Cidades

16ª REMESSA

Mato Grosso do Sul recebe mais doses da AstraZeneca neste sábado

Secretário de Saúde acredita que cerca de 75 à 80 mil doses serão destinadas o Estado

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A décima sexta remessa de vacinas, com doses da AstraZeneca, deve chegar à Mato Grosso do Sul neste sábado (1º). 

O secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, afirmou que não sabe quantas doses chegarão à Mato Grosso do Sul, mas que acredita que seja por volta de 75 à 80 mil imunizantes. 

Últimas notícias

Na manhã desta quinta-feira (28), o Estado recebeu 65.760 doses da vacina de Oxford-AstraZeneca e 1,2 mil da Coronavac. Somando com a nova remessa que chegará amanhã, terá aproximadamente 143 mil doses apenas nesta semana. 

De acordo com Resende, as doses da AstraZeneca serão destinadas para fazer a D1 (dose 1). 

“Vamos ter quase 140 mil doses para fazer D1, então vamos imunizar 140 mil sul-mato-grossenses”, disse.

Os públicos que serão imunizados ainda não foram definidos.

As doses da Coronavac que chegaram ontem foram entregues ao Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), pois houve um empréstimo que precisa ser devolvido até maio.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que não há previsão para chegada de nova remessa da Coronavac, aguardada para aplicação da segunda dose.

Cronologia 

Em 18 de janeiro, 158.760 doses da vacina Coronavac desembarcaram na Base Aérea de Campo Grande.

Em 24 de janeiro, 22 mil doses chegaram à Mato Grosso do Sul.

Em 25 de janeiro, 10,2 mil doses da vacina Coronavac desembarcaram no Aeroporto Internacional de Campo Grande em um voo da Latam.

Em 7 de fevereiro, 32 mil doses da vacina Coronavac chegaram ao Aeroporto Internacional de Campo Grande. 

Em 24 de fevereiro, o Estado recebeu 35,7 mil doses da Coronavac e AstraZeneca.

Em 3 de março, a sexta remessa com 27,8 mil doses da Coronavac desembarcou no Aeroporto Internacional de Campo Grande.

Em 9 de março, a sétima remessa com 30,6 mil doses chegou ao Estado em um voo da Latam, vindo de Guarulhos.

Em 18 de março, chegaram mais 54,6 mil doses no Aeroporto da Capital. Já é a oitava remessa. 

Em 20 de março, chegou a nona remessa com mais de 48,6 mil doses no Aeroporto Internacional de Campo Grande.

Em 26 de março, a décima remessa com 46,7 mil doses chegou à Mato Grosso do Sul.

Em 1º de abril, a décima primeira remessa com 109,5 mil doses chegou ao Estado.

Em 8 de abril, 53,6 mil doses desembarcaram no Aeroporto Internacional de Campo Grande.

Em 15 de abril, o décimo terceiro lote com 77,9 mil doses chegou à Mato Grosso do Sul.

Em 22 de abril,  o décimo quarto lote, com cerca de 45 mil doses, desembarcam no Aeroporto Internacional da Capital.

Em 29 de abril, o décimo quinto lote com 66.950 doses de vacina contra Covid-19 chegou à Mato Grosso do Sul.

As vacinas já estão em todos os 79 municípios de Mato Grosso do Sul. A cada lote de entregas, os imunizantes são distribuídos imediatamente.

A força tarefa de distribuição de vacinas contou com o apoio da Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros.

Vacinômetro

A plataforma disponibilizada pela SES divulga em tempo real a situação do processo de imunização em cada município do Estado.

As pessoas podem informar-se a respeito quantas doses foram aplicadas (dose 1 e dose 2); percentual de vacinados; percentual de imunizados; grupos que já receberam a vacina; entre outros.

Segundo dados da ferramenta, 700.079 doses já foram aplicadas no Estado e 17,29% da população sul-mato-grossense está vacinada.

Mato Grosso do Sul é o segundo estado que mais vacinou no Brasil, perdendo apenas para o Rio Grande do Sul. Confira aqui o calendário atualizado de imunização na Capital.

Na capital, 249.244 doses já foram aplicadas, sendo 181.971 da primeira e 67.273 da segunda.

Com isso, 20,08% da população campo-grandense já está vacinada. Os dados são do vacinômetro disponibilizado pela Secretaria Municipal de Saúde.

De acordo com Painel Coronavírus – Google, 1.012.044.385 doses já foram aplicadas no mundo.

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Nova Vítima

Chikungunya avança em Mato Grosso do Sul e registra 22ª morte em 2026

Idoso de 78 anos morreu após complicações da doença; caso ainda não consta no boletim estadual mais recente

05/06/2026 18h00

Reprodução/SES/Bruno Rezende

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Dourados confirmou nesta sexta-feira (5) mais uma morte causada pela chikungunya. A vítima foi um idoso de 78 anos, elevando o número de óbitos registrados pela doença em Mato Grosso do Sul.

Com o novo registro, o município chega a 14 óbitos confirmados e o Estado soma 22 mortes associadas à chikungunya em 2026. O caso foi divulgado no Relatório Epidemiológico Diário de Monitoramento da Febre Chikungunya de Dourados.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o paciente apresentou os primeiros sintomas em 14 de maio e foi internado no dia seguinte no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD). Ele morreu na quarta-feira (3).

Morador da área urbana de Dourados, o idoso possuía doença respiratória crônica e diabetes, condições consideradas fatores de risco para o agravamento do quadro clínico da chikungunya.

Apesar da confirmação do novo óbito, a morte ainda não consta no boletim epidemiológico mais recente da Secretaria de Estado de Saúde (SES), divulgado na segunda-feira (1º) e referente à 21ª semana epidemiológica.

Na ocasião, Mato Grosso do Sul contabilizava 21 mortes confirmadas pela doença e outros dois óbitos em investigação.

Perfil das vítimas

Dos 14 óbitos registrados em Dourados desde o início da epidemia, dez ocorreram entre indígenas e quatro entre moradores da área urbana do município.

Os dados mostram que boa parte das vítimas estava na faixa etária entre 69 e 82 anos. Também foram registradas mortes de bebês de um e três meses, uma criança de 12 anos e adultos com idades entre 29 e 55 anos.

A Secretaria Municipal de Saúde informou ainda que subiu para quatro o número de mortes sob investigação por suspeita de chikungunya.

Na área urbana, os casos analisados envolvem:

  • Uma mulher de 74 anos, com doença renal crônica e hipertensão arterial;
  • Um homem de 71 anos, com diabetes;
  • Um homem de 43 anos, sem comorbidades relatadas.

Já na Reserva Indígena, aguarda-se o resultado dos exames de um jovem de 19 anos que apresentou os primeiros sintomas em 14 de março e morreu em 29 de maio no Hospital da Missão.

A confirmação dos casos é realizada pelo Laboratório Central de Mato Grosso do Sul (Lacen), em Campo Grande, responsável pela análise das amostras encaminhadas pelos municípios.

Itaporã também registrou morte

Na semana passada, Itaporã confirmou o primeiro óbito por chikungunya registrado no município em 2026. A vítima foi um homem de 50 anos que apresentou coinfecção por influenza e chikungunya, situação em que o paciente é infectado simultaneamente pelos dois vírus.

Segundo as autoridades de saúde, ele também possuía comorbidades, entre elas doença cardiovascular crônica, imunodeficiência ou imunossupressão e histórico de tabagismo.

Mais de 12 mil casos prováveis no Estado

Conforme o último boletim epidemiológico da SES, divulgado na segunda-feira (1º), Mato Grosso do Sul acumula 12.811 casos prováveis de chikungunya em 2026. Desse total, 6.360 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

As mortes confirmadas até o boletim anterior ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã. Entre as vítimas fatais, 12 apresentavam algum tipo de comorbidade, fator que pode contribuir para a evolução mais grave da doença.

O avanço dos casos mantém o alerta das autoridades sanitárias, especialmente nos municípios que registram elevada circulação do vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

Dourados concentra quase metade dos casos

Dourados segue como o principal epicentro da chikungunya em Mato Grosso do Sul. O município soma 3.112 casos confirmados, o equivalente a praticamente metade de todos os registros do Estado.

Os municípios com maior número de casos confirmados são:

  • Dourados: 3.112;
  • Fátima do Sul: 588;
  • Jardim: 345;
  • Sete Quedas: 278;
  • Corumbá: 222;
  • Batayporã: 197;
  • Bonito: 183;
  • Aquidauana: 163;
  • Paraíso das Águas: 156;
  • Amambai: 155.

Ranking de incidência preocupa

Quando analisada a proporção de casos em relação ao tamanho da população, alguns municípios apresentam situação ainda mais preocupante que Dourados.

O ranking estadual de incidência de casos prováveis por 100 mil habitantes é liderado por Douradina:

  • Douradina: 4.464 casos por 100 mil habitantes;
  • Paraíso das Águas: 3.103,4;
  • Fátima do Sul: 3.047,2;
  • Batayporã: 2.875,3;
  • Sete Quedas: 2.737,9;
  • Dourados: 2.379,1.

Os índices são considerados elevados pelas autoridades de saúde e refletem a intensidade da transmissão da doença em diversas regiões de Mato Grosso do Sul.

Saúde

Teste do Pezinho: dia nacional reforça importância do exame em recém-nascidos

O exame ampliado consegue identificar até 50 patologias em bebês

05/06/2026 17h45

Dia Nacional do Teste do Pezinho é comemorado no dia 6 de junho

Dia Nacional do Teste do Pezinho é comemorado no dia 6 de junho Divulgação

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Celebrado em todo o Brasil neste sábado, 6 de junho, o Dia Nacional do Teste do Pezinho é um lembrete para a importância do exame em recém-nascidos para identificar precocemente doentas genéticas, metabólicas, congênitas e infecciosas. 

O exame é feito a partir da coleta de gotinhas de sangue extraídos do calcanhar do bebê em um papel filtro, e encaminhado para análise laboratorial. 

O ideal é que a coleta seja feita entre o terceiro e quinto dia de vida dos recém-nascidos, já que a fase apresenta uma eficácia maior na detecção de possíveis alterações. 

O teste é realizado de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é obrigatório, já que pode evitar sequelas graves por identificar diagnósticos precoces. 

Para a técnica de enfermagem do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS), Camila Santos Galvão Benitez, o exame permite localizar doenças antes mesmo do aparecimento de sintomas, possibilitando um início rápido do tratamento. 

“Por meio do teste do pezinho é possível detectar precocemente doenças como anemia falciforme, fibrose cística e hipotireoidismo congênito, entre outras. Quando identificadas logo no início da vida, conseguimos iniciar o tratamento adequado precocemente, aumentando significativamente as chances de desenvolvimento saudável da criança”, explicou. 

Ela ressalta que o teste é garantido por lei a todos os recém-nascidos e é realizado de forma gratuita pelo SUS, além de ser "simples, rápido e extremamente importante para evitar complicações futuras e até salvar vidas". 

Quando o teste começou a ser realizado pelo SUS, ele identificava apenas seis doenças:  fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doenças falciformes e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase.

Com a ampliação do teste, o exame passou a rastrear e identificar até 50 doenças raras e condições genéticas. 

Especialistas explicam que muitas doenças identificadas pelo teste não apresentam sintomas no período neonatal mas podem resultar em complicações futuras caso não sejam diagnosticadas precocemente, como o comprometimento no desenvolvimento físico e intelectual da criança. 

"A campanha do Dia Nacional do Teste do Pezinho busca conscientizar pais e responsáveis sobre a necessidade de realizar o exame dentro do prazo recomendado e reforçar a importância do acompanhamento médico após a coleta, especialmente nos casos em que há necessidade de confirmação diagnóstica e início do tratamento", afirmou o HU em nota. 

Teste do pezinho ampliado

O teste do pezinho ampliado passou a ser ofertado pelo SUS em Mato Grosso do Sul em janeiro de 2026, após uma parceria entre o  Governo do Estado com a Prefeitura Municipal de Campo Grande, através do Instituto de Pesquisas, Ensino e Diagnósticos da APAE de Campo Grande (IPED/APAE), instituição responsável pela realização dos exames laboratoriais de triagem neonatal, habilitada pelo Ministério da Saúde. 

O teste do pezinho surgiu na década de 1960 para investigar a fenilcetonúria, uma doença capaz de causar deficiência intelectual. 

Normalmente, o teste costuma ser feito no terceiro dia de vida do bebê. Com as tecnologias mais modernas, o teste do pezinho ampliado já pode ser coletado com 24 horas de vida. 

A diferença entre o teste do pezinho e o teste do pezinho ampliado é a quantidade de doenças contempladas por cada um. 

O exame é feito a partir de uma pequena quantidade de sangue do recém-nascido. A coleta é feita pelo calcanhar ou por meio de outras veias periféricas, como da mão ou da dobra do cotovelo. 

A amostra não é armazenada em tubo, como ocorre em adultos, mas sim, em um papel filtro. Depois, em laboratório, são dosadas substâncias que todo bebê deve ter em seu sangue, como hormônios, aminoácidos e enzimas. 

Caso seja observada alguma anomalia, o recém-nascido deve ser submetido a outros exames para que haja uma investigação mais detalhada até um diagnóstico. 

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