Polícia

FEMINICÍDIOS

Em quase 7 meses, Mato Grosso do Sul já registrou 19 feminicídios

Ao longo de 2024, foram registrados 35 casos de feminicídio em MS; e esse ano, em quase 7 meses, o Estado já registrou 19 crimes dessa natureza

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De acordo com dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp/MS), de  1° de janeiro de 2025 até dia 28 de julho de  2025, o Estado  já registrou 19 casos de feminicídio.

Ainda conforme a Sejusp/MS, o número já é maior do que o registrado no mesmo período de 2024, quando de janeiro a julho, Mato Grosso do Sul registrou 12 feminicídios. Durante os 12 meses do ano passado, foram 35 feminicídios registrados.

No Estado, os casos envolvem uma diversidade de armas utilizadas pelos agressores e entre os principais instrumentos, destacam-se as armas de fogo, como pistolas e revólveres, além de armas brancas como facas e machados. Alguns casos também incluem espancamentos e enforcamento.

Confira a cronologia dos casos:

O primeiro caso de 2025 foi a morte de Karina Corin, de 29 anos, nos primeiros dias de fevereiro, baleada na cabeça pelo ex-companheiro, Renan Dantas Valenzuela, de 31 anos. 

Já o segundo feminicídio deste ano no Estado foi a morte de Vanessa Ricarte, esfaqueada aos 42 anos, por Caio Nascimento, criminoso com passagens por roubo, tentativa de suicídio, ameaça, além de outros casos de violência doméstica contra a mãe, irmã e outras namoradas.

No terceiro caso, a vítima foi Juliana Domingues, de 28 anos, assassinada com golpes de foice pelo marido, na noite do dia 18 de fevereiro, na comunidade indígena Nhu Porã, em Dourados, município localizado a 226 quilômetros de Campo Grande.

Quatro dias depois, no dia 22 de fevereiro, Mirieli dos Santos, de 26 anos, foi a quarta vítima do ano, morta a tiros pelo ex-namorado, Fausto Junior, no município de Água Clara - localizado a 193 km de Campo Grande.

No dia seguinte, Emiliana Mendes, de 65 anos, foi morta no município de Juti, localizado a 310 km de distância de Campo Grande. A vítima foi brutalmente atacada pelo suspeito, que, após esgana-la, arratou seu corpo até uma residência e colocou em cima de um colchão, a fim de simular uma eventual morte natural. 

O sétimo caso de feminicídio registrado em 2025 foi o de Giseli Cristina Oliskowiski, morta aos 40 anos, encontrada carbonizada em um poço no bairro Aero Rancho, em Campo Grande. O crime aconteceu no dia 1º de março;

Já o oitavo feminicídio foi o de Ivone Barbosa da Costa Nantes, morta a golpes de faca na região da nuca pelas mãos do então namorado no assentamento da zona rural de Sidrolândia batizado de Nazareth, em 17 de abril. 

nono caso foi registrado com o achado do corpo de Thácia Paula Ramos de Souza, de 39 anos, encontrado na tarde do dia 14 de maio, no Rio Aporé, em Cassilândia-MS, segundo divulgado pela Polícia Civil. De acordo com as informações, o crime aconteceu no dia 11 de maio. 

Já o décimo caso, foi o de Simone da Silva, de 35 anos, na noite do dia 14 de maio, morta a tiros na frente dos próprios filhos por William Megaioli da Silva, de 22 anos, que se entregou à polícia ainda com a arma em mãos. 

No 11º feminicídio de Mato Grosso do Sul, a vítima foi Olizandra Vera Cano, de 26 anos, que foi assassinada com golpes de faca no pescoço pelo marido de 32 anos, no dia 23 de maio. O autor acabou preso em flagrante, na cidade de Coronel Sapucaia, a 395 quilômetros de Campo Grande.

O 12º caso caso aconteceu no dia 25 de maio, no Hospital Regional de Nova Andradina, e vitimou Graciane de Sousa Silva, que foi vítima de diversas agressões durante quatro dias seguidos, na cidade de Angélica, distante aproximadamente 275 quilômetros de Campo Grande.

Seguindo a sequência, Vanessa Eugênia Medeiros, de 23 anos, e a filha Sophie Eugênia Borges, de apenas 10 meses, foram as 13ª e 14ª  vítimas de femicídio, em Mato Grosso do Sul. As duas foram mortas e queimadas no dia 26 de maio, no bairro São Conrado, em Campo Grande. O autor do crime, João Augusto Borges, de 21 anos, que era marido de Vanessa e pai de Sophie confessou o duplo homicídio, e afirmou que o cometeu pois Vanessa queria se separar e ele não queria pagar pensão para a filha.

Já a 15ª morte por feminicídio em Mato Grosso do Sul neste ano, foi a de Eliane Guanes, de 59 anos, que foi queimada viva pelo capataz Lourenço Xavier, de 54 anos. De acordo com as informações, ele jogou gasolina no corpo de Eliane e ateou fogo na mulher, em fazenda na região da Nhecolândia, no Pantanal de Corumbá, onde os dois trabalhavam. O crime aconteceu na noite do dia 6 de junho.

Doralice da Silva, de 42 anos, foi a 16ª vítima de 2025, morta a facadas no dia 20 de junho, após uma discussão com o companheiro Edemar Santos Souza, de 31 anos, principal suspeito. O crime ocorreu na Rua dos Pereiras, na Vila Juquita, em Maracaju, a cerca de 159 quilômetros de Campo Grande.

A 17ª vítima foi  Rose Antônia de Paula, foi encontrada morta e praticamente decapitada, em uma casa em Costa Rica no dia 28 de junho. Rose era moradora de Bonito e pretendia retornar para a cidade no dia do crime. Entretanto, vizinhas estranharam o fato de ela não ter aparecido para tomar café em uma lanchonete que costumava frequentar. Pouco tempo depois, ela foi encontrada morta.

No dia 4 de julho, a 18ª vítima foi Michely Rios Midon Orue, de 48 anos, morta a facadas pelo próprio filho, de 21 anos, que era esquizofrênico. O crime aconteceu no município de Glória de Dourados, distante aproximadamente 260 quilômetros de Campo Grande. A vítima foi morta com pelo menos cinco facadas, sendo o golpe fatal desferido na região da jugular.

Por último, completando a estatística dos feminicídios registrados desde o início do ano até agora em Mato Grosso do Sul, na última sexta-feira (25), Juliete Vieira, de 35 anos, foi esfaqueada pelo irmão, Edivaldo Vieira, de 41 anos.

O golpe fatal atingiu o pescoço de Juliete, que começou a perder muito sangue. O Corpo de Bombeiros foi acionado e tentou realizar os primeiros socorros, mas constataram o óbito da vítima. O crime aconteceu na cidade de Naviraí, distante aproximadamente 359 quilômetros de Campo Grande. 

Esse foi o 19° caso de feminicídio no Estado do dia 1° de janeiro de 2025 até o mês de julho do mesmo ano.

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CAMPO GRANDE

Carro 'recheado' de maconha foge da PRF e pega fogo; motorista escapa

Perseguição aconteceu no anel viário da BR-262/BR-060, próximo ao bairro Morada do Sol

22/07/2026 08h50

Veículo ficou completamente destruído e teve perda total

Veículo ficou completamente destruído e teve perda total Foto: Divulgação Corpo de Bombeiros 

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Fiat Uno Vivace, ‘recheado’ de maconha (300 kg), pegou fogo após fugir de uma perseguição da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na madrugada desta quarta-feira (22), no anel viário da BR-262/BR-060, próximo ao bairro Morada do Sol, em Campo Grande.

O motorista fugiu e, até às 6h de quarta-feira (22), ainda não havia sido localizado. O carro estava com placas adulteradas.

Conforme apurado pela reportagem, a PRF deu voz de parada ao motorista do veículo, mas ele desobedeceu e fugiu, e, então, iniciou-se uma perseguição.

Em determinado momento, adentrou em uma mata às margens da rodovia. O veículo pegou fogo, foi completamente destruído e teve perda total.

O motorista conseguiu fugir e, até o momento, não foi localizado. O mato seco, às margens da rodovia, pegou fogo e a chamas se alastraram rapidamente pela vegetação.

Veículo ficou completamente destruído e teve perda totalCarro estava com placas adulteradas. Foto: Divulgação Corpo de Bombeiros 

TRÁFICO DE DROGAS

O tráfico de drogas é um problema crescente no Brasil.

Comércio, transporte e armazenamento de cocaína, maconha, crack, LSD e haxixe são proibidos no território brasileiro, de acordo com a Lei nº 11.343/2006.

Mas, mesmo proibidos, ainda ocorrem em larga escala em Mato Grosso do Sul. O Estado é conhecido como um vasto corredor no Brasil, devido à sua extensa fronteira com outros países. Com isso, é uma das principais rotas utilizadas para a entrada de substâncias ilícitas no país. 

O tráfico resulta em diversos crimes direta e indiretamente, como furto, roubo, receptação e homicídios.

Dados divulgados pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 5.659,6 kg de cocaína e 4.221.263,9 kg de maconha foram apreendidos, entre 1º de janeiro e 22 de julho de 2026, em Mato Grosso do Sul

Em 2025, 14.651 quilos de cocaína, 538.750 quilos de maconha e 378 quilos de outras drogas foram apreendidos.

 

FEMINICÍDIO E HOMICÍDIO

Homem que matou esposa e conhecido é preso em Nioaque

Arma e faca, utilizados nos crimes, foram descartados pelo autor

20/07/2026 12h00

Viatura pertencente a Delegacia de Polícia Civil de Nioaque - imagem de ilustração

Viatura pertencente a Delegacia de Polícia Civil de Nioaque - imagem de ilustração

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Antônio Marcos da Silva, acusado de assassinar Rosenilda de Oliveira Candelário, de 48 anos e Reginaldo Messias Bispo, de 58 anos, foi preso na manhã desta segunda-feira (20), em Nioaque, município localizado a 183 quilômetros de Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, ele se entregou à polícia, confessou os assassinatos e foi detido pelas autoridades. Na sexta-feira (17), ele havia fugido do local do crime.

Arma e faca, utilizados nos crimes, foram descartados pelo autor. Ele deve responder pelos crimes de homicídio e feminicídio.

O CRIME

Rosenilda de Oliveira Candelário, de 48 anos e Reginaldo Messias Bispo, de 58 anos foram mortos a tiros e a facadas, respectivamente, em 17 de julho de 2026, na Colônia Conceição, em Nioaque.

De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada via 190 para atender uma ocorrência de disparos de arma de fogo, com dois óbitos, na Colônia Conceição – Agrovila.

Duas equipes da PM deslocaram viaturas até o endereço, sendo uma da Rádio Patrulha e outra da Força Tática.

Ao chegarem ao local, visualizaram um veículo da funerária estacionado nas proximidades.

Em seguida, conversaram com a proprietária de um bar, que informou que ouviu cinco disparos de arma de fogo e discussões perto do estabelecimento.

Os policiais iniciaram buscas na região e localizaram Rosenilda, sem vida, com perfurações de arma de fogo no crânio e nos olhos, sentada em uma cadeira na varanda de sua residência, imóvel que também funcionava como bar.

Em seguida, localizaram Reginaldo, caído no chão, com oito perfurações de arma branca no tórax.

LISTA TRÁGICA

Confira a lista de mulheres assassinadas por (ex) companheiros em 2026:

  1. Josefa dos Santos - 16 de janeiro
  2. Rosana Candia Ohara - 24 de janeiro
  3. Nilza de Almeida Lima - 22 de fevereiro
  4. Beatriz Benevides da Silva - 25 de fevereiro
  5. Liliane de Souza Bonfim Duarte - 6 de março
  6. Leise Aparecida Cruz - 7 de março
  7. Ereni Benites - 8 de março
  8. Fátima Aparecida da Silva - 23 de março
  9. Marlene de Brito Rodrigues - 6 de abril
  10. Vera Lúcia da Silva - 13 de abril
  11. Zelita Rodrigues de Souza - 30 de abril
  12. Fabíola Marcotti - 18 de maio
  13. Maria do Carmo - 28 de junho
  14. Paula de Souza Conceição - 11 de julho
  15. Rosenilda de Oliveira Candelário - 17 de julho

 

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