Cidades

RETROSPECTIVA

Ano da morte do Papa e Mujica, 2025 levou goleiro 'Manga', pastor e sensei referências em MS

Neste ano Mato Grosso do Sul disse adeus à ícones da educação, publicidade e líderes religiosos importantes para a história local

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Este 2025 ficou marcado na memória de muitas pessoas ao redor do globo por registrar a morte do primeiro papa latino-americano da história, Francisco, que, nascido Jorge Mario Bergoglio, foi o 266.º da Igreja Católica, mas também sendo um período de 12 meses que "ceifou" a vida de grandes nomes e personalidades sul-mato-grossenses, indo desde goleiros históricos, até senseis e líderes religiosos locais. 

Já em 04 de janeiro, vale lembrar, a japonesa Tomiko Itooka, considerada até então a pessoa mais velha do mundo, faleceu aos 116 anos, deixando o posto de "mais idosa" para a brasileira freira gaúcha Inah Canabarro Lucas, que nasceu 16 dias depois da oriental e faleceu em 30 de abril deste ano.

Menos de três dias depois desse feito alcançado por uma brasileira, regionalmente Mato Grosso do Sul se despediu da Procuradora do Estado, Thais Gaspar, símbolo da campanha do Outubro Rosa pelo diagnóstico de câncer que recebeu, ainda em 2019, quando a mesma gestava uma criança. 

Entre figuras icônicas, no dia seguinte, a corporação do Batalhão de Choque da Polícia Militar de MS prestou condolências a um agente canino, o Pastor Alemão Lion, cão farejador da BPMChoque que faleceu aos 14 anos, após enfrentar vários problemas de visão e audição, com pelo menos metade de sua vida dedicada à "carreira policial".

Já nacionalmente, as primeiras semanas de janeiro também marcaram  a morte do ícone do jornalismo esportivo, Léo Batista, eternizado nos quase 80 anos de carreira e por "dar cara" às crônicas futebolísticas.

Ainda no dia 19 de janeiro, a missionária sul-mato-grossense 32 anos, Lucinéia Santos, morreu em Angola, na África, vítima de malária enquanto estava no continente prestando trabalho voluntário.

Triste adeus

Logo na segunda semana de fevereiro Mato Grosso do Sul anotava uma das mortes mais emblemáticas de 2025, a da jornalista Vanessa Ricarte, esfaqueada aos 42 anos pelo então noivo, Caio Nascimento no dia 12 do segundo mês neste ano. 

Depois de um namoro de quatro meses, a assessora de imprensa do Ministério Público do Trabalho (MPT) foi morta pelo ex-companheiro quatro dias antes de completar aniversário. 

Após a comoção regional por esse feminicídio, nacionalmente o País se despedia de um dos fundadores do Cinema Novo, Cacá Diegues, responsável por filmes como "Tieta do Agreste" que morreu inclusive na data em que Vanessa Ricarte completaria seu aniversário, em 14 de fevereiro. 

Entre os símbolos que fizeram a passagem do plano carnal, antes de se despedir de fevereiro a Capital do Mato Grosso do Sul disse adeus à anta "Duro-de-Matar", animal icônico que costumava mancar pelo Parque dos Poderes e foi atropelado na BR-163. 

Em 27 de fevereiro ainda, o primeiro reitor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), o médico João Pereira da Rosa, morreu aos 96 anos, o que fez inclusive a instituição decretar luto oficial de três dias, 

Educador que deixou um legado na área da educação e da música regionais, o professor Manoel Camara Rasslan faleceu em 20 de março, sendo o fundador do Coral e do Coro de Câmara e da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. 

Entre as personalidades regionais, 2025 marcou ainda a morte do jornalista e empresário Danilo Pereira da Costa, aos 61 anos, conhecido por ser  proprietário do veículos de imprensa locais como o JD1 Notícias e o Jornal de Domingo. 

Março ainda marcaria a morte da professora e ex-secretária da educação, Sireunice Camargo Dorta, que foi atropelada por um caminhão em Dourados, município que fica localizado a 229 quilômetros de Campo Grande. 

Antes do fim do terceiro mês de 2025 morreria ainda o presidente da Assembleia de Deus Missões (ADM), pastor Antônio Dionízio, que faleceu aos 75 anos, após longa luta contra um câncer, cerca de quatro dias depois de completar aniversário. 

Lembrança eterna

Lendário no futebol sul-mato-grossense, o goleiro titular do Operário na histórica campanha no Brasileiro de 1977 e ídolo por Botafogo (RJ) e Internacional (RS), Haílton Corrêa de Arruda, jogador popularmente conhecido como "Manga" morreu em abril de 2025.

Com 20 troféus conquistados vestindo a camisa alvinegro de Campo Grande, é até hoje o nome mais vitorioso dos quase 121 anos de história do clube, "Manga" faleceu aos 87 anos. 

No mesmo mês o "mundo da bola" campo-grandense ainda se despediria de Arnaldo Domingues Fernandes, que faleceu em 10 de abril, icônico por ser fundador da Associação Atlética Portuguesa agora conhecida como Futebol Clube Pantanal. 

Natural de Campo Grande e filho de pais portugueses, vindos da região do Minho, Arnaldo nasceu em 9 de fevereiro de 1937, apaixonado pela Portuguesa de São Paulo e fundador do clube amador em 1972. 

Em 12 de abril foi registrada a morte de Jânio Batista de Macedo, professor filósofo mato-grossense conhecido no MS pela ação junto ao movimento comunitário, e por representar a Associação de Moradores do Parque Residencial Maria Aparecida Pedrossian (Amape) por cinco mandatos consecutivos. 

Ex-vereador de Campo Grande, Paulo Sukehiro Yonamine faleceu aos 88 anos, em 19 de abril, grande figura da comunidade japonesa em Mato Grosso do Sul, parlamentar em um período de importantes momentos para a história do MS, como os debates para a divisão do Estado. 

Das figuras eternizadas na memória, ou nos ouvidos da Nação, a cantora Nana Caymmi também faleceu neste 2025, aos 84 anos, morte confirmada pelo próprio filho, Danilo, após um período de internação em decorrência de uma arritmia cardíaca. 

Ainda no primeiro semestre todo o globo daria adeus à um líder ícone da esquerda latino-americana, o ex-presidente José Alberto "Pepe" Mujica Cordano, que morreu aos 89 anos, em 13 de maio em seu sítio, nos arredores de Montevidéu, onde cultivava flores e hortaliças.

No mesmo mês haveria ainda a confirmação da morte do brasileiro Sebastião Salgado, um dos maiores nomes da fotografia mundial, que morreu aos 81 anos na França, como confirmado pela esposa, Lélia Wanick. 

Das referências que colocaram o Mato Grosso do Sul sobre os holofotes, o Estado despediu-se também do judoca técnico da Federação de Judô de Mato Grosso do Sul (FJMS), Alessandro Nascimento, conhecido como Buiú, que faleceu em 26 de maio.

Uma das referências do judô sul-mato-grossense, "Buiú" passou cerca de um mês internado na Santa Casa desde o dia 25 de abril, devido a complicações de saúde após uma cirurgia e enfrentando pancreatite.

Último adeus

Ex-secretário que atuou na pasta de Planejamento, Finanças e Controle de Gastos, quando Alcides Bernal era presidente, Wanderley Ben Hur da Silva morreu aos 64 anos em Batayporã, após ser vítima de um infarto fulminante na casa em que residia havia cerca de quatro anos no interior do Estado.

Ícone da história da televisão brasileira, o ator Francisco Cuoco faleceu em 19 de junho de 2025, após ficar cerca de 20 dias no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, em um fim de vida em que teve de enfrentar uma série de problemas de saúde, inclusive excesso de peso (chegando a pesar 130kg). 

Dos ícones locais, MS se despediu no penúltimo dia de junho do chargista Milton César Ornellas, que faleceu aos 55 anos após se envolver em um acidente na BR-163. Como profissional, atuou em veículos de comunicação do Mato Grosso do Sul e do Brasil, como o Folha do Povo, Revista Leia, A Crítica, Jornal O Estado e Jornal Midiamax, onde atuou por 20 anos.

Entre os líderes religiosos a Capital ainda disse adeus à Gilson Breder, pastor presidente da Primeira Igreja Batista de Campo Grande que faleceu em 10 de julho, aos 72 anos, após longa jornada de cuidados médicos em tratamento contra um linfoma.

Também Roberto Duailibi, um dos nomes mais importantes da história da publicidade no Brasil, faleceu em julho de 2025, publicitário e escritor filho de libanês e brasileira, que nasceu em 8 de outubro de 1935, em Campo Grande (MS).

Este 2025 ainda marcaria a morte de: 

Regionalmente, 2025 foi ano de se despedir também do curador, produtor cultural e editor gráfico Carlos Marcos Medeiros, que faleceu aos 78 anos, conhecido como criador do Museu de Arte Contemporânea de Campo Grande (Marco). 

Também o proprietário do Zagaia Eco Resort, Celso Poli, faleceu neste ano, em 04 de agosto na Capital. Ele tinha 83 anos. O empreendimento, vale lembrar, é o mais renomado hotel de luxo em Bonito, principal destino turístico de Mato Grosso do Sul.

Cícero Antônio de Souza faleceu, faleceu aos 80 anos, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, conselheiro e ex-deputado por quatro mandatos, que morreu vítima de um câncer.

O  presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) de Mato Grosso do Sul, João Augusto Albuquerque Soares, morreu aos 69 anos, no dia 06 de outubro, em Campo Grande, vítima de problemas cardíacos, conforme repassado por familiares. 

Dos parlamentares locais que faleceram em 2025, cabe citar também empresário João Alves Sobrinho, de 74 anos, o "Salim", que apesar de ser natural de Bandeirantes (PR), constituiu família em MS e se destacou pela preocupação com as demandas do município de Aquidauana.

Jornalista que fez carreira no Correio do Estado, o advogado e pastor evangélico Thiago Gomes da Silva faleceu em 13 de outubro, aos 63 anos, após vida dedicada à carreira de quatro décadas no jornalismo e demais atuações. 

Na política, o antigo rival de Puccinelli e símbolo do Partido dos Trabalhadores (PT), Militino Domingos de Arruda morreu em 15 de outubro, aos 81 anos, após ser diagnosticado com um câncer ainda em 2024. 

Além dele, regionalmente também houve o adeus ao ex-presidente do Sindicato dos Prossionais da Educação Pública de Campo Grande (ACP) Geraldo Alves Gonçalves, que faleceu em 27 de outubro, aos 76 anos. 

Nos esportes, o sul-mato-grossense também se despediu de Mário Márcio Azevedo Ramos, que morreu aos 71 anos. Ex-jogador do Esporte Clube Aquidauana, o ícone nunca se afastou dos gramados e era conhecido por cuidar do estádio, auxiliar em eventos e, à sua maneira, manter-se próximo ao ex-time.

Antes de fechar as cortinas de 2025, houve ainda a despedida de um dos nomes referência na advocacia de MS: Ernesto Pereira Borges Filho, que faleceu após mais de 60 anos dedicado ao direito

 

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Cidades

TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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testemunha-chave

Chaveiro aponta que Bernal pode ter dado 'tiro de misericórdia' em fiscal

Em depoimento disse que ocorreu apenas um disparo assim que o ex-prefeito entrou no imóvel. O fiscal tributário, porém, morreu atingido por dois tiros

25/03/2026 18h28

Nesta quarta-feira Alcides Bernal passou por audiência de custódia e o juiz entendeu que  le deve permanecer na prisão

Nesta quarta-feira Alcides Bernal passou por audiência de custódia e o juiz entendeu que le deve permanecer na prisão Marcelo Victor

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O depoimento do chaveiro Maurílio da Silva Cardoso, de 69 anos, testemunha-chave do assassinato do fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, 61 anos, contradiz as declarações de Alcides Bernal e pode comprometer a tese da legítima defesa, que é o principal argumento dos advogados para tentar tirar da prisão o ex-prefeito de Campo Grande. 

O crime ocorreu no  começo da tarde de terça-feira (24) e ao se apresentar à polícia, dizendo que acreditava estar sendo perseguido, o ex-prefeito afirmou que fez dois disparos contra o fiscal tributário, que acabou morrendo no interior da casa que motivou o assassinato. 

Bernal alegou que fez os disparos para se defender, pois teria se sentido ameaçado, já que os dois homens já haviam aberto o portão social que fica no muro do imóvel e estavam tentando abrir a porta que dá acesso à casa, localizado na Rua Antônio Maria Coelho, na região central de Campo Grande. 

O chaveiro, porém, dá outra versão em seu depoimento prestado horas depois do crime. Conforme o documento oficial da Polícia Civil, o chaveiro "afirmou, de forma veemente, ter presenciado um disparo efetuado contra o senhor Roberto, relatando que ficou extremamente abalado com a situação. Declarou recordar-se de apenas um disparo ocorrido enquanto ainda se encontrava no local, não podendo, contudo, informar se o autor realizou novos disparos após sua saída da residência."

Em outro trecho o documento que que ele "informou que, de forma cautelosa, afastou-se lentamente do autor, enquanto o autor ficou vidrado na vítima Roberto, até conseguir alcançar o portão, momento em que empreendeu fuga, pois temia por sua vida, acreditando que o autor poderia também atentar contra si, especialmente após ter sido ordenado que se deitasse de bruços. Acrescentou que, após deixar o local e alcançar uma distância segura, entrou em contato com seu filho, DIEGO, comunicando o ocorrido e solicitando que acionasse a polícia". 

Diego é Guarda Municipal e, segundo as informações prestadas pelo pai, também faz bico como chaveiro e no dia anterior seu filho teria sido contactado pelo fiscal tributário para prestar o serviço de abertura da casa. Porém, o guarda teria repassado o serviço para o pai. Os advogados de Bernal dizem, porém, que o guarda também teria participado daquil que chama de invasão da casa. 

O revólver calibre 38 entregue por Bernal à polícia estava com três projéteis intactos e dois deflagrados. No corpo do fiscal tributário havia três perfurações. E, segundo a perícia, um dos disparos entrou pela parte frontal das costelas e saiu pelas costas. O outro, atingiu a região da cintura. 

Pelo fato de os policiais terem indagado ao chaveiro se ele escutou um segundo disparo depois que fugiu do local, os investigadores deixam claro que suspeitam que Bernal tenha dado o que se chamam de "tiro de misericórdia" contra Roberto Mazzini depois que este já estava imobilizado e depois que a testemunha-chave havia deixado o imóvel.

E, caso isto se confirme, a tese de legítima defesa cairia por terra. As versões diferentes sobre o exato momento em que foram efetuados os disparos podem ser esclarecidas pelas imagens das câmeras internas da mansão.

Estas imagens, apesar de os advogados de defesa de Alcides Bernal garantirem que existem, não haviam chegado às mãos do juiz que nesta quarta-feira decidiu manter o ex-prefeito na cadeia. O magistrado entendeu que não estava claro se realmente ocorreu legítima defesa. 

Em seu despacho, o juiz diz que "a defesa sustenta a ocorrência de legítima defesa. Todavia, para o  reconhecimento da excludente de ilicitude nesta fase processual, seria necessária prova cabal, inequívoca e indiscutível, o que não se verifica no presente momento".

Logo na sequência, diz o magistrado, "destaca-se o depoimento da testemunha Maurílio da Silva Cardoso, o qual afirmou que a vítima não teve qualquer oportunidade de reação ou explicação, tendo o custodiado se aproximado já com a arma em punho". 

Além disso, ressalta o juiz, "o  custodiado (Bernal), ao ser informado de possível invasão, poderia ter acionado os órgãos de segurança pública, como Polícia Militar ou Polícia Civil, ao invés de dirigir-se ao local armado e efetuar disparos sem oportunizar esclarecimentos. A conduta, portanto, revela elevada gravidade concreta, tratando-se de crime doloso contra a vida, praticado com violência extrema."

MANSÃO

Com quase 680 metros quadrados de área construída e um terreno de 1,4 mil metros quadrados, a casa foi arrematada pelo fiscal tributário por pouco mais de R$ 2,4 milhões em novembro do ano passado. Desde então ele tentava tomar posse. Conforme advogados de Bernal, o fiscal já havia participado de pelo menos 25 leilões e conhecia as normativas para tomar posse destes imóveis. 

Segundo nota emitida por familiares de Roberto Mazzini na manhã desta quarta-feira (25), o fiscal chamou o chaveiro para abrir o imóvel porque o cartório responsável pelo registro havia informado que a casa estava vazia e por conta disso Roberto teria ido ao local para tomar posse, já que havia comprado a mansão em um leilão realizada pela Caixa Econômica Federal. 

CARREIRA POLÍTICA

Radialista, Alcides Bernal foi vereador em Campo Grande durante dois mandatos e em 2010 elegeu-se para deputado estadual, com 20.910 votos. Em 2012 candidatou-se a prefeito de Campo Grande e acabou derrotando o então deputado federal Edson Giroto, que tinha o apoio dos principais caciques políticos da época, como André Puccinelli e a família Trad.  

Mas, em março de 2014 acabou sendo cassado pela câmara de vereadores, sendo o primeiro prefeito a sofrer a punição na história de Campo Grande. Seu vice, Gilmar Olarte, foi um dos principais articuladores da cassação e acabou herdando o cargo. 

Em maio daquele ano, um juiz de primeira instância suspendeu a cassação e concedeu liminar para a volta de Bernal ao cargo. Horas após a concessão, aliados marcharam rumo à prefeitura e a ocuparam o prédio. No entanto, a decisão foi revertida pelo Tribunal de Justiça horas depois, reempossando Gilmar Olarte no cargo.

Bernal somente conseguiu voltar ao cargo em 25 de agosto de 2015 e permanceceu no cargo até o fim do mandato. Ele chegou a se candidatar à reeleição, mas nem mesmo chegou ao segundo turno. O pleito foi vencido por Marquinos Trad.  

Ele havia comprado a casa em 2016, já perto do fim do seu mandato como prefeito. Porém, por conta por conta de uma dívida da ordem de R$ 900 mil na Caixa, o imóvel acabou sendo levado a leilão. 

 

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