Cidades

CRIME

Mulher morre enforcada e MS chega ao 37° feminicídio do ano

Antes de se entregar, o homem ainda entrou em contato com a mãe de Gabrielle para avisar sobre assassinato

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Gabrielle Oliveira dos Santos, de 25 anos, foi morta enforcada pelo companheiro na noite desta segunda-feira (17). O crime ocorreu na chácara onde o casal morava, em Sonora, município localizado no extremo norte de Mato Grosso do Sul.

Conforme informações do portal Dourados Agora, Diovani procurou a delegacia na manhã desta terça-feira (18), para se entregar e relatou aos policiais que matou Gabrielle por ciúmes. Ele também indicou o endereço do imóvel, onde o corpo da vítima foi encontrado.

Antes de se entregar, o suspeito ainda entrou em contato com a mãe de Gabrielle e afirmou: “Acabei de matar sua filha; vai lá vê-la”. Ao ouvi-lo, a mulher acionou a polícia imediatamente.

Equipes estiveram no local durante a madrugada para realizar os levantamentos iniciais e foi constatado que a vítima foi morta por enforcamento.

Com o caso, Gabrielle passa a ser a 36ª vítima de feminicídio registrada em Mato Grosso do Sul em 2025.

Cronologia dos casos em MS

primeiro caso de 2025 sendo a morte de Karina Corin, de 29 anos, nos primeiros dias de fevereiro, baleada na cabeça pelo ex-companheiro, Renan Dantas Valenzuela, de 31 anos. 

Já o segundo feminicídio deste ano em MS foi a morte de Vanessa Ricarte, esfaqueada aos 42 anos, por Caio Nascimento, criminoso com passagens por roubo, tentativa de suicídio, ameaça, além de outros casos de violência doméstica contra a mãe, irmã e outras namoradas.

No terceiro caso, a vítima foi Juliana Domingues, de 28 anos, assassinada com golpes de foice pelo marido, na noite do dia 18 de fevereiro, na comunidade indígena Nhu Porã, em Dourados, município localizado a 226 quilômetros de Campo Grande.

Quatro dias depois, no dia 22 de fevereiro, Mirieli dos Santos, de 26 anos, foi a quarta vítima do ano, morta a tiros pelo ex-namorado, Fausto Junior, no município de Água Clara - localizado a 193 km de Campo Grande.

No dia seguinte, Emiliana Mendes, de 65 anos, foi morta no município de Juti, localizado a 310 km de distância de Campo Grande. A vítima foi brutalmente atacada pelo suspeito, que, após esgana-la, arratou seu corpo até uma residência e colocou em cima de um colchão, a fim de simular uma eventual morte natural. 

O sexto caso de feminicídio registrado em 2025 foi o de Giseli Cristina Oliskowiski, morta aos 40 anos, encontrada carbonizada em um poço no bairro Aero Rancho, em Campo Grande. O crime aconteceu no dia 1º de março;

O sétimo aconteceu em Nioaque e trata-se do feminicídio de Alessandra da Silva Arruda, em 29 de março, morta aos 30 anos por Venilson Albuquerque Marques, preso em flagrante horas depois convertida posteriormente para preventiva.

Já o oitavo feminicídio foi o de Ivone Barbosa da Costa Nantes, morta a golpes de faca na região da nuca pelas mãos do então namorado no assentamento da zona rural de Sidrolândia batizado de Nazareth, em 17 de abril. 

nono caso foi registrado com o achado do corpo de Thácia Paula Ramos de Souza, de 39 anos, encontrado na tarde do dia 14 de maio, no Rio Aporé, em Cassilândia-MS, segundo divulgado pela Polícia Civil. De acordo com as informações, o crime aconteceu no dia 11 de maio. 

Já o décimo caso, foi o de Simone da Silva, de 35 anos, na noite do dia 14 de maio, morta a tiros na frente dos próprios filhos por William Megaioli da Silva, de 22 anos, que se entregou à polícia ainda com a arma em mãos. 

No 11º feminicídio de Mato Grosso do Sul, a vítima foi Olizandra Vera Cano, de 26 anos, que foi assassinada com golpes de faca no pescoço pelo marido de 32 anos, no dia 23 de maio. O autor acabou preso em flagrante, na cidade de Coronel Sapucaia, a 395 quilômetros de Campo Grande.

O 12º caso caso aconteceu no dia 25 de maio, no Hospital Regional de Nova Andradina, e vitimou Graciane de Sousa Silva, que foi vítima de diversas agressões durante quatro dias seguidos, na cidade de Angélica, distante aproximadamente 275 quilômetros de Campo Grande.

Seguindo a sequência, Vanessa Eugênia Medeiros, de 23 anos, e a filha Sophie Eugênia Borges, de apenas 10 meses, foram as 13ª e 14ª  vítimas de femicídio, em Mato Grosso do Sul. As duas foram mortas e queimadas no dia 26 de maio, no bairro São Conrado, em Campo Grande. O autor do crime, João Augusto Borges, de 21 anos, que era marido de Vanessa e pai de Sophie confessou o duplo homicídio, e afirmou que o cometeu pois Vanessa queria se separar e ele não queria pagar pensão para a filha.

Já a 15ª morte por feminicídio em Mato Grosso do Sul neste ano, foi a de Eliane Guanes, de 59 anos, que foi queimada viva pelo capataz Lourenço Xavier, de 54 anos. De acordo com as informações, ele jogou gasolina no corpo de Eliane e ateou fogo na mulher, em fazenda na região da Nhecolândia, no Pantanal de Corumbá, onde os dois trabalhavam. O crime aconteceu na noite do dia 6 de junho.

Doralice da Silva, de 42 anos, foi a 16ª vítima de 2025, morta a facadas no dia 20 de junho, após uma discussão com o companheiro Edemar Santos Souza, de 31 anos, principal suspeito. O crime ocorreu na Rua dos Pereiras, na Vila Juquita, em Maracaju, a cerca de 159 quilômetros de Campo Grande.

A 17ª vítima foi  Rose Antônia de Paula, foi encontrada morta e praticamente decapitada, em uma casa em Costa Rica no dia 28 de junho. Rose era moradora de Bonito e pretendia retornar para a cidade no dia do crime. Entretanto, vizinhas estranharam o fato de ela não ter aparecido para tomar café em uma lanchonete que costumava frequentar. Pouco tempo depois, ela foi encontrada morta.

No dia 4 de julho, a 18ª vítima foi Michely Rios Midon Orue, de 48 anos, morta a facadas pelo próprio filho, de 21 anos, que era esquizofrênico. O crime aconteceu no município de Glória de Dourados, distante aproximadamente 260 quilômetros de Campo Grande. A vítima foi morta com pelo menos cinco facadas, sendo o golpe fatal desferido na região da jugular.

O 19° caso aconteceu no dia 25 de julho, com a morte de Juliete Vieira, de 35 anos, que foi esfaqueada pelo irmão, Edivaldo Vieira, de 41 anos. O crime aconteceu na cidade de Naviraí, distante aproximadamente 359 quilômetros de Campo Grande. 

Na sequência da estatística dos feminicídios registrados desde o início, a 20.ª vítima foi a professora Cinira de Brito, morta por Anderson Aparecido de Olanda, de 41 anos, que esfaqueou a companheira com dois golpes na perna, três no abdômen e depois tirou a própria vida. 

Já a 21ª vítima de feminicídio em 2025 foi Salvadora Pereira, de 22 anos, assassinada com tiro no rosto pelo então companheiro, José Cliverson Soares, 32 anos, na frente de cerca de cinco crianças com idades entre dois e oito anos. 

Depois, o 22° caso de feminicídio foi a morte de Dahiana Ferreira Bobadilla, morta aos 24 anos por Dilson Ramón Fretes Galeano, de 41 anos, que fugiu após enterrar o corpo em cova rasa às margens do Rio Apa, em Bela Vista. 

Já a 23ª vítima de feminicídio em 2025 no Mato Grosso do Sul foi Letícia Araújo, de 25 anos, atropelada de propósito pelo marido, Vitor Ananias, 25, como registrado pelas câmeras de segurança da região. 

Após ser mantida em cárcere privado pelo entção marido, Érica Regina Mota, de 46 anos, foi a 24ª vítima de feminicídio em 2025 no Mato Grosso do Sul, morta a facadas por Vagner Aurélio, de 59 anos, preso em flagrante poucas horas depois. 

O 25° feminicídio registrado foi o de Dayane Garcia, de 27 anos, que morreu na Santa Casa de Campo Grande depois de passar 77 dias internada, após ser ferida a tiros pelo ex-marido Eberson da Silva, de 31 anos, ainda em 18 de junho. 

O 26° caso foi o de Iracema Rosa da Silva, morta aos 75 anos em Dois Irmão do Buriti, por defender a filha do genro que cometia violência doméstica.

Caso confirmado, o 27° feminicídio será o de Gisele da Silva Saochine, morta aos 40 anos pelo marido no quintal de casa. Em seguida, ele a arrastou para o quarto e a incendiou. Depois, foi para o carro que estava na garagem, e colocou fogo em si mesmo, morrendo carbonizado.

28° foi o de Ana Taniely Gonzaga de Lima, de 25 anos, morta em Bela Vista, pelo ex que não aceitava o fim do namoro. Inconformado com o fim da relação, ele passou a insistir em uma reconciliação, até que encontrou a vítima e agrediu com golpes de faca e também com um pedaço de madeira, causando ferimentos graves que resultaram em sua morte.

A 29ª vítima foi  Erivelte Barbosa Lima de Souza, de 48 anos, que foi esfaqueada pelo marido Adenilton José da Silva Santos, de 30 anos, em Paranaíba. Adenilton José da Silva Santos foi preso em flagrante e levado à delegacia do município. Durante o interrogatório, ele confessou o crime e contou que não conseguia lembrar o que o levou à prática, já que estava embriagado.

A 30ª vítima foi Andreia Ferreira, de 40 anos, assassinada a tiros pelo marido Carlos Alberto da Silva. Irritado após discussão do casal, Carlos usou arma que tinha em casa para disparar contra a mulher. O homem esteve foragido, mas foi preso uma semana após o ocorrido do dia 12 de outubro.

Solene Aparecida Ferreira Corrêa, de 46 anos, foi a 31ª vítima de feminicídio. Ela foi encontrada morta no chão de sua casa, com marcas de violência e sinais de enforcamento. O caso aconteceu em Três Lagoas e a suspeita pela morte era sua companheira, identificada como Laura Rosa Gonçalves, que foi presa em flagrante.

Luana Cristina Ferreira Alves, de 32 anos, foi a 32ª vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul. Ela foi morta a facadas no Jardim Colúmbia, em Campo Grande, na noite do dia 28 de outubro.

O 33° caso foi de Aline Silva no dia 04 de novembro, morta a facadas na frente da mãe e da filha, após se recusar a ter um relacionamento amoroso com o homem.

Já o 34° caso foi o da mulher de 43 anos, morta a facadas em Aparecida do Taboado, identificada depois como Mara Aparecida do Nascimento Gonçalves

Por fim, as vítimas do 35° e 36° caso foram da mesma família, Rosimeire Vieira de Oliveira, de 37 anos e sua mãe, Irailde Vieira Flores de Oliveira, de 83 anos, foram mortas à facadas durante a madrugada, pelo ex-namorado de Rosimeire. 

** Colaborou Leo Ribeiro 

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precatórios

Ex-conselheiros do TCE-MS têm direito a indenização de até R$ 8,1 milhões

Juntos, seis ex-conselheiros, sendo que cinco já faleceram, venceram ações que lhes garantem R$ 39,5 milhões. A previsão era de que os pagamentos fossem feitos até o fim de 2025

04/02/2026 14h30

Entre os beneficiários estão conselheiros que assumiram os cargos em 1980, ano que que foi criada a instituição em MS

Entre os beneficiários estão conselheiros que assumiram os cargos em 1980, ano que que foi criada a instituição em MS

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A lista dos precatórios de natureza alimentar que tiveram os pagamentos adiados em cinco anos pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul mostra que seis ex-conselheiros do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul têm, juntos, pouco mais de R$ 39,54 milhões a receber da administração estadual. 

Destes, somente Ruben Figueiró de Oliveira, que em outubro completa 95 anos, está  vivo e a previsão de pagamento era até 31 de dezembro do ano passado. Porém, com o adiamento, terá de esperar até o final de 2030, ano que, em tese, completará 99 anos.

Dos seis, ele faz juz ao menor valor, pouco mais de R$ 4,36 milhões. Natural de Rio Brilhante,  Figueiró, como é mais conhecido, iniciou sua carreira política 1970 e terminou somente em 2015, quando por dois anos exerceu o mandato de senador.

Ele havia sido segundo suplente de Marisa Serrano, que renunciou para assumir vaga no TCE. Em seu lugar, assumiu o empresário Antônio Russo (dono de frigoríficos). Mas, por problemas de saúde do empresário, a vaga ficou com Figueiró.

Antes disso, elegeu-se deputado estadual em 1970. Em outubro de 1977 participou do processo de criação de Mato Grosso do Sul e no ano seguinte foi eleito deputado federal. Em novembro de 1982 foi reeleito. 

Em 1989/90 foi Secretário de Estado da Agricultura e Pecuária em MS.  De 1990 a 2001 atuou como Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, cargo que acabou rendendo agora o direito à indenização milionária.

PELUFFO

O campeão no valor nesta lista das indenizações de precatórios, que contém outros 2.775 nomes, é o ex-conselheiro Hélio Peluffo, pai do ex-secretário de obras do Governo Riedel. O filho, que renunciou ao mandato de prefeito de Ponta Porã para assumir a mais cobiçada  secretaria, saiu do Governo Riedel em agosto de 2024. 

O pai dele, que também foi prefeito de Ponta Porã por duas vezes, morreu em julho de 2012, aos 98 anos. Mas, somente em 2024 o seu pleito virou precatório e a previsão era de que até o final de 2025 seus herdeiros, entre eles o ex-secretário, recebessem quase R$ 8,14 milhões. Agora, terão de esperar por até cinco anos. 

Hélio Peluffo tomou posse como conselhieiro em março de 1980 e ficou no cargo até abril de 1986. Mas, muito antes disso, de 1951 a 1955, já ocupava cargo público, sendo vereador de Ponta Porã. Depois, (1959-1963 e 1967-1971) foi prefeito da mesma cidade por duas vezes. 

O Correio do Estado procurou Hélio Peluffo Filho, mas ele se limitou a informar que a indenização é relativa ao seu pai, sem dar detalhes sobre os argumentos utilizados para que a Justiça lhe desse ganho de causa.

WILSON E EDYL

Em segundo lugar nesta lista de indenizações aparece Wilson Coutinho, com direito a R$ 7,58 milhões. Ele era auditor do TCE-MS, mas chegou a ocupar o cargo de conselheiro, conforme as poucas informações disponíveis no próprio TCE. Um processo interno do TCE protocolado em 2017 revela que o Tribunal concedeu pensão por morte, em 2020, a uma beneficiária de Wilson Coutinho. 

Também pouco conhecido, o terceiro colocado na lista das indenizações milionárias é Edyl Pereira Ferraz, com direito a quase R$ 7,14 milhões. Ele foi o primeiro presidente do TCE-MS, em 1980, e faleceu há quase 18 anos, em outubro de 2008, aos 84 anos. O dinheiro tende a ser destinado aos seus herdeiros, caso não haja conflitos judicias de inventário.

Formado em Direito, Edyl foi conselheiro durante nove anos e antes disso, entre 1955 e 1966, foi deputado estadual por Mato Grosso. Na sequência, ocupou dois mandatos de deputado federal também por Mato Grosso. 

Em 1978 foi eleito como segundo suplente de Pedro Pedrossian na disputa ao senado e dois anos depois, quando Pedrossian foi nomeado governador de MS, assumiu a presidência do TCE.

HORÁCIO

Logo depois, em quarto, aparece o nome de Horácio Cerzósimo de Souza, com direito a quase R$ 6,1 milhões. Ele faleceu em outubro de 2011, aos 81 anos. Advogado, ele também assumiu vaga de conselheiro quando o TCE foi criado, em 1980. 

Cerzózimo ficou no cargo durante duas décadas e duas vezes ocupou a presidência. Ele chegou à função depois de ocupar uma série de cargos públicos em Dourados e se eleito deputado estadual por Mato Grosso, entre 1974 e 1978. No ano seguinte foi deputado constituinte por Mato Grosso do Sul. 

TOTÓ

Em quinto lugar na lista dos ex-conselheiros aparece outro douradense ilustre, o ex-prefeito João Totó da Câmara. Seus herdeiros esperavam receber R$ 5,94 milhões no final do ano passado, mas terão de esperar até cinco anos. 

Ele faleceu em março de 2012, aos 83 anos, e foi nomeado conselheiro em 1987, onde permaneceu até se aposentar, em 1998. Formado em Direito, começou na vida pública em 1954, quando foi vereador de Dourados, ficando na função por quase uma década. Entre 1966 e 1969 foi prefeito da segunda maior cidade do Estado. 

Depois disso, foi deputado federal de 1971 a 1973, retornando ao cargo de prefeito de Dourados até 1977. Foi novamente deputado federal (1979 a 1982) e em seguida se tornou secretário de Estado de Agricultura e Pecuária, até 1986. Depois disso é que foi nomeado para o TCE. 

CONTEXTO

O nome dos ex-conselheiros aparecem em uma lista de 2.776 credores que estavam previstos para receberem o pagamento dos precatórios no final do ano passado (R$ 219 milhões) e do final de 2026 (R$ 211 milhões).

Porém, por conta de dificuldades financeiras, o Governo do Estado adiou estes pagamentos para o fim de 2030 e o fim de 2033. Os adiamentos, realizados também por outros estados e municípios, estão baseados em uma PEC (66/2023) publicada pelo Governo Federal em setembro de 2025.

Entre os beneficiários estão conselheiros que assumiram os cargos em 1980, ano que que foi criada a instituição em MS

Computadores para inclusão

Governo Federal já doou quase 1,4 mil computadores para programa de formação profissional em MS

Desde 2010, 145 pontos do Estado receberam as doações e já foram feitos mais de 3 mil formações em cursos profissionalizantes

04/02/2026 14h30

Mato Grosso do Sul já recebeu 1.399 computadores doados pelo Governo Federal

Mato Grosso do Sul já recebeu 1.399 computadores doados pelo Governo Federal Shizuo Alves/Ministério das Comunicações

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Mato Grosso do Sul já recebeu 1.399 computadores doados pelo Governo Federal através do programa Computadores para Inclusão. Desde o início do programa, em 2010, as doações alcançaram, ao menos, 145 pontos, principalmente escolas públicas do Estado. 

Além dos computadores, o programa também já promoveu 3.148 formações em cursos de informática e manutenção de computadores e celulares, ampliando a qualificação profissional de jovens para o mercado de trabalho em todo o Estado por meio dos Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs).

A iniciativa é coordenada pelo Ministério das Comunicações e ao longo dos 15 anos de funcionamento, realizou a entrega de 70 mil computadores a escolas públicas em todo o Brasil, associações e projetos voltados à capacitação de pessoas na área da informática. 

Mais de 700 mil pessoas receberam letramento digital e capacitação profissional, permitindo que elas atuem novas tecnologias e, consequentemente, uma transformação e vida. 

"Essa política pública se soma a um plano estratégico de levar inclusão digital a todos os brasileiros. Estamos firmes na missão dada pelo presidente Lula de democratizar o acesso de todos à internet. Cada computador significa conhecimento, resgate da dignidade e mais chances de as pessoas escreverem sua própria história, não importando a idade", afirmou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho. 

Computadores para Inclusão

De acordo com o Ministério da Comunicação, o programa Computadores para Inclusão tem o objetivo de fazer a economia circular através da realocação de equipamentos parados nos órgãos públicos.

Computadores e demais máquinas que possam ser utilizadas são destinados a escolas públicas, associações, centros socioeducativos, penitenciárias, comunidades indígenas e quilombolas, além de áreas rurais e remotas. 

As máquinas são recuperadas pelos próprios alunos dos cursos da capacitação dos CRCs. Assim, os participantes adquirem uma profissão, possibilitando o ingresso no mercado de trabalho.

Também foram construídos laboratórios de informática, ampliando o acesso ao conhecimento digital para crianças, jovens, adultos e idosos do Brasil. 

Além das 70 mil máquinas doadas em todo o País, o programa já criou 5,7 mil laboratórios de informática em escolas e associações de mais de 1,3 mil municípios brasileiros, garantindo a formação de mais de 74 mil alunos em cursos de informática, manutenção e novas tecnologias. 

O programa também tem foco sustentável. De acordo com dados do Governo Federal, os CRCs já deram destinação adequada a mais de 11 mil toneladas de resíduos eletrônicos, ultrapassando a marca de 1,2 milhão de equipamentos descartados de forma sustentável. 

De 2021 até o ano passado, foram entregues mais de 48 mil máquinas doadas, crescendo gradativamente.  

Em 2021, foram doados 4.829 computadores; em 2022, 4.669; em 2023, 7.779; em 2024, 15.597 e, em 2025, 15.884. 
 

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