Ele confirmou a versão de Willian, de que todos eram amigos e estavam brincando quando a mangueira foi encostada em Wesner. 

"Foi muito rápido, a mangueira de ar estava aberta, não é de ficar apertando para liberar o ar. Pegou e bateu nele e Wesner falou que a barriga tava doendo", contou.

Ele disse ainda que ficaram presentes durante o atendimento da vítima.

"A gente sempre se deu bem, a gente sempre brincou. A gente nunca teve maldade, sempre jogava bola, nunca passou na minha cabeça machucar ninguém, nunca tive maldade com ninguém", afirmou.

Ele disse ainda que as brincadeiras com o compressor de ar eram comuns, mas não com direcionamento para as partes íntimas e nunca na maldade.

Diferentemente de Thiago, Willian afirmou que sabia que havia perigo com o compressor de ar de causar danos quando direcionado nos olhos, ouvido e boca, mas que não sabia que havia risco de machucar ou matar o rapaz.

No hospital, Wesner teria dito a uma assistente social que foi segurado por Willian enquanto Thiago aplicava o ar comprimido.

Ele negou a afirmação e disse que não estava segurando a vítima e que tudo foi uma brincadeira.

"Foi questão de segundos. Era uma brincadeira, a gente sempre brincou, era sempre rindo", disse.

O júri continua durante o período da tarde.

Marisilva MoreiraMãe de Wesner, Marisilva Moreira está confiante na condenação dos acusados (Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado)

Mãe quer justiça

Marisilva Moreira, 50 anos, mãe de Wesner, voltou a pedir justiça na porta do Fórum.

Ela reafirmou que prometeu para o filho no hospital que iria lutar para que os acusados pagassem pelo crime e que ela espera poder cumprir essa promessa hoje.

"Eu não quero eles [acusados] mais perto de mim, mas eu quero que eles paguem o que eles fizeram", disse.

Ela disse ainda que passou a madrugada acordada, em oração e que espera a condenação dos réus.

"O menino tinha um coração de ouro, foi criado na base de respeito, era trabalhador e tinha sonhos, de carreira militar, cuidar de mim para não faltar nada, a preocupação dele era não faltar nada para nós", disse.

Ela disse ainda que não acredita na absolvição dos acusados.

"O que está na minha cabeça e no meu coração é que chegou a hora deles pagarem o que eles fizeram".

Caso

No dia 3 de fevereiro de 2017, mangueira de ar teria sido introduzida no ânus de Wesner pelo patrão e colega de trabalho em lava jato na Vila Morumbi.

Durante o decorrer do processo, houve controvérsias em relação ao posicionamento da mangueira. 

Enquanto os acusados e algumas testemunhas dizem que foi colocada por cima da roupa, outras informam terem ouvido Wesner dizer que a mangueira foi introduzida nele.

O local chegou a ser incendiado. Já em depoimento à polícia, os agressores alegaram que tudo se tratava de uma “brincadeira” e foram liberados logo em seguida.

Perfurações levaram a retirada do intestino grosso do adolescente, que ficou vários dias internado, mas morreu no dia 15 do mesmo mês.

Era ele quem mantinha a família há um mês com o que ganhava lavando carro, pois a mãe não trabalhava e o pai se tratava de um câncer.

Júri popular

Em 2018, o juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida decidiu que os acusados não iriam a responder por homicídio doloso e, desta forma, não seriam mandados a júri.

Segundo ele, o crime doloso não teria ocorrido, devido a ter ficado comprovado, em depoimentos de familiares, que acusados e a vítima eram amigos e o caso teria decorrido de uma “brincadeira”, devendo os dois responderem por outro crime, que não doloso contra a vida.

O Ministério Público Estadual (MPMS) recorreu, pedindo a reforma da sentença de pronúncia para que os réus respondessem por homicídio doloso, sendo submetidos ao Tribunal do Júri.

Em junho de 2019, desembargadores da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul deram provimento ao recurso.

Conforme o acórdão, os magistrados consideraram que não há como afirmar que a ocorrência do dolo eventual é manifestamente inadmissível se demonstrados nos autos que os acusados podiam prever os danos que a injeção de ar comprimido na vítima poderiam causar.

“...Cabe ao Conselho de Sentença, diante dos fatos narrados na denúncia e colhidos durante a instrução probatória, a emissão de juízo de valor acerca da conduta praticada pelo réu”, diz a decisão da época.

INADIMPLÊNCIA

Serasa oferece desconto de até 99% para negociação de dívidas

Ação dura até amanhã e oferece cupons extras de R$ 500 para as mais de 6,2 milhões de dívidas do Estado

08/09/2026 12h15

Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Para aqueles que estão inadimplentes, o Serasa está com a campanha "Todo Mundo Ama Cupom em Dobro" e oferecerá desconto de até 99%. Com mais de 124 mil ofertas com desconto máximo e cupons de até R$ 500, a ação durará até amanhã (09) às 23h59.

A iniciativa prevê mudar o cenário de inadimplência no Estado, que ultrapassa 6 milhões de dívidas. Com isso, os consumidores sul-mato-grossenses poderão negociar o saldo devedor e limparem o nome antes do final do ano.

A campanha é uma parceria da empresa com o Mercado Pago e outras 2 mil empresas.

Além da redução de dívidas e cupons extras de R$ 500, a ação também permite que os consumidores utilizem ofertas disponíveis no Serasa Limpa Nome e aproveitem os benefícios até o fim da campanha nesta quarta-feira.

Conforme levantamento da Serasa, são mais de 1,3 milhão de pessoas inadimplentes no Estado, que somam 6,2 milhões de dívidas e R$ 11,1 bilhões em débitos. Entre estes números, há 12,9 milhões de dívidas que podem utilizar cupons e serem negociadas à vista via Pix.

Os dados mais recentes da empresa apontam que o valor médio devedor de um sul-mato-grossense é de R$ 8.500,27, e os bancos e cartões concentram 28,26% das dívidas.

Além de bancos e cartões, pendências com concessionárias de energia elétrica, água, gás e telecomunicações estão entre os principais segmentos que concentram as dívidas em Mato Grosso do Sul. Confira os principais segmentos que concentram as dívidas:

  1. bancos e cartões, com 28,26%;
  2. financeiras, com 18,24%;
  3. utilities, com 17,58%;
  4. serviços, com 14,04%;
  5. e varejo, com 9,39%.

Os dados não são alheio ao restante do país, que em julho chegou a mais de 83 mil pessoas inadimplentes. Atualmente o Brasil soma 348.310.896 dívidas negativadas, que totalizam R$ 586,45 bilhões. O valor médio devido por pessoa é de R$ 6.987,23.

Por isso, a campanha aparece para auxiliar os devedores a quitarem suas dívidas antes do fim do ano. Segundo Aline Maciel, diretora da Serasa, a expectativa é ampliar as oportunidades e oferecer benefícios extras com a parceria.

“Na primeira edição do 09/09 da Serasa, realizado no ano passado, registramos mais de 224 mil acordos realizados apenas nesta data. Neste ano, buscamos ampliar as oportunidades e oferecer benefícios extras com o Mercado Pago, reforçando nosso propósito de tornar o recomeço financeiro mais simples e vantajoso para o brasileiro”.

A parceria com o banco digital prevê descontos extras e, neste ano, de janeiro a agosto foram 12.406 acordos fechados com o desconto de 99% em Mato Grosso do Sul. E mais de 680 mil negociações em todo o Brasil na mesma condição durante o período.

Quando o consumidor realiza o acordo à vista utilizando o cupom, o consumidor recebe além do desconto extra na negociação um segundo cupom de compras para ser utilizado no Mercado Livre, extensão do banco digital.

O benefício pode ser utilizado mediante pagamento com o saldo em conta no site/aplicativo ou via saldo do Cofrinho Mercado Pago.

Confira como negociar as dívidas com os cupons:

  1. Atualize, baixe o app ou acesse o site da Serasa
  2. Negocie sua dívida ativando o cupom de desconto disponível na oferta;
  3. Pague o acordo à vista;
  4. Receba por e-mail o aviso de que o seu cupom para compras no Mercado Livre já está disponível;
  5. Acesse o link recebido e conclua a ativação no ambiente do Mercado Pago;
  6. Acesse o saldo em conta ou o “Cofrinho Mercado Livre” para usar o cupom em sua próxima compra.

Confira o regulamento aqui.

Operação Última Chamada

Polícia Civil devolve às vítimas 55% dos celulares recuperados em MS

Dos 246 celulares recuperados, 136 foram devolvidos

08/09/2026 12h00

Vários celulares, de diversos modelos, foram recuperados em MS

Vários celulares, de diversos modelos, foram recuperados em MS DIVULGAÇÃO/PCMS

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Polícia Civil recuperou 246 celulares e devolveu 136 aparelhos às vítimas, até 31 de agosto de 2026, durante a Operação Nacional Última Chamada, em Mato Grosso do Sul.

Isto signfica que 55,3% dos aparelhos recuperados já foram devolvidos aos proprietários. Vários celulares, de diversos modelos, foram recuperados.

Apenas em Campo Grande, 43 aparelhos foram devolvidos aos donos.

Conforme apurado pela reportagem, a Polícia Civil iniciou um intenso trabalho de investigação destinado a identificação, localização e recuperação de aparelhos que foram roubados, furtados e receptados. Em seguida, identificou, localizou e contatou os proprietários dos aparelhos recuperados.

Confira o histórico do número de celulares recuperados e devolvidos:

  • Até 19 de agosto: 212 celulares foram recuperados e 75 aparelhos foram restituídos
  • De 20 e 31 de agosto: 61 aparelhos foram devolvidos às vítimas
  • De 20 e 31 de agosto (interior de MS): 34 celulares foram recuperados e 18 entregues às vítimas

Fonte: Polícia Civil

A Polícia Civil ressalta que o trabalho de recuperação e restituição de aparelhos continuará.

De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, no Brasil, 6.052 celulares foram recuperados, entre os dias 10 e 19 de agosto de 2026, durante a Operação Última Chamada.

Segundo o Ministério, a operação busca combater não apenas os roubos e furtos, mas também a cadeia de receptação e comercialização ilegal dos aparelhos. As autoridades utilizam informações como o número de identificação do celular (IMEI) para verificar se o dispositivo possui registro de roubo ou furto.

As polícias orientam que vítimas de roubo ou furto registrem a ocorrência e forneçam informações que possam ajudar na identificação do aparelho, como o número do IMEI. O registro facilita o trabalho de investigação e aumenta as chances de localização e restituição do celular.

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